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Bem-estar no agronegócio vira estratégia para reduzir turnover e atrair talentos no campo

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A retenção de talentos segue entre os principais desafios estruturais do agronegócio brasileiro. Em um cenário de crescente demanda por práticas sustentáveis, responsabilidade social e bem-estar animal, empresas do setor passaram a enxergar o chamado “Bem-Estar Único” como uma estratégia de gestão de pessoas, fortalecimento da cultura organizacional e aumento da competitividade no campo.

O conceito parte de uma premissa central: não existe bem-estar animal sem bem-estar humano. A lógica vem ganhando espaço em propriedades rurais, agroindústrias e sistemas produtivos que buscam melhorar indicadores de produtividade, reduzir turnover e aumentar o engajamento das equipes.

Segundo Filipe Dalla Costa, coordenador técnico de Bem-Estar Animal da MSD Saúde Animal, ambientes seguros, organizados e alinhados a valores éticos contribuem diretamente para a permanência dos profissionais no setor.

“Colaboradores que trabalham em um ambiente seguro, valorizado e alinhado a valores éticos tendem a apresentar maior engajamento, garantindo às propriedades rurais menor turnover e maior retenção de talentos”, afirma.

Agronegócio enfrenta desafio crescente de mão de obra qualificada

A dificuldade de atrair e manter profissionais no meio rural tem pressionado empresas do agronegócio em diferentes cadeias produtivas, especialmente em atividades ligadas à produção animal.

Nesse contexto, programas de qualificação, certificações e melhoria das condições de trabalho passaram a ser vistos não apenas como ações sociais, mas como investimentos estratégicos em gestão de pessoas.

De acordo com especialistas, quando o conceito de Bem-Estar Único é incorporado à cultura organizacional, três pilares ganham força:

  • Segurança psicológica;
  • Sentimento de pertencimento;
  • Clareza de propósito.

“Quando colaboradores participam de treinamentos e recebem certificações de bem-estar único, não estão apenas adquirindo conhecimento, estão sendo reconhecidos e valorizados”, destaca Filipe Dalla Costa.

Certificação fortalece engajamento e reduz turnover

A Certificação em Bem-Estar Único – Missão de Cuidar, desenvolvida pela MSD Saúde Animal, já capacitou mais de 3 mil pessoas nos últimos quatro anos.

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Segundo a empresa, o programa gera impactos diretos em indicadores estratégicos de recursos humanos, incluindo:

  • Redução do turnover voluntário;
  • Menor absenteísmo;
  • Redução de acidentes de trabalho;
  • Melhora no clima organizacional;
  • Aumento do engajamento das equipes.

O especialista relata que muitos colaboradores levam os certificados para casa e compartilham o reconhecimento com familiares, fortalecendo autoestima e vínculo emocional com a empresa.

“Investir em pessoas não é apenas uma ação ética ou social. É uma estratégia concreta de retenção e atração de talentos no agronegócio”, ressalta.

Bem-estar no campo melhora produtividade e ambiente de trabalho

Na prática, o conceito de Bem-Estar Único envolve melhorias estruturais e comportamentais dentro das propriedades rurais.

Entre as ações adotadas estão:

  • Melhor acesso à hidratação;
  • Ambientes adequados de descanso;
  • Uso correto de EPIs;
  • Treinamentos de manejo humanitário;
  • Liderança mais participativa;
  • Relações interpessoais mais saudáveis.

Segundo Filipe Dalla Costa, pequenas mudanças no ambiente de trabalho já produzem impactos significativos na redução do estresse físico e emocional das equipes.

“Após treinamentos focados em manejo humanitário e conexão humano-animal, observamos relatos de melhoria não apenas no ambiente profissional, mas também na convivência familiar dos colaboradores”, explica.

Certificação fortalece marca empregadora no agronegócio

Além dos ganhos internos, empresas certificadas relatam melhora na atração de novos profissionais e fortalecimento da reputação no mercado de trabalho.

A Arapé Agroindústria, de Minas Gerais, é um dos exemplos citados. Após conquistar a Certificação em Bem-Estar Único, a empresa realizou melhorias nas estruturas das granjas, áreas de convivência, refeitórios e espaços de descanso.

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Segundo Roniê Pinheiro, Head da Arapé, o principal impacto ocorreu na relação das equipes com o trabalho.

“Hoje há maior clareza sobre a importância dos cuidados com os animais e com o ambiente, o que se reflete diretamente na rotina das granjas”, afirma.

Ele destaca ainda que candidatos passaram a procurar a empresa justamente pela reputação ligada ao ambiente de trabalho mais organizado e respeitoso.

“Atualmente operamos com quadro completo e observamos maior estabilidade das equipes, além de ganhos consistentes no desempenho produtivo”, acrescenta.

Responsabilidade socioambiental ganha peso na atração de profissionais

A Dália Alimentos também aponta benefícios estratégicos da certificação voltada ao Bem-Estar Único.

Para Carlos Alberto Freitas, presidente executivo da empresa, o alinhamento com práticas sustentáveis e condições dignas de trabalho deve ganhar ainda mais relevância nos próximos anos.

“Acreditamos que essa condição poderá representar atração de novos talentos e redução dos índices de turnover, porque adotamos procedimentos que asseguram bem-estar animal, segurança das equipes e sustentabilidade ambiental”, afirma.

Gestão de pessoas se torna diferencial competitivo no agro

O avanço do conceito de Bem-Estar Único mostra que o agronegócio brasileiro vem ampliando sua visão sobre produtividade e eficiência operacional.

Mais do que indicadores técnicos, empresas do setor começam a integrar gestão de pessoas, sustentabilidade, segurança e responsabilidade socioambiental como fatores estratégicos para crescimento sustentável.

Com a crescente escassez de mão de obra qualificada no campo, iniciativas voltadas à valorização humana tendem a ganhar ainda mais relevância dentro da cadeia produtiva do agronegócio brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Oferta restrita impulsiona preço do café e mantém cotações em alta no mercado internacional

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A oferta limitada de café no mercado físico voltou a sustentar a valorização dos contratos futuros na última semana, reforçando o cenário de firmeza para as cotações internacionais. Mesmo diante da expectativa de uma safra recorde no Brasil, a menor disponibilidade imediata do produto, aliada a fatores técnicos e à atuação dos investidores, manteve o mercado aquecido.

De acordo com análise da StoneX, o café arábica alcançou as maiores cotações das últimas seis semanas, refletindo a combinação entre a leve deterioração das condições de colheita no Brasil e o movimento de recompra de posições vendidas por fundos de investimento.

O contrato de setembro de 2026 do café arábica encerrou a semana cotado a 273,2 centavos de dólar por libra-peso, acumulando valorização de 2,0% no período.

O desempenho reforça que, apesar da perspectiva de uma produção brasileira robusta em 2026, o mercado segue atento à disponibilidade de café no curto prazo. A restrição na oferta física continua sendo um dos principais fatores de sustentação dos preços, evidenciando a sensibilidade das bolsas às condições imediatas de abastecimento.

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Robusta também registra valorização

O mercado do café robusta acompanhou o movimento de alta, sustentado pelas preocupações relacionadas aos possíveis impactos do fenômeno El Niño sobre a produção mundial e pelo ritmo ainda moderado de comercialização no Brasil.

O contrato de setembro de 2026 fechou a semana cotado a US$ 3.627 por tonelada, avanço de 1,0% em relação à semana anterior. Durante o pregão de quinta-feira (25), a cotação chegou a US$ 3.692 por tonelada, o maior patamar registrado desde o fim de março.

Cenário externo influencia, mas fundamentos do café predominam

No ambiente macroeconômico, os investidores também monitoraram os desdobramentos das tensões entre Estados Unidos e Irã. A queda dos preços internacionais do petróleo ao longo do fim de semana ajudou a melhorar o sentimento dos mercados financeiros.

Apesar desse contexto, os fundamentos específicos do mercado cafeeiro continuaram sendo o principal direcionador das cotações. A evolução da colheita brasileira, a oferta disponível de grãos e a atuação dos fundos de investimento permaneceram no centro das atenções, sustentando tanto o café arábica quanto o robusta no mercado internacional.

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Com estoques ainda ajustados e comercialização cautelosa por parte dos produtores, o mercado segue acompanhando de perto o avanço da safra brasileira, fator que deverá continuar determinando o comportamento dos preços nas próximas semanas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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