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Bolsa de Hong Kong recua antes de feriado; mineradoras sobem com alta recorde do ouro

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As bolsas asiáticas registraram movimentos mistos nesta segunda-feira (6). Em Hong Kong, o mercado teve leve queda, com investidores realizando lucros após a recente sequência de valorização e reduzindo a exposição antes do feriado local de terça-feira (7).

Índice Hang Seng tem segunda queda consecutiva

O Hang Seng, principal índice da Bolsa de Hong Kong, encerrou o dia em queda de 0,67%, aos 26.957 pontos, marcando a segunda sessão consecutiva de baixa.

O recuo foi liderado pelas ações do setor automotivo, com o subíndice Hang Seng Automóveis caindo 1,13%.

Entre as principais companhias, a Li Auto registrou queda de 3,3%, a Xpeng recuou 1,8% e a Leapmotor perdeu 0,6%.

As empresas de tecnologia também recuaram, com baixa média de 1,1% no setor.

Ações de mineradoras avançam com ouro em máxima histórica

Enquanto isso, as mineradoras de ouro listadas em Hong Kong apresentaram forte valorização, acompanhando a alta recorde do metal precioso nos mercados internacionais.

As ações da Shandong Gold Mining chegaram a subir 7,2%, atingindo o maior patamar desde sua estreia na bolsa, em setembro de 2018, e encerraram o dia com ganho de 5,3%.

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O ouro ultrapassou a marca de US$ 3.900 por onça, impulsionado pela busca dos investidores por ativos de refúgio, diante da desvalorização do iene japonês e das incertezas fiscais nos Estados Unidos, com risco de paralisação do governo norte-americano.

Desempenho das principais bolsas da Ásia e Oceania
  • Tóquio (Nikkei 225): alta de 4,75%, fechando aos 47.944 pontos.
  • Hong Kong (Hang Seng): queda de 0,67%, a 26.957 pontos.
  • Xangai e Shenzhen (SSEC e CSI300): bolsas permaneceram fechadas.
  • Seul (Kospi): sem operações no dia.
  • Taiwan (Taiex): mercado fechado.
  • Cingapura (Straits Times): leve alta de 0,22%, aos 4.421 pontos.
  • Sydney (S&P/ASX 200): recuo de 0,07%, encerrando em 8.981 pontos.
Panorama: cautela domina início da semana na Ásia

Com os mercados da China continental e da Coreia do Sul fechados, o pregão asiático foi marcado por baixa liquidez e movimentos seletivos.

A realização de lucros em Hong Kong e o avanço das mineradoras refletiram a combinação de ajuste técnico e busca por segurança, em meio à volatilidade cambial e às preocupações fiscais globais.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Colheita passa da metade, mas chuva atrasa máquinas e aumenta risco de perdas

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A colheita do milho safrinha entrou na segunda metade no Brasil, puxada pelo avanço das máquinas em Mato Grosso. O ritmo nacional, entretanto, continua abaixo do registrado no ano passado, enquanto chuvas e elevada umidade dos grãos dificultam os trabalhos no Paraná e em Mato Grosso do Sul.

O último levantamento consolidado da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) mostrava 49,8% da área colhida até 18 de julho, ante 55,5% no mesmo período de 2025 e uma média de 56,7% nos últimos cinco anos. Dados estaduais divulgados posteriormente indicam que o País já ultrapassou a metade da área, embora ainda não exista um novo percentual nacional consolidado.

A segunda safra concentra aproximadamente 77% de todo o milho produzido no Brasil. A Conab estima uma colheita de 109,43 milhões de toneladas, dentro de uma produção total de 141,7 milhões de toneladas, considerando também as safras de verão e a terceira safra.

Mato Grosso está mais próximo de concluir os trabalhos. Até sexta-feira (24), os produtores haviam retirado o cereal de 90,66% da área, avanço de 11,74 pontos percentuais em uma semana. O índice supera ligeiramente os 90,37% observados no mesmo período do ano passado, mas permanece abaixo da média de 92,68% dos últimos cinco anos.

No Médio-Norte mato-grossense, principal polo produtor do cereal, a colheita chegou a 98,03%. Mantido o ritmo atual e sem novas interrupções climáticas, o Estado deverá encerrar a maior parte dos trabalhos entre o fim de julho e o início de agosto.

Mato Grosso deve colher um recorde de 57,06 milhões de toneladas, mais da metade de todo o milho segunda safra previsto pela Conab para o Brasil. A produtividade estadual foi estimada em 128,64 sacas por hectare, resultado favorecido pelo desempenho das lavouras do Médio-Norte.

A situação é diferente no Paraná. A colheita havia alcançado 29% da área no início da última semana, ante 40% no mesmo período de 2025 e 67% em 2024. Além do plantio mais tardio, as chuvas recentes impediram a entrada das máquinas em várias propriedades e mantiveram elevada a umidade dos grãos.

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O Paraná deverá concentrar a retirada do milho durante agosto. Parte dos trabalhos poderá avançar por setembro, especialmente nas áreas implantadas mais tarde. O Estado cultiva aproximadamente 2,9 milhões de hectares e espera colher cerca de 17,4 milhões de toneladas na segunda safra.

As precipitações da semana passada reduziram o ritmo, mas ainda não há confirmação de perdas expressivas provocadas diretamente pelas chuvas. Segundo técnicos do Departamento de Economia Rural do Paraná (Deral), o principal efeito observado até agora é operacional. O excesso de umidade impede a colheita e aumenta os gastos com secagem, mas a extensão de eventuais danos dependerá do tempo de permanência do milho maduro no campo.

Quanto maior a demora, maior o risco de germinação dos grãos na espiga, ocorrência de fungos, tombamento das plantas e redução do padrão comercial. A umidade também pode provocar filas nos armazéns e limitar o recebimento das cargas, sobretudo quando muitos produtores retomam a colheita ao mesmo tempo após a abertura do tempo.

Em Mato Grosso do Sul, a retirada do cereal chegou a 15,8% da área até 17 de julho, ante 8,2% na semana anterior. Apesar da aceleração, o Estado permanece atrás do ritmo da safra passada. As chuvas registradas desde junho elevaram a umidade dos grãos e retardaram a entrada das máquinas.

A produção sul-mato-grossense está estimada em 11,14 milhões de toneladas, cultivadas em 2,2 milhões de hectares. Historicamente, a colheita ganha força na segunda quinzena de julho e atinge o pico entre o fim deste mês e o início de setembro. Por isso, o atraso atual ainda pode ser parcialmente recuperado se houver uma sequência de dias secos.

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Goiás havia colhido 28% da área até 18 de julho. No Estado, a maior preocupação não está apenas no calendário. Períodos de estiagem registrados em abril e maio atingiram as lavouras durante fases importantes do desenvolvimento e reduziram o potencial produtivo em diferentes regiões.

A falta de chuva também afetou áreas de Minas Gerais, São Paulo e Piauí. Nesses locais, a colheita deverá confirmar perdas provocadas por espigas menores, falhas no enchimento dos grãos e redução da produtividade. O impacto varia conforme a época de plantio e o estágio em que cada lavoura enfrentou o déficit hídrico.

No Rio Grande do Sul, os temporais da última semana causaram alagamentos e danos em mais de 200 municípios. O impacto sobre a produção nacional de milho, porém, tende a ser limitado porque o Estado concentra sua produção na primeira safra, que já havia sido praticamente concluída antes das chuvas. Os maiores riscos imediatos estão nas estradas rurais, nas estruturas das propriedades e nas culturas de inverno.

Pelo calendário dos principais estados produtores, a maior parte da segunda safra brasileira deverá ser retirada até o fim de agosto. Áreas implantadas mais tarde no Paraná, em Mato Grosso do Sul e em partes do Matopiba poderão permanecer no campo durante setembro.

O volume final continuará elevado, mas a diferença entre as regiões será significativa. Mato Grosso caminha para uma colheita recorde e praticamente concluída, enquanto produtores de outros estados ainda enfrentam atraso, umidade excessiva ou perdas causadas pela estiagem.

Fonte: Pensar Agro

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