AGRONEGÓCIO
Boi gordo: arroba sobe em São Paulo e Minas Gerais com oferta limitada
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O mercado do boi gordo registrou firmeza em São Paulo nos últimos dias. A oferta de animais para abate esteve reduzida, reflexo da estratégia de parte dos pecuaristas que aguardam melhores preços antes de negociar. Esse cenário de menor disponibilidade pressionou positivamente as cotações, permitindo a recuperação das perdas recentes.
Com isso, os preços da arroba do boi gordo comum, do “boi China” (destinado à exportação) e da novilha subiram R$ 5,00 por arroba, enquanto a vaca gorda teve valorização de R$ 3,00 por arroba. As escalas de abate dos frigoríficos em São Paulo estavam, em média, programadas para sete dias.
Minas Gerais: oferta enxuta e preços em alta no Norte do estado
Em Minas Gerais, a maior parte das regiões também apresentou oferta reduzida de animais terminados, o que manteve as escalas de abate curtas. Para conseguir completar suas programações, os compradores elevaram os preços ofertados.
Na região Norte mineira, as cotações do boi gordo e da novilha subiram R$ 5,00 por arroba, enquanto o valor da vaca gorda permaneceu estável.
Perspectiva de curto prazo
A firmeza do mercado deve continuar enquanto a oferta permanecer limitada. A expectativa de melhora nos preços mantém pecuaristas cautelosos nas negociações, o que tende a sustentar os valores da arroba no curto prazo.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Irrigação por gotejamento reduz custos na cafeicultura e aumenta eficiência produtiva no interior de São Paulo
A irrigação por gotejamento tem se consolidado como uma das principais tecnologias para aumento de eficiência e redução de custos na cafeicultura brasileira. Em uma propriedade localizada na região da Alta Mogiana (SP), a adoção do sistema, combinada com fertirrigação e automação, resultou em ganhos expressivos de produtividade e uma economia anual estimada em R$ 91 mil.
Tecnologia reduz custos operacionais e otimiza o manejo no café
O case do Grupo Agam, da família Branquinho, no município de Pedregulho (SP), mostra como a modernização do sistema produtivo pode impactar diretamente a rentabilidade da atividade cafeeira.
A propriedade, com mais de 300 hectares de café, implementou irrigação por gotejamento em 100 hectares em parceria com a Netafim. A tecnologia trouxe mudanças significativas na estrutura operacional da fazenda, especialmente na redução do uso de máquinas e insumos.
Economia supera R$ 90 mil por ano em operações mecanizadas
De acordo com os dados levantados na propriedade, os resultados econômicos incluem:
- Redução de aproximadamente R$ 910 por hectare ao ano em custos com operações tratorizadas
- Economia total de cerca de R$ 91 mil por ano nos 100 hectares irrigados
- Evitação de investimento de aproximadamente R$ 340 mil em máquinas agrícolas, como trator e adubadeira
Além da redução de custos, o sistema proporcionou uma reorganização das atividades no campo, com impacto direto na eficiência operacional.
Menos operações no campo e mais eficiência produtiva
Com a adoção do gotejamento, o número de operações mecanizadas caiu de 17 para 10 ciclos por safra, simplificando o manejo da lavoura e reduzindo a dependência de equipamentos pesados.
A mudança também trouxe maior previsibilidade operacional, permitindo melhor planejamento das etapas produtivas e menor exposição a riscos logísticos, como janelas climáticas curtas ou indisponibilidade de máquinas.
Outro ponto de destaque é o uso de sensores de umidade do solo e automação, que contribuíram para uma redução de até 50% no consumo de água, fator estratégico em regiões com maior restrição hídrica.
Fertirrigação aumenta eficiência no uso de insumos
A fertirrigação também desempenhou papel central na redução de custos. Segundo o responsável pela gestão das propriedades, William Ferreira, a aplicação precisa de nutrientes melhora o aproveitamento dos fertilizantes e reduz desperdícios.
“Quando aplicamos os fertilizantes via sistema de irrigação, conseguimos direcionar os nutrientes exatamente para a zona radicular, no momento em que a planta mais precisa. Isso aumenta significativamente o aproveitamento e reduz perdas por lixiviação ou aplicações ineficientes”, explica.
Ele destaca ainda o impacto econômico direto da tecnologia:
“Na prática, a fertirrigação diminui desperdícios e evita reaplicações desnecessárias. Como os fertilizantes representam uma parcela relevante do custo da lavoura, qualquer ganho de eficiência no uso já se traduz em economia direta para o produtor”, afirma.
Irrigação aumenta previsibilidade e reduz riscos climáticos
Além da redução de custos, a irrigação por gotejamento também contribui para maior estabilidade produtiva, especialmente em cenários de irregularidade climática.
Para o especialista agronômico da Netafim, Rafael Gonzaga, a tecnologia permite maior controle sobre a produção.
“Na prática, sistemas como a irrigação por gotejamento permitem uma gestão mais precisa dos recursos, o que se reflete em redução de desperdícios e maior estabilidade produtiva”, afirma.
Ele reforça que a previsibilidade é um dos principais ganhos:
“Além de reduzir custos, a tecnologia traz mais controle sobre o sistema produtivo. Isso muda a lógica da operação, que passa a ser menos reativa e mais estratégica”, complementa.
Eficiência produtiva e sustentabilidade no café
Além dos ganhos econômicos, a irrigação por gotejamento também contribui para o uso mais eficiente de insumos e redução de impactos ambientais, como menor compactação do solo e redução de emissões associadas às operações mecanizadas.
O caso do Grupo Agam reforça uma tendência crescente na cafeicultura brasileira: a busca por sistemas produtivos mais eficientes, previsíveis e sustentáveis, com a tecnologia assumindo papel central na competitividade do setor.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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