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Conflito no Oriente Médio aumenta riscos para exportações de milho, carnes e açúcar do Brasil

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Geopolítica pressiona exportações do agro brasileiro

A escalada do conflito no Oriente Médio, somada à guerra entre Guerra da Ucrânia, tem exposto vulnerabilidades importantes na pauta exportadora do agronegócio brasileiro.

De acordo com análise da Datagro, os impactos ocorrem de forma desigual entre os produtos, com maior sensibilidade concentrada em milho, carnes e açúcar, enquanto cadeias como soja, café e suco de laranja tendem a sofrer efeitos mais limitados.

Milho é o produto mais exposto ao risco internacional

O milho brasileiro aparece como o principal vetor de vulnerabilidade diante do cenário geopolítico. Isso porque cerca de 30% das exportações do grão têm como destino o Oriente Médio, com destaque para o Irã.

A forte dependência desses mercados eleva o risco de impactos diretos, especialmente por se tratar de um produto essencial para a produção de ração animal e altamente dependente de logística contínua.

Segundo a consultoria, tensões no Golfo Pérsico podem resultar em:

  • Aumento dos custos logísticos
  • Restrição de operações portuárias
  • Adiamento de compras por importadores

Esse cenário pode gerar excesso de oferta no mercado interno brasileiro no segundo semestre, pressionando os preços do milho.

Carnes enfrentam riscos logísticos e de mercado

No segmento de proteínas, a vulnerabilidade também é significativa, embora com diferenças entre os produtos.

Na carne bovina, cerca de 10% das exportações brasileiras em 2025 foram destinadas a regiões afetadas por conflitos, incluindo o Oriente Médio e a Rússia. Além da exposição direta, há riscos indiretos como aumento de fretes e seguros marítimos.

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Já no caso da carne de frango, a dependência é ainda maior: aproximadamente 30% das exportações brasileiras seguem para o Oriente Médio. Esse cenário amplia os riscos tanto logísticos quanto comerciais, especialmente pela dificuldade de internalização das cargas nos países da região.

Açúcar também tem exposição relevante ao Oriente Médio

O Brasil lidera o mercado global de açúcar, com cerca de 51,5% das exportações mundiais, mas ainda assim apresenta exposição relevante ao Oriente Médio.

Em 2025, a região respondeu por 17,1% dos embarques brasileiros, o que reforça a importância desse mercado para o setor e aumenta a sensibilidade a possíveis interrupções comerciais.

Soja, café e suco de laranja têm menor impacto direto

Por outro lado, parte importante da pauta exportadora do agro brasileiro apresenta baixa exposição direta aos conflitos internacionais.

A soja em grão, principal produto de exportação do país, tem apenas 2,3% dos embarques direcionados ao Oriente Médio, Rússia e Ucrânia, com forte concentração na China. Nesse caso, os impactos tendem a ocorrer de forma indireta, principalmente via aumento dos custos logísticos.

Situação semelhante ocorre com o café, cuja exposição direta gira em torno de 6% da receita cambial. Apesar disso, o cenário pode gerar oportunidades comerciais, especialmente se concorrentes asiáticos perderem competitividade.

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No caso do suco de laranja, a exposição é mínima, com menos de 1% das exportações destinadas a regiões em conflito, o que reduz significativamente os riscos para o setor.

Etanol aparece entre os menos vulneráveis

O etanol também apresenta baixa vulnerabilidade, já que apenas 4,4% da produção brasileira é exportada. Além disso, os principais destinos — como Coreia do Sul, Estados Unidos e Europa — estão fora das áreas de conflito, o que limita impactos diretos.

Cenário exige atenção do agronegócio

Diante do contexto global, a análise indica que o agronegócio brasileiro deve acompanhar de perto os desdobramentos geopolíticos, especialmente no Oriente Médio.

Produtos com maior dependência da região, como milho, carnes e açúcar, tendem a sofrer mais com eventuais interrupções logísticas e comerciais. Já cadeias mais diversificadas, como soja e café, apresentam maior resiliência, ainda que não estejam totalmente imunes aos efeitos indiretos.

O cenário reforça a importância de diversificação de mercados e gestão de riscos para manter a competitividade do agro brasileiro em um ambiente global cada vez mais instável.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Manejo de pastagens antes da seca pode reduzir custos e garantir ganho de peso na pecuária

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Manejo antecipado das pastagens é decisivo para enfrentar a seca

A aproximação da estação seca exige atenção redobrada dos pecuaristas no manejo das pastagens. Com a redução das chuvas, há queda na produção e na qualidade da forragem, o que impacta diretamente o desempenho dos rebanhos.

Esse período de transição é considerado estratégico, pois ainda permite a formação de reserva de pasto e ajustes no sistema produtivo para reduzir perdas ao longo dos meses de menor crescimento das plantas.

Oferta de forragem pode cair até 70% na seca

De acordo com o técnico em agricultura e vendedor externo da Nossa Lavoura, Robson Luiz Slivinski Dantas, o manejo adequado nesse momento é determinante para evitar prejuízos.

Segundo ele, a redução das chuvas desacelera o crescimento das pastagens e compromete sua qualidade nutricional.

“Um manejo adequado pode garantir uma oferta de matéria seca entre 2% e 3% do peso vivo dos animais, evitando déficits que comprometem o ganho de peso e geram perdas econômicas importantes”, explica.

Além da redução na oferta, a qualidade da forragem também cai significativamente, com aumento da fibra e redução de proteína e digestibilidade.

Falta de planejamento aumenta custos e degrada pastagens

Entre os principais erros cometidos por produtores nesse período estão:

  • Superlotação das áreas
  • Ausência de pastejo rotacionado
  • Falta de adubação estratégica
  • Não monitoramento da altura do pasto
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Essas práticas aceleram a degradação das áreas e reduzem a capacidade de suporte.

“Quando o produtor não mede a oferta de pasto e mantém a lotação elevada, ele consome a reserva antes do período crítico. O resultado é aumento dos custos e menor produtividade”, alerta Dantas.

Ajuste de lotação é chave para preservar forragem

Uma das principais estratégias recomendadas é o ajuste gradual da taxa de lotação.

A redução planejada do número de animais por hectare ajuda a preservar a reserva de forragem para a seca.

“É possível preservar até 50% a mais de pasto quando a lotação é ajustada de forma estratégica”, afirma o especialista.

O manejo também deve priorizar áreas de descanso e organização do pastejo rotacionado.

Adubação no fim das águas ainda traz ganhos produtivos

Mesmo no fim do período chuvoso, a adubação pode contribuir para aumentar a produção de forragem.

A aplicação de nitrogênio, em áreas com bom potencial produtivo, pode elevar a produção entre 20% e 40%, favorecendo a formação de reservas.

Essa prática melhora o aproveitamento da área e ajuda a sustentar o rebanho durante a seca.

Planejamento garante desempenho e reduz perdas na seca

Com planejamento adequado, é possível manter ganhos de peso entre 0,5 kg/dia e 0,8 kg/dia, mesmo com suplementação mínima.

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Segundo Dantas, a antecipação das decisões reduz impactos produtivos e reprodutivos no rebanho.

Quando não há planejamento, os prejuízos podem ser significativos, incluindo queda de desempenho e aumento de custos operacionais.

Boas práticas ajudam a atravessar o período crítico

Entre as recomendações práticas para o produtor estão:

  • Monitoramento semanal da altura do pasto
  • Planejamento da lotação futura
  • Adubação nitrogenada em áreas prioritárias
  • Implantação de pastejo rotacionado

Essas medidas ajudam a preservar tanto a quantidade quanto a qualidade da pastagem.

Falta de manejo pode gerar perdas de até R$ 500 por hectare

A ausência de planejamento pode resultar em perdas econômicas expressivas, incluindo:

  • Redução do ganho de peso
  • Maior necessidade de suplementação
  • Aumento da mortalidade
  • Queda na produtividade do abate

“Sem planejamento, os prejuízos podem chegar a R$ 500 por hectare”, destaca o especialista.

Soluções para manejo eficiente das pastagens

A Nossa Lavoura oferece insumos e soluções voltadas ao manejo estratégico, incluindo:

  • Adubos NPK balanceados
  • Sementes de pastagens mais resistentes
  • Corretivos de solo

Segundo Dantas, o uso combinado dessas ferramentas permite ampliar a reserva de forragem e reduzir custos.

“Com planejamento e tecnologia, o produtor atravessa a seca com mais segurança e produtividade”, conclui.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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