AGRONEGÓCIO
Bezerro valorizado desafia recria e engorda: gestão eficiente é a chave para preservar margens na pecuária
AGRONEGÓCIO
A forte valorização do bezerro tem garantido melhores resultados para a atividade de cria, mas impõe novos desafios aos pecuaristas que atuam na recria e engorda. Com o aumento dos custos de reposição, preservar a rentabilidade da operação passou a depender cada vez mais de gestão eficiente, controle de indicadores e capacidade de antecipar movimentos do mercado.
Segundo especialistas do setor, o cenário atual exige uma pecuária cada vez mais profissionalizada, na qual decisões estratégicas sobre compra de animais, nutrição, manejo e comercialização podem fazer a diferença entre lucro e prejuízo.
Gestão passa a ser fator decisivo para manter a rentabilidade
Com o bezerro em patamares elevados, a margem dos sistemas de recria e terminação tende a ficar mais pressionada. Nesse contexto, o foco do produtor deve estar na eficiência operacional e na execução precisa de cada etapa do processo produtivo.
A recomendação é que o pecuarista tenha total clareza sobre o modelo de produção que pretende adotar antes mesmo de adquirir os animais. Entre as alternativas estão recria a pasto, recria intensiva a pasto, semiconfinamento, confinamento próprio ou utilização de boitéis.
Cada sistema apresenta exigências específicas de genética, nutrição, infraestrutura e velocidade de ganho de peso. Por isso, alinhar a estratégia produtiva à compra dos animais torna-se fundamental para alcançar bons resultados econômicos.
Custo da arroba produzida deve orientar decisões
Um dos principais indicadores para avaliar a eficiência da operação é o custo da arroba produzida. Especialistas alertam que conceitos generalistas nem sempre refletem a realidade das propriedades.
Embora exista a percepção de que a arroba produzida a pasto seja sempre mais barata do que aquela obtida em confinamento, a eficiência depende diretamente da gestão de cada sistema.
Existem propriedades que apresentam melhores resultados econômicos no confinamento e outras que obtêm maior rentabilidade em sistemas exclusivamente a pasto. A diferença está na capacidade de controlar custos, otimizar recursos e medir corretamente os resultados.
Indicadores produtivos ganham ainda mais importância
Em um cenário de margens mais apertadas, acompanhar indicadores produtivos e financeiros deixou de ser uma vantagem competitiva para se tornar uma necessidade.
Entre os principais índices que devem ser monitorados estão:
- Ganho médio diário dos animais;
- Taxa de lotação;
- Giro de arrobas produzidas;
- Taxa de desfrute;
- Mortalidade;
- Eficiência alimentar;
- Custo mensal por cabeça;
- Desembolso operacional.
A análise contínua desses dados permite identificar gargalos, corrigir desvios e aumentar a eficiência do sistema produtivo.
Planejamento antecipado reduz riscos de mercado
Outro ponto fundamental é a antecipação das decisões comerciais. No mercado pecuário, esperar por certezas pode representar perda de oportunidades e aumento dos custos de produção.
Diante da volatilidade dos preços, a recomendação é trabalhar com diferentes cenários e construir estratégias capazes de proteger a rentabilidade da atividade.
Isso inclui o planejamento da compra dos animais, definição do peso de entrada, categoria, padrão genético e também a aquisição antecipada de insumos estratégicos, como milho, DDG, farelo de soja e caroço de algodão.
Ferramentas de gestão de risco, como contratos futuros e operações de hedge, também podem ser utilizadas para reduzir a exposição às oscilações de preços.
Estrutura financeira e armazenagem são diferenciais competitivos
A capacidade financeira da propriedade e a estrutura de armazenagem dos insumos também exercem papel importante na competitividade da operação.
Produtores que conseguem adquirir insumos em momentos mais favoráveis do mercado tendem a obter vantagens significativas nos custos de produção. Para isso, é necessário ter planejamento de caixa e infraestrutura adequada para armazenagem.
Sem essas condições, a compra emergencial de insumos pode elevar os custos e comprometer a rentabilidade do sistema.
Comercialização deve fazer parte da estratégia
Além dos desafios dentro da porteira, a gestão comercial também ganha relevância em um ambiente de margens mais estreitas.
Investir na capacitação da equipe comercial, desenvolver estratégias de venda, participar de pools de comercialização e fortalecer negociações com frigoríficos são alternativas que podem contribuir para melhorar os resultados da atividade.
A profissionalização da comercialização permite capturar melhores oportunidades de mercado e aumentar a previsibilidade financeira da operação.
Como iniciar um projeto de confinamento
Para produtores que desejam ingressar ou ampliar a atuação no confinamento, o primeiro passo é desenvolver um projeto estruturado e alinhado à realidade da propriedade.
O planejamento deve contemplar:
- Capacidade de alojamento;
- Infraestrutura necessária;
- Logística operacional;
- Disponibilidade de mão de obra;
- Fluxo de caixa;
- Necessidade de máquinas e equipamentos;
- Estrutura para fabricação e distribuição de ração.
Outro ponto importante é projetar a operação considerando futuras expansões. Um layout planejado para crescimento reduz custos de ampliação e aumenta a eficiência operacional no longo prazo.
Antecipação continua sendo a principal vantagem competitiva
Em um ciclo de reposição valorizada, a sustentabilidade econômica da recria e da engorda depende cada vez mais da capacidade de gestão do produtor.
Ter clareza sobre o sistema produtivo, acompanhar indicadores de forma rigorosa e planejar decisões com antecedência são fatores que permitem preservar margens e capturar oportunidades mesmo em momentos de maior pressão sobre os custos.
Na pecuária moderna, a diferença entre operações rentáveis e operações vulneráveis está, cada vez mais, na qualidade da gestão e na velocidade de adaptação às mudanças do mercado.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Bonsmara ganha espaço na pecuária tropical e Fazenda Santa Silvéria lidera expansão da genética no Brasil
A busca por sistemas pecuários mais eficientes, rentáveis e adaptados às condições climáticas brasileiras tem impulsionado o avanço de raças com elevado potencial produtivo. Nesse cenário, a Fazenda Santa Silvéria consolidou-se como uma das principais referências nacionais na criação e no melhoramento genético da raça Bonsmara, contribuindo diretamente para a expansão dessa genética em diferentes regiões do Brasil e também no mercado internacional.
Pioneira na introdução do Bonsmara no país, a propriedade desenvolve um trabalho contínuo de seleção voltado para características consideradas estratégicas para a pecuária moderna, como fertilidade, rusticidade, docilidade, desempenho produtivo e adaptação ao clima tropical.
Genética desenvolvida para condições tropicais
De acordo com a proprietária da Fazenda Santa Silvéria, Clélia Pacheco, a adoção da raça surgiu da necessidade de manter a precocidade produtiva observada em fêmeas meio-sangue Angus, sem abrir mão da adaptação necessária para enfrentar os desafios das condições tropicais brasileiras.
O Bonsmara pertence ao grupo Bos Taurus Africanus, do tipo Sanga, característica que proporciona maior distância genética em relação aos zebuínos e às raças britânicas. Essa condição favorece ganhos expressivos de heterose nos programas de cruzamento industrial, resultando em animais mais produtivos, resistentes e adaptados.
Segundo a criadora, o principal diferencial da raça está na capacidade de produzir carne de alta qualidade em sistemas simplificados de produção, com excelente desempenho a pasto e utilização de touros em monta natural.
Além da adaptação ao calor, o Bonsmara apresenta elevada fertilidade, facilidade de manejo e temperamento dócil, características que contribuem para reduzir custos operacionais e aumentar a eficiência das fazendas.
Cruzamentos ampliam produtividade e qualidade da carne
O crescimento da raça no Brasil também está associado ao desempenho obtido nos cruzamentos industriais. A utilização de reprodutores Bonsmara sobre matrizes zebuínas ou fêmeas meio-sangue Angus tem proporcionado ganhos importantes em produtividade, rendimento de carcaça e qualidade da carne.
A raça é reconhecida pela produção de carne premium, com atributos valorizados pelo mercado consumidor, como maciez, sabor e suculência. Além disso, apresenta boa conversão alimentar e capacidade de desempenho em diferentes sistemas de produção, ampliando as oportunidades para pecuaristas de diversas regiões do país.
Seleção genética impulsiona expansão nacional e internacional
O programa de melhoramento desenvolvido pela Fazenda Santa Silvéria combina avaliações de desempenho, características funcionais e critérios rigorosos de adaptação. O objetivo é selecionar animais capazes de manter altos índices produtivos mesmo em condições desafiadoras de clima e manejo.
Esse trabalho permitiu a disseminação da genética Bonsmara para todas as regiões brasileiras e também para países da América Latina e da África, fortalecendo a presença da raça em sistemas produtivos voltados para eficiência e sustentabilidade.
Sustentabilidade e eficiência caminham juntas
A busca por maior produtividade também está alinhada aos princípios de sustentabilidade. Animais geneticamente superiores tendem a permanecer menos tempo no ciclo produtivo, reduzindo a emissão de gases por quilo de carne produzida.
Ao mesmo tempo, sistemas baseados em pastagens bem manejadas favorecem a retenção de carbono no solo e contribuem para uma pecuária mais equilibrada do ponto de vista ambiental.
Para os especialistas da fazenda, a combinação entre genética, nutrição e manejo continua sendo a principal estratégia para garantir competitividade econômica e responsabilidade ambiental no campo.
Leilão disponibilizará reprodutores selecionados
Como parte do trabalho de difusão da genética Bonsmara, a Fazenda Santa Silvéria realizará, no próximo dia 1º de julho, às 20h, a 22ª edição do Leilão Bonsmara Santa Silvéria.
O evento ocorrerá em formato 100% virtual, com transmissão pela Central Leilões, e ofertará reprodutores desenvolvidos dentro de um programa de melhoramento genético direcionado às demandas da pecuária tropical brasileira.
Os animais disponibilizados foram selecionados para atuação a campo, reunindo características de adaptação, fertilidade, desempenho produtivo e qualidade genética voltadas ao aumento da eficiência dos rebanhos comerciais.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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