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BDMG oferece mentoria gratuita a produtores rurais que investirem em agricultura sustentável

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O Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) passa a oferecer mentoria gratuita para produtores rurais que contratarem linhas de crédito voltadas à agricultura regenerativa. A iniciativa é válida para operações realizadas até 30 de novembro nas linhas Bioinsumos e Solo Mais, com o objetivo de incentivar a adoção de práticas agrícolas sustentáveis e de baixo carbono em Minas Gerais.

Mentoria personalizada para otimizar resultados

A consultoria terá duração de cinco meses e será conduzida por profissionais reconhecidos no mercado. As orientações serão personalizadas, levando em conta a realidade de cada projeto financiado. Além dos produtores, os técnicos das propriedades também participarão do acompanhamento, recebendo direcionamento sobre melhores práticas agrícolas.

Segundo o presidente do BDMG, Gabriel Viégas Neto, a iniciativa busca apoiar a transição para um modelo de produção mais sustentável.

“Essa é uma forma de potencializar a aplicação do crédito captado conosco, gerando impactos positivos tanto para o negócio quanto para o meio ambiente”, afirma Viégas Neto.

Linhas de crédito focadas em sustentabilidade

As linhas Bioinsumos e Solo Mais permitem aos produtores:

  • Adquirir insumos para manejo regenerativo do solo;
  • Comprar equipamentos agrícolas;
  • Implantar sistemas de irrigação e unidades de produção de bioinsumos;
  • Estruturar a fertilidade do solo;
  • Instalar biodigestores e compostagem, entre outros projetos financiáveis.
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Além disso, o BDMG aumentou de 20% para 30% o percentual do crédito que pode ser usado como capital de giro, oferecendo maior flexibilidade para que os produtores administrem os recursos conforme suas necessidades.

Benefícios sociais e ambientais

A adoção de práticas regenerativas traz impactos positivos como:

  • Mitigação das emissões de gases de efeito estufa;
  • Redução de custos de produção;
  • Melhor aproveitamento de nutrientes e da água;
  • Apoio à sustentabilidade do negócio.

O acesso ao crédito das linhas Bioinsumos e Solo Mais ocorre por meio de cooperativas de crédito parceiras, incluindo sistemas Sicoob, Sicredi e Cresol.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

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Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

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O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

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Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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