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Brasil deve exportar 1,8 milhão de toneladas de açúcar; Porto de Santos lidera embarques

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Volume exportado cresce e navios diminuem nos portos

O Brasil deve embarcar 1,812 milhão de toneladas de açúcar nas próximas semanas, segundo levantamento da agência marítima Williams Brasil, referente à semana encerrada em 17 de dezembro. O volume representa alta em relação à semana anterior, quando estavam previstos 1,513 milhão de toneladas.

Apesar do aumento nas cargas programadas, o número de navios à espera para embarque caiu de 51 para 45 no mesmo período, indicando maior agilidade nas operações portuárias.

Santos concentra mais da metade do açúcar a ser exportado

O Porto de Santos (SP) segue como o principal ponto de escoamento do açúcar brasileiro, concentrando 1,096 milhão de toneladas do total previsto para exportação.

Na sequência aparecem os portos de:

  • Paranaguá (PR) – 355,1 mil toneladas;
  • São Sebastião (SP) – 182,8 mil toneladas;
  • Maceió (AL) – 88 mil toneladas;
  • Suape (PE) – 50 mil toneladas;
  • Recife (PE) – 27,5 mil toneladas;
  • Imbituba (SC) – 12,2 mil toneladas.
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Os dados consideram navios já atracados, em espera para atracação e os que têm previsão de chegada até 2 de março.

Variedades exportadas e perfil do carregamento

A maior parte do açúcar exportado é da variedade VHP (Very High Polarization), que totaliza 1,572 milhão de toneladas.

Também estão programados embarques de:

Cristal B150 – 128,6 mil toneladas;

  • TBC – 85,5 mil toneladas;
  • VHP ensacado – 25 mil toneladas equivalentes.
Exportações de dezembro somam 1,6 milhão de toneladas

De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o Brasil já exportou 1,6 milhão de toneladas de açúcar e melaços em dezembro de 2025, movimentando US$ 601,1 milhões até o momento. A média diária de embarques é de 160 mil toneladas, com receita média de US$ 60,1 milhões por dia útil e preço médio de US$ 357,50 por tonelada.

Comparativo com dezembro de 2024 mostra aumento no volume

Na comparação com dezembro de 2024, o volume médio diário embarcado aumentou 18,6%, passando de 134,9 mil para 160 mil toneladas.

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Entretanto, o preço médio recuou 21,4%, de US$ 478,00 para US$ 357,50 por tonelada, o que resultou em uma queda de 6,8% na receita diária média.

O desempenho reflete o bom ritmo de embarques, mas também a pressão dos preços internacionais do açúcar sobre o valor final das exportações brasileiras.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mercado de arroz segue travado em abril, com preços firmes e baixa liquidez no Brasil

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A primeira quinzena de abril consolidou um cenário de baixa liquidez no mercado de arroz, marcado pelo desalinhamento entre a oferta potencial e a disponibilidade efetiva do produto. Segundo o analista e consultor da Safras & Mercado, Evandro Oliveira, a formação de preços segue descolada do fluxo de negociações.

De acordo com ele, o comportamento do produtor tem sido determinante nesse contexto. A retenção estratégica dos estoques, motivada por margens abaixo do custo de produção, limita a oferta no mercado e reduz o volume de negócios.

Intervalo de preços indica estabilidade artificial no mercado

Durante o período, as cotações oscilaram dentro de uma faixa entre R$ 61 e R$ 68 por saca de 50 quilos, configurando um piso no curto prazo. No entanto, essa estabilidade não reflete um mercado ativo.

Segundo o analista, trata-se de uma estabilidade artificial, com preços ofertados, mas sem efetivação de negociações, em um ambiente de baixa profundidade no mercado spot.

Indústria compra apenas para reposição imediata

Do lado da demanda, a indústria manteve uma postura cautelosa, realizando aquisições pontuais e voltadas exclusivamente à reposição de curto prazo. Esse comportamento reforça o cenário de poucos negócios e contribui para a manutenção do mercado travado.

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Exportações perdem competitividade com queda do dólar

No mercado externo, a competitividade do arroz brasileiro apresentou deterioração significativa ao longo da quinzena. O principal fator foi a valorização do real frente ao dólar, com a moeda norte-americana operando abaixo de R$ 5,00.

Esse movimento reduziu as margens de exportação (FOB), tornando inviável a participação do Brasil em mercados internacionais. Como consequência, o país atingiu paridade com os Estados Unidos, eliminando o diferencial competitivo necessário para exportações nas Américas.

Queda na demanda externa reduz ritmo de embarques

Após um início de ano com volumes expressivos, superiores a 600 mil toneladas no trimestre, o mercado registrou desaceleração nas exportações. A redução da atratividade do produto brasileiro resultou em retração da demanda internacional.

Com isso, as exportações deixaram de cumprir o papel de escoamento da produção, ampliando a pressão sobre o mercado interno.

Entrada da nova safra amplia oferta e pressiona dinâmica do mercado

O período também foi marcado pela transição entre o fim da entressafra e a chegada da nova safra, com avanço da colheita e consolidação de uma produção volumosa, com boa produtividade.

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Esse aumento na oferta potencial, somado à retração das exportações e à baixa liquidez interna, reforça o cenário de desequilíbrio entre produção e comercialização.

Cotação do arroz registra leve alta na semana, mas segue abaixo de 2025

No Rio Grande do Sul, principal estado produtor, a média da saca de 50 quilos (58% a 62% de grãos inteiros, pagamento à vista) foi cotada a R$ 63,14 na quinta-feira (16), registrando alta de 0,77% em relação à semana anterior.

Na comparação mensal, o avanço foi de 7,12%. No entanto, em relação ao mesmo período de 2025, o preço ainda acumula queda de 18,14%, evidenciando o cenário desafiador para o setor orizícola.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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