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Bolsas chinesas sobem com força da tecnologia e expectativa de encontro entre Xi e Trump

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Os mercados acionários da China registraram valorização nesta segunda-feira (22), puxados principalmente pelo desempenho de empresas ligadas à tecnologia e fornecedoras da Apple. O índice de Xangai encerrou o pregão com alta de 0,22%, enquanto o CSI300 — que reúne as maiores companhias de Xangai e Shenzhen — avançou 0,46%.

Na contramão, o índice Hang Seng, de Hong Kong, caiu 0,76%, refletindo ajustes após recentes ganhos.

Perspectivas para relações China-EUA

Os investidores também acompanharam notícias no campo diplomático. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que ele e o líder chinês, Xi Jinping, registraram avanços em discussões sobre o futuro do TikTok. Os dois devem se reunir pessoalmente na Coreia do Sul, dentro de seis semanas, para tratar de comércio bilateral, combate às drogas ilícitas e a guerra na Ucrânia.

Analistas do mercado acreditam que o cenário pode favorecer maior estabilidade nas negociações entre as duas maiores economias do mundo nos próximos meses.

Tecnologia impulsiona as bolsas

As ações de tecnologia foram o destaque do pregão. O setor de eletrônicos disparou 4,3%, enquanto empresas de tecnologia da informação tiveram ganhos de 4,1%, alcançando o melhor patamar dos últimos cinco anos.

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Fornecedores da Apple lideraram o movimento após a confirmação de que a OpenAI firmou parceria com a fabricante chinesa Luxshare para desenvolver um novo dispositivo de consumo. Além disso, companhias do setor de semicondutores avançaram 3,3% e as de inteligência artificial tiveram ganhos de 2%.

Fechamento das principais bolsas asiáticas

Veja o desempenho dos mercados nesta segunda-feira (22):

  • Tóquio (Nikkei): +0,99%, a 45.493 pontos
  • Hong Kong (Hang Seng): -0,76%, a 26.344 pontos
  • Xangai (SSEC): +0,22%, a 3.828 pontos
  • Shenzhen/CSI300: +0,46%, a 4.522 pontos
  • Seul (Kospi): +0,68%, a 3.468 pontos
  • Taiwan (Taiex): +1,18%, a 25.880 pontos
  • Cingapura (Straits Times): -0,12%, a 4.297 pontos
  • Sydney (S&P/ASX 200): +0,43%, a 8.810 pontos

com informações da Reuters

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

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Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

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O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

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Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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