AGRONEGÓCIO
Biotecnologia impulsiona produtividade do milho e fortalece sustentabilidade no agronegócio brasileiro
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O milho consolida-se como um dos pilares do agronegócio brasileiro, ampliando sua importância não apenas na alimentação humana e animal, mas também na matriz energética do país. Nos últimos anos, o grão ganhou destaque na produção de etanol, reforçando sua relevância econômica e estratégica.
De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a colheita de milho em 2025 deve atingir 141,6 milhões de toneladas, um aumento de 23,5% em relação à safra anterior — configurando-se como recorde histórico para o país.
Sustentabilidade é chave para o avanço do etanol de milho
Com a expansão do etanol derivado do milho, cresce também a necessidade de garantir que a cadeia produtiva mantenha padrões sustentáveis do campo à indústria. Especialistas ressaltam que, para que o combustível seja uma alternativa realmente limpa, é essencial que os processos agrícolas adotem boas práticas ambientais, desde o preparo do solo até o pós-colheita.
Nesse cenário, biotecnologias agrícolas têm se tornado grandes aliadas da produtividade e da sustentabilidade. Soluções de base biológica vêm mostrando resultados expressivos na eficiência nutricional das plantas, na sanidade das lavouras e na redução de impactos ambientais.
Tecnologia natural aumenta produtividade do milho
Entre as inovações aplicadas ao campo, o destaque vai para o FT Corn, desenvolvido pela Fertsan, empresa brasileira pioneira em pesquisa e desenvolvimento de fisioativadores — produtos biotecnológicos formulados com compostos orgânicos e naturais.
Segundo Alexandre Craveiro, diretor de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da Fertsan, o uso de tecnologias como o FT Corn mostra que é possível aumentar a produtividade de forma sustentável, sem comprometer o equilíbrio do ecossistema.
“O milho é um dos pilares do agro brasileiro e sua importância cresce com o avanço do etanol. Mas, para que essa cadeia seja realmente sustentável, é preciso garantir que todo o processo produtivo também seja. O FT Corn, de origem natural e com base orgânica, comprova que é possível produzir mais, com eficiência e respeito ao meio ambiente”, afirma Craveiro.
O produto contém poli e oligossacarídeos que estimulam o metabolismo vegetal, aumentam o vigor e melhoram o aproveitamento dos nutrientes desde os estágios iniciais de desenvolvimento da planta.
Resultados de campo confirmam ganhos expressivos
Os resultados obtidos em campo comprovam o impacto positivo da biotecnologia sobre a cultura do milho. Na safra 2024/25, em Campo Mourão (PR), o uso do FT Corn proporcionou um ganho médio de 6 sacas por hectare em relação ao padrão da fazenda. Já na safra 2025/26, em Itarema (PR), o incremento chegou a 9,88 sacas por hectare, representando um aumento de 6,8% na produtividade.
Entre os benefícios observados, destacam-se:
- Espigas maiores e com mais grãos por espiga;
- Maior uniformidade e crescimento vegetal acelerado;
- Melhor absorção e aproveitamento de nutrientes;
- Redução de perdas e maior resistência natural contra pragas e doenças.
Biotecnologia contribui para manejo de alta performance
Estudos conduzidos pela Fundação Agrária de Pesquisa Agropecuária (FAPA) mostram que, quando aplicadas em sistemas de alta produtividade, como os da Cooperativa Agrária (PR), as tecnologias biológicas podem atingir até 96% de controle de pragas, reforçando seu papel estratégico na construção de sistemas agrícolas mais eficientes e resilientes.
Esses resultados reforçam que o futuro da agricultura brasileira passa pela integração entre inovação, sustentabilidade e produtividade, impulsionando o país na liderança global de produção de alimentos e energia limpa.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Exportação recorde não impede queda do frango vivo no mercado interno
O Brasil caminha para estabelecer um novo recorde nas exportações de carne de frango em 2026, mas o avanço das vendas externas ainda não foi suficiente para absorver o aumento da oferta. Com mais animais prontos para o abate, os preços do frango vivo recuaram em algumas das principais regiões produtoras, enquanto as cotações dos cortes permaneceram praticamente estáveis no atacado.
A pressão ocorre em uma cadeia que produziu 15,3 milhões de toneladas de carne de frango em 2025 e faturou cerca de R$ 50 bilhões somente com exportações, considerando a receita de R$ 9,8 bilhões convertida pelo câmbio de R$ 5,10. O Brasil ocupa a terceira posição entre os maiores produtores mundiais e lidera o comércio internacional da proteína.
No ano passado, o país exportou o volume recorde de 5,324 milhões de toneladas. Para 2026, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) projeta embarques de até 5,5 milhões de toneladas, além de uma produção próxima de 15,6 milhões de toneladas. A disponibilidade no mercado interno pode alcançar 10,1 milhões de toneladas.
O avanço da oferta já aparece nos abates. No primeiro trimestre deste ano, o peso das carcaças chegou a 3,73 milhões de toneladas, crescimento de 6,9% em relação ao mesmo período de 2025, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O Paraná respondeu por 35% da produção, seguido por Santa Catarina, Rio Grande do Sul e São Paulo.
A ampliação dos abates ajuda a explicar por que os preços não acompanham o desempenho das exportações. A demanda internacional segue aquecida, mas o mercado doméstico precisa absorver cerca de dois terços de toda a carne produzida no país. O consumo estimado para 2026 é de 47,3 quilos por habitante, um dos maiores do mundo, mas ainda insuficiente para provocar uma reação mais forte diante da oferta atual.
Levantamento mostra que o frango vivo foi negociado a R$ 5,20 por quilo em São Paulo. No oeste do Paraná, a referência ficou em R$ 4,60. Goiás e Mato Grosso do Sul registraram queda de R$ 4,65 para R$ 4,55, enquanto Minas Gerais e Distrito Federal passaram de R$ 4,70 para R$ 4,60 por quilo.
No Sul, as referências ficaram em R$ 4,75 no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. Os preços mais elevados continuam concentrados no Nordeste e no Norte, variando de R$ 6,80 no Ceará a R$ 7,20 no Pará. As diferenças refletem custos logísticos, disponibilidade regional de aves e características próprias de cada mercado.
No atacado paulista, o peito congelado permaneceu em R$ 8,50 por quilo, a coxa em R$ 6,90 e a asa em R$ 11. Os cortes resfriados foram negociados por R$ 8,60, R$ 7 e R$ 11,10, respectivamente. A estabilidade, porém, não representa recuperação, porque as indústrias encontram dificuldade para elevar os preços diante da quantidade de carne disponível.
O principal instrumento para ajustar o mercado é o controle dos alojamentos. O termo corresponde ao número de pintinhos de um dia colocados nas granjas para engorda. Como as aves chegam ao peso de abate em aproximadamente 40 a 45 dias, um alojamento elevado hoje se transforma em maior oferta de carne poucas semanas depois.
A redução dos lotes permite diminuir gradualmente a quantidade de animais disponíveis e recuperar o equilíbrio entre produção, consumo e exportações. O ajuste precisa ser planejado porque uma redução excessiva também pode provocar falta de produto e aumento repentino dos preços no futuro.
A pressão não alcança todos os avicultores da mesma maneira. No sistema de integração, predominante nas principais regiões produtoras, a indústria normalmente fornece pintinhos, ração, medicamentos e assistência técnica. O produtor entra com as instalações, mão de obra, energia e manejo, recebendo conforme o desempenho do lote e as condições estabelecidas em contrato.
Por isso, a cotação do frango vivo não corresponde diretamente ao valor recebido por todos os integrados. Ainda assim, o excesso de oferta reduz a rentabilidade geral da cadeia e pode afetar o ritmo dos alojamentos, a remuneração dos contratos e a capacidade das empresas de repassar custos. O impacto é mais direto sobre produtores independentes, que compram os insumos e comercializam os animais por conta própria.
A disponibilidade de milho e farelo de soja ajuda a conter parte da pressão. Os dois produtos formam a base da ração e representam a maior parcela do custo de produção. Com oferta elevada de grãos, a alimentação das aves está menos onerosa do que em períodos de escassez, evitando uma deterioração maior das margens.
No comércio exterior, os embarques continuam funcionando como principal sustentação do setor. Nos primeiros 13 dias úteis de julho, o Brasil exportou 299,2 mil toneladas de carne de aves e miudezas, com receita equivalente a R$ 2,73 bilhões. A média diária cresceu 41% em relação a julho de 2025, embora o preço médio tenha recuado 1,3%.
O cenário indica que a avicultura brasileira permanece competitiva e deve ampliar sua presença internacional. No curto prazo, porém, o recorde das exportações terá de ser acompanhado por um controle mais preciso dos alojamentos. Sem esse ajuste, a expansão da produção continuará chegando ao mercado antes que a demanda consiga absorvê-la, mantendo os preços do frango vivo sob pressão.
Fonte: Pensar Agro
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