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Brasil consolida liderança global em inovação e sustentabilidade na Semana Internacional do Café 2025

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A 13ª edição da Semana Internacional do Café (SIC), realizada de 5 a 7 de novembro no Expominas, em Belo Horizonte (MG), marcou um novo capítulo para a cafeicultura brasileira, ao reunir um público recorde, ampliar o volume de negócios e reforçar o protagonismo do país na produção, tecnologia e sustentabilidade do setor.

Público recorde e ampliação dos negócios

A SIC 2025 recebeu 27 mil visitantes, o maior número já registrado pelo evento, representando um crescimento de 8% em relação a 2024. Os participantes vieram de todos os estados brasileiros e de 32 países, incluindo China, Emirados Árabes, Estados Unidos, Japão, Reino Unido, México e Alemanha.

A diversidade profissional também chamou atenção:

  • 55% atuam no agronegócio
  • 21% na indústria
  • 35% no food service
  • 10% no varejo

Além disso, 23% dos visitantes eram compradores de café verde, reforçando o caráter internacional e o foco B2B do evento.

O ambiente de negócios acompanhou o crescimento: foram movimentados cerca de R$ 150 milhões, acompanhados de uma ampliação estrutural de 50% na área total do evento, que chegou a 25 mil m² e reuniu mais de 200 expositores.

Inovação e sustentabilidade guiando o debate

Sob o tema “Café em Transformação – Inovação, Sustentabilidade e Oferta do Mercado Global”, a programação abordou tendências e desafios estratégicos em um ano em que o Brasil recebe a COP30.

Entre os destaques da agenda:

  • Lançamento do rebranding da marca Cafés do Brasil, reforçando a identidade do país como referência mundial.
  • Painel inédito com secretários de agricultura dos principais estados produtores.
  • Três trilhas temáticas sobre energia, água, logística, COP30, bioeconomia e pesquisa aplicada.
  • Discussões sobre rastreabilidade, créditos de carbono, novas legislações ambientais e dinâmicas de comércio internacional.
  • Apresentação de cases de produção sustentável em regiões como Cerrado Mineiro, Rondônia e Espírito Santo.
  • Debates sobre capacitação, boas práticas trabalhistas e diversidade de origens.
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Para o setor, os temas dialogam diretamente com a agenda ESG, a crescente demanda por rastreabilidade e a necessidade de adequação aos padrões internacionais.

Rodadas de negócios fortalecem exportações

As tradicionais Rodadas de Negócios, realizadas em parceria com CNA e Sebrae, reforçaram a conexão entre produtores e o mercado comprador nacional e internacional.

Torrefadores, traders, cooperativas e importadores ampliaram o volume de negócios prospectados, fortalecendo a presença do café brasileiro no comércio global.

Festival Café da Semana atrai público consumidor

Embora o evento seja majoritariamente B2B, a edição de 2025 trouxe uma novidade: o Festival Café da Semana, espaço dedicado à cultura das cafeterias, microtorrefações e coffee lovers.

Realizado no último dia da feira, o festival atraiu consumidores que adquiriram ingresso especial para vivenciar a experiência completa — da origem do grão até a xícara — e aproximou ainda mais os produtores do público final.

Premiações e competições celebram a excelência do café brasileiro

A premiação do Coffee of the Year (COY) mais uma vez foi um dos momentos mais aguardados:

  • Campeão Arábica: Sítio Família Protazio (Espera Feliz – MG), com 90,44 pontos.
  • Campeão Canéfora: Fazenda São Bento (Santa Tereza – ES), com 88,83 pontos.
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A região do Caparaó se destacou, com oito dos dez finalistas da categoria arábica.

Outros resultados importantes:

  • Daniel Vaz, da Five Roasters (RJ), venceu o Campeonato Brasileiro de Barista 2025 e representará o Brasil no World Barista Championship 2026, no Panamá.
  • Concurso Florada Premiada destacou o protagonismo feminino na cafeicultura, premiando produtoras de Minas Gerais e Rondônia.

A feira também sediou competições como:

  • Campeonatos Brasileiros de Barista, Latte Art e Coffee in Good Spirits (BSCA)
  • Golden Cup Brasil
  • Campeonato Brasileiro de Blends de Café ABIC
  • Espresso Design
  • Torrefação do Ano Brasil
O papel estratégico da SIC no futuro da cafeicultura

Lideranças do setor reforçaram que a Semana Internacional do Café é hoje o principal ponto de encontro da cadeia produtiva na América Latina, fortalecendo a imagem do Brasil como potência inovadora e sustentável no cenário global.

SIC 2026 já tem data marcada

A próxima edição da feira acontece de 11 a 13 de novembro de 2026, novamente no Expominas, em Belo Horizonte.

A realização é da Espresso&CO, Sistema Faemg Senar, Sebrae e Governo de Minas Gerais, com apoio do Sistema Ocemg e patrocínio de empresas como 3corações Rituais, Anysort, Sicoob, Senac em Minas, Nescafé, União, Yara, Café Brasil Fertilizantes e CNA Senar.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preços da banana caem 4,89% nas Ceasas do Brasil, aponta Conab; hortaliças também registram recuo em maio

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Os preços da banana e de outras frutas e hortaliças registraram queda na média ponderada das Centrais de Abastecimento (Ceasas) em maio, segundo a nova edição do boletim hortigranjeiro divulgado pela Conab no âmbito do Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort).

De acordo com o levantamento, a banana apresentou recuo médio de 4,89%, enquanto a alface caiu 1,94% em relação a abril. A maçã também manteve tendência de baixa, com redução de 5,53% na média ponderada dos entrepostos monitorados.

Oferta elevada pressiona preços da banana e da maçã

A queda no preço da banana foi influenciada principalmente pelas boas condições de produção, especialmente da variedade nanica, o que elevou a oferta e melhorou a qualidade do produto no atacado.

Na Ceasa Campinas, por exemplo, as cotações recuaram 13,27% em relação a abril. Já em Fortaleza (CE), houve comportamento contrário, com alta média de 6%, refletindo demanda regional específica.

No caso da maçã, o movimento de queda foi mais intenso no Centro-Sul, com destaque para o Rio de Janeiro, onde os preços recuaram 12,65%.

Melancia e laranja têm comportamento misto no mercado

Apesar de leve alta na média geral, a melancia apresentou queda de preços em cerca de 70% das Ceasas analisadas. O aumento mais expressivo ocorreu no Rio de Janeiro, impulsionado pela maior participação de minimelancias no mercado.

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Já a laranja teve alta média de 1,42%, influenciada por estoques moderados e redução da demanda externa. Ainda assim, houve quedas relevantes em praças como São Paulo (-10,93%) e São José (SC), com -10,03%.

Mamão registra maior alta entre as frutas

Entre as frutas monitoradas, o mamão apresentou o maior aumento médio, com alta de 7,49%. A redução da oferta da variedade formosa e a menor produção no sul da Bahia e norte do Espírito Santo contribuíram para o movimento de alta.

Hortaliças seguem com forte oscilação no atacado

No segmento de hortaliças, a alface registrou queda generalizada, com recuos mais expressivos em Belo Horizonte (-27,98%), Vitória (-25,71%) e Rio de Janeiro (-25,20%). A retração da demanda no inverno e a queda de 10,8% na oferta explicam o movimento.

A cenoura apresentou estabilidade, com leve queda de 0,63%, enquanto a cebola manteve tendência de alta pelo terceiro mês consecutivo, avançando 12,53%, influenciada pela menor oferta, especialmente de Santa Catarina.

O tomate também subiu, com alta média de 19,85%, refletindo o controle de oferta por parte dos produtores e a influência das temperaturas mais baixas sobre a maturação.

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Batata tem forte alta e lidera variações entre hortaliças

A batata registrou a maior alta entre todos os produtos analisados, com aumento médio de 57,95% nas Ceasas. O movimento foi impulsionado pelo fim da safra das águas e pela entrada ainda limitada da safra de inverno.

Minas Gerais, principal estado produtor, teve alta de 84,44%, enquanto Santa Catarina foi a única região com leve recuo.

Exportações de frutas crescem 14,1% em 2026

O boletim da Conab também aponta crescimento nas exportações do setor hortifrutícola. Entre janeiro e maio de 2026, o Brasil exportou 555,77 mil toneladas, com faturamento de US$ 663,4 milhões, alta de 14,1% em relação ao mesmo período de 2025.

O desempenho foi puxado principalmente por frutas como maçã, manga, melão, melancia, abacate e pêssego.

Clima e El Niño influenciam produção e abastecimento

A edição também traz análise sobre os impactos do fenômeno El Niño e das mudanças climáticas na produção de frutas e hortaliças, destacando efeitos regionais e orientações técnicas para produtores diante da instabilidade climática e da pressão sobre o abastecimento.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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