RIO BRANCO
Search
Close this search box.

AGRONEGÓCIO

BNDES lança programa de bioinsumos com aporte de R$ 60 milhões para agricultura familiar

Publicados

AGRONEGÓCIO

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou nesta terça-feira (26) o lançamento do BNDES Bioinsumos, iniciativa inédita que destinará até R$ 60 milhões em recursos não reembolsáveis para apoiar cooperativas da agricultura familiar. O programa foi apresentado durante a abertura do Semiárido Show, em Petrolina (PE), pela chefe do Departamento de Inclusão Produtiva e Educação do Banco, Celina Tura.

A ação tem apoio do Fundo Socioambiental do BNDES e colaboração técnica da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

Apoio à produção de bioinsumos no Brasil

Por meio de uma chamada pública de alcance nacional, com prioridade para as regiões Norte e Nordeste, o programa vai estimular a criação de unidades industriais ou semi-industriais voltadas à produção e multiplicação de bioinsumos. O objetivo é viabilizar a transição tecnológica para o uso de bioprodutos, promovendo agroecossistemas sustentáveis e garantindo alimentos mais saudáveis.

Fortalecimento da agricultura familiar

Com o BNDES Bioinsumos, a expectativa é ampliar a autonomia da agricultura familiar no acesso a tecnologias de produção mais limpas, levando em conta a diversidade produtiva das regiões brasileiras.

Leia Também:  IAC orienta produtores rurais para enfrentar alta dos fertilizantes e reforçar eficiência no campo

Segundo o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, a iniciativa está alinhada com compromissos estratégicos do governo federal.

“O BNDES Bioinsumos atende a dois compromissos históricos do governo Lula: além de contribuir com o aumento da produção de alimentos saudáveis, garantindo a segurança e soberania alimentar e nutricional, fortalece a geração de renda das cooperativas da agricultura familiar, ao ampliar o acesso aos bioinsumos, com menores custos e maior produtividade”, destacou.

O que são bioinsumos?

Bioinsumos são produtos de origem biológica utilizados para promover o crescimento, o desenvolvimento e a saúde dos sistemas agrícolas, animais, aquícolas e florestais. Podem ser microrganismos, predadores de pragas, extratos vegetais ou enzimas.

A iniciativa do BNDES vai contemplar diferentes categorias de bioinsumos, entre elas:

  • Inoculantes a partir de microrganismos isolados (fungos e bactérias);
  • Bioestimulantes produzidos a partir de fungos e bactérias;
  • Microrganismos para o controle biológico de pragas;
  • Insetos para o controle de pragas agrícolas;
  • Biofertilizantes derivados de biomassa vegetal;
  • Biofertilizantes farelados fermentados;
  • Biofertilizantes obtidos por compostagem de resíduos orgânicos, desde que associados a outra categoria apoiada.
Perspectiva para o setor

Ao integrar inovação tecnológica e sustentabilidade, o BNDES Bioinsumos busca potencializar a produção de alimentos de base sustentável no Brasil, ao mesmo tempo em que fortalece a agricultura familiar com redução de custos e aumento da produtividade.

Leia Também:  EUA enfrentam maior déficit de armazenagem de grãos desde 2016, aponta USDA

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

AGRONEGÓCIO

Fim da escala 6×1 preocupa setor suinícola e pode elevar custos de produção, alerta presidente da ACCS

Publicados

em

Por

A proposta de substituição da escala de trabalho 6×1 pelo modelo 5×2 continua gerando debates entre representantes do setor produtivo brasileiro. No agronegócio, especialmente nas cadeias ligadas à produção animal, a medida é vista com preocupação devido à necessidade de operações contínuas ao longo de todo o ano.

O presidente da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), Losivanio Luiz de Lorenzi, avalia que a alteração poderá gerar impactos significativos nos custos operacionais das empresas, afetando diretamente a competitividade da produção nacional.

Segundo o dirigente, atividades como a suinocultura, que exigem monitoramento permanente dos animais, manejo diário e funcionamento ininterrupto das estruturas produtivas, enfrentariam desafios adicionais para adequar suas equipes ao novo regime de trabalho.

Produção animal exige operação contínua

A preocupação do setor está relacionada à necessidade de manter a mesma capacidade operacional em atividades que funcionam 24 horas por dia, sete dias por semana.

Na avaliação da ACCS, a redução da jornada exigiria a contratação de novos trabalhadores para suprir a demanda de horas produtivas, elevando despesas com salários, encargos trabalhistas e gestão de pessoal.

Para os produtores, especialmente os de menor porte, o aumento dos custos poderá representar uma pressão adicional em um cenário já marcado por margens reduzidas e elevada volatilidade dos custos de produção.

Leia Também:  Safra de soja 2025/26 no Paraná deve alcançar 22 milhões de toneladas, projeta Deral
Possível impacto nos preços ao consumidor

De acordo com Losivanio, parte dos custos adicionais gerados pela nova configuração trabalhista tende a ser incorporada ao preço final dos produtos.

O dirigente argumenta que o aumento das despesas operacionais poderá atingir diversos segmentos da economia, incluindo a cadeia de proteínas animais, influenciando os preços pagos pelos consumidores.

A avaliação do setor é que qualquer alteração estrutural no mercado de trabalho precisa considerar os impactos sobre a competitividade das empresas e sobre a sustentabilidade financeira das atividades produtivas.

Mercado de trabalho também está no centro do debate

Outro ponto destacado pelo presidente da ACCS refere-se aos possíveis reflexos da medida sobre o mercado de trabalho.

Segundo ele, embora a redução da jornada possa ampliar o tempo livre dos trabalhadores, eventuais aumentos no custo de vida decorrentes do encarecimento dos produtos poderiam reduzir o poder de compra das famílias.

O dirigente também avalia que empresas poderão buscar novas formas de adequar suas estruturas de custos, o que poderá influenciar futuras contratações e políticas salariais em alguns setores.

Leia Também:  IAC orienta produtores rurais para enfrentar alta dos fertilizantes e reforçar eficiência no campo
Competitividade internacional preocupa setor produtivo

A ACCS também demonstra preocupação com a competitividade do Brasil diante de países vizinhos que vêm implementando políticas voltadas à atração de investimentos.

Na visão da entidade, fatores como carga tributária, legislação trabalhista, custos operacionais e segurança jurídica influenciam diretamente as decisões empresariais sobre expansão, investimentos e geração de empregos.

Para o setor produtivo, a manutenção de um ambiente competitivo é considerada fundamental para preservar a capacidade de crescimento da indústria e do agronegócio brasileiro nos próximos anos.

Debate sobre jornada segue em pauta

A discussão sobre mudanças na jornada de trabalho envolve diferentes setores da sociedade e reúne argumentos relacionados à qualidade de vida dos trabalhadores, produtividade, geração de empregos e competitividade econômica.

No agronegócio, entidades representativas defendem que qualquer alteração nas regras trabalhistas considere as particularidades das atividades rurais e das cadeias de produção animal, que demandam operação contínua e planejamento de longo prazo.

Enquanto o debate avança no cenário político e econômico, produtores, indústrias e trabalhadores acompanham atentamente os possíveis desdobramentos da proposta e seus impactos sobre a economia brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

RIO BRANCO

ACRE

POLÍCIA

FAMOSOS

MAIS LIDAS DA SEMANA