AGRONEGÓCIO
Bolsas chinesas registram maior ganho mensal em quase um ano
AGRONEGÓCIO
As bolsas da China encerraram agosto em alta, refletindo o impacto da liquidez elevada no mercado e das medidas do governo para controlar práticas comerciais desleais em setores estratégicos. O índice CSI300, que reúne as maiores empresas listadas em Xangai e Shenzhen, teve seu melhor desempenho mensal desde setembro de 2024.
Principais índices chineses apresentam alta
Na sexta-feira (29), o índice de Xangai avançou 0,37%, enquanto o CSI300 subiu 0,74%. O Hang Seng, de Hong Kong, registrou alta de 0,32%.
No fechamento do mês, o CSI300 acumulou valorização de 10%, marcando o maior ganho em 11 meses. O Hang Seng teve queda de 1% na semana, mas ainda assim fechou agosto com alta de 0,9%.
Liquidez e políticas de governo sustentam o rali
O crescimento das bolsas chinesas é atribuído à abundância de liquidez em um cenário de juros baixos e à atuação do governo para limitar a concorrência predatória, como vendas abaixo do custo e publicidade enganosa.
O porta-voz do órgão de planejamento econômico da China, Li Chao, afirmou que o governo intensificará a fiscalização e aplicará punições para coibir práticas de mercado desordenadas, protegendo setores estratégicos da economia.
O volume médio diário de negociações em agosto chegou a aproximadamente 3 trilhões de iuanes (US$ 419 bilhões), o que projeta o mês como recorde histórico de movimentação no mercado de ações chinês.
Bolsas da Ásia-Pacífico têm desempenho misto
Enquanto os mercados chineses avançaram, outras bolsas da região fecharam em direções diferentes:
- Tóquio (Nikkei 225): queda de 0,26%, a 42.718 pontos
- Seul (Kospi): recuo de 0,32%, a 3.186 pontos
- Taiwan (Taiex): leve baixa de 0,01%, a 24.233 pontos
- Cingapura (Straits Times): alta de 0,37%, a 4.269 pontos
- Sydney (S&P/ASX 200): queda de 0,08%, a 8.973 pontos
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
MP das dívidas rurais entra na reta final sem garantir renegociação aos produtores
A Medida Provisória 1.376/2026, criada para permitir a renegociação de mais de R$ 100 bilhões em dívidas rurais, entra nesta semana em uma fase decisiva no Congresso sem que produtores tenham acesso amplo e uniforme às novas linhas de crédito. A partir de sábado (29.08), o texto passa a tramitar em regime de urgência e começa a bloquear a votação de outras matérias na Câmara dos Deputados.
O primeiro período de vigência da MP termina em 12 de setembro. O prazo pode ser prorrogado por mais 60 dias caso a votação não seja concluída, mas o calendário expõe a distância entre a urgência financeira das propriedades e o ritmo de execução da medida. A comissão mista encarregada de analisar o texto foi instalada em 12 de agosto e ainda precisa aprovar um parecer antes que a proposta siga para os plenários da Câmara e do Senado.
Enquanto o Congresso discute alterações, os produtores enfrentam dificuldades para transformar a autorização legal em contratos. A regulamentação do Conselho Monetário Nacional (CMN) foi publicada em 23 de julho, mas a portaria que permitiu ao Tesouro Nacional equalizar as taxas de juros saiu apenas em 13 de agosto, quase um mês depois da edição da MP.
A Portaria 2.423 autorizou limites próximos de R$ 25,8 bilhões para operações com juros subsidiados. Os recursos foram distribuídos entre dez bancos e sistemas cooperativos, incluindo Banco do Brasil, Banrisul, Banco da Amazônia, Banco de Brasília, Banpará, Sicoob, Sicredi, Cresol, Credicoamo e Banco DLL.
A publicação retirou um dos principais entraves regulatórios, mas não tornou a contratação automática. Cada instituição ainda precisa organizar seus procedimentos internos, verificar o enquadramento das dívidas e analisar a capacidade de pagamento, o risco e as garantias apresentadas pelo produtor. Até agora, não foi divulgado um balanço nacional consolidado que mostre quanto dos R$ 25,8 bilhões já se converteu efetivamente em contratos.
A diferença entre o volume autorizado e o tamanho do problema também aumenta a pressão. Levantamento elaborado a partir de informações do Banco Central aponta que o crédito rural acumulava R$ 197,2 bilhões em saldos considerados problemáticos em junho, equivalentes a aproximadamente 22,5% da carteira ativa.
Desse total, R$ 38,1 bilhões estavam inadimplentes, R$ 20,9 bilhões correspondiam a operações em atraso, R$ 31,6 bilhões haviam sido prorrogados e R$ 106,4 bilhões estavam em financiamentos já renegociados. Os números indicam que o valor disponível nas linhas subsidiadas poderá atender apenas a uma parcela da demanda.
O próprio Banco do Brasil, principal financiador do campo, identificou uma carteira potencial de até R$ 100 bilhões que poderia ser enquadrada na medida. O montante envolve aproximadamente 113 mil clientes, entre produtores inadimplentes e tomadores com contratos anteriormente prorrogados ou renegociados.
A MP atende produtores rurais e cooperativas de produção agropecuária que comprovem perdas em pelo menos duas safras entre 2019 e 2025. Também é necessário demonstrar redução mínima de 30% da renda bruta esperada, causada por eventos climáticos extremos ou pela queda dos preços dos produtos financiados.
A comprovação depende de laudo elaborado por profissional legalmente habilitado. Esse requisito é um dos pontos questionados por representantes do setor, principalmente em regiões nas quais as perdas foram generalizadas e já reconhecidas por levantamentos oficiais, decretos de emergência e registros das próprias instituições financeiras.
Pelas regras gerais, agricultores familiares enquadrados no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) podem contratar até R$ 400 mil, com juros de 6% ao ano. Para os médios produtores do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), o limite é de R$ 2 milhões, com taxa de 9%. Os demais produtores podem acessar até R$ 4 milhões, com juros de 12% ao ano.
Nessa modalidade, o prazo de pagamento chega a oito anos, com a primeira amortização do principal dois anos depois da contratação. Os juros, contudo, precisam ser pagos durante o período de carência.
Há condições melhores para produtores que comprovem perdas mais severas. Quem registrar prejuízos em pelo menos três safras, provocados por eventos climáticos extremos, e redução mínima de 40% da renda poderá obter prazo de até dez anos. Os limites chegam a R$ 500 mil no Pronaf, R$ 2,5 milhões no Pronamp e R$ 8 milhões para os demais produtores, com taxas de 5%, 8% e 11% ao ano, respectivamente.
Mesmo preenchendo os requisitos, o produtor não tem aprovação garantida. O risco das operações continua sob responsabilidade das instituições financeiras, que podem exigir novas garantias ou negar o crédito após a análise. Essa condição ajuda a explicar por que a existência de recursos autorizados não significa que todo produtor endividado conseguirá aderir.
O prazo para contratação termina em 12 de novembro. Como parte desse período já foi consumida pela regulamentação, produtores e entidades do setor alertam para o risco de concentração dos pedidos nas últimas semanas, demora na análise dos documentos e esgotamento dos limites disponíveis em determinadas instituições.
No Congresso, a quantidade de propostas de mudança revela a insatisfação com o alcance do texto original. A MP recebeu 144 emendas. Entre as alterações sugeridas estão a inclusão de mais operações de investimento, capital de giro e Cédulas de Produto Rural (CPRs), a ampliação das datas de enquadramento, a redução das exigências para comprovação das perdas e a extensão dos prazos de pagamento.
Também há pressão para que a medida contemple produtores que renegociaram contratos anteriormente, mas voltaram a perder safras, além daqueles cujas dívidas foram transferidas, cedidas ou substituídas por outros instrumentos financeiros. O desafio será ampliar o público sem elevar o custo fiscal a um nível que impeça um acordo para a aprovação.
Para o produtor, a orientação é procurar imediatamente a instituição credora e formalizar o interesse na renegociação. Contratos, extratos das operações, comprovantes de perdas, registros de produtividade, documentos fiscais e laudos técnicos devem ser reunidos antes da abertura do pedido. O protocolo da solicitação também é importante para demonstrar que a procura ocorreu dentro do prazo.
A entrada da MP em regime de urgência aumenta a pressão política, mas não resolve os obstáculos encontrados nas agências bancárias. O resultado da medida será definido menos pelo volume anunciado e mais pela quantidade de produtores que conseguirem superar as exigências, aprovar o crédito e assinar os contratos até novembro.
Fonte: Pensar Agro
-
SEM CATEGORIA3 dias atrásCombate à violência contra a mulher é tema de programação especial no Saerb
-
SEM CATEGORIA7 dias atrásPrefeitura de Rio Branco celebra aniversário do bairro Aeroporto Velho e anuncia reforma do Centro Cultural Lydia Hammes
-
SEM CATEGORIA7 dias atrásPrefeitura de Rio Branco mantém 12 frentes de serviços nas ruas de Rio Branco neste sábado
-
SEM CATEGORIA5 dias atrásNota Informativa: Prefeitura de Rio Branco obtém decisão favorável em ação movida pela Viação Aquiry
-
FAMOSOS4 dias atrásAdriane Galisteu se despede do filho e desabafa sobre distância: ‘Na Suíça’
-
POLÍTICA6 dias atrásTanízio Sá destaca movimentação econômica durante Festival de Praia de Manoel Urbano
-
AGRONEGÓCIO4 dias atrásSeguro rural mais forte pode evitar nova crise bilionária de dívidas no campo
-
TJ AC7 dias atrásAções do TJAC fortalecem o diálogo sobre a proteção de estudantes no Acre