AGRONEGÓCIO
Brasil se consolida como maior exportador mundial de algodão
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A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) atualizou, em setembro, a projeção da safra 2024/2025. A expectativa é de produção de 4,11 milhões de toneladas de pluma, um aumento de 11,1% em relação à colheita anterior.
A área plantada também terá crescimento significativo, de 10,4%, alcançando 2,147 milhões de hectares, refletindo a expansão do cultivo em regiões tradicionais e novas fronteiras agrícolas.
Brasil confirma liderança global nas exportações
Com o encerramento do ano comercial 2024/2025, em 31 de julho, o Brasil confirmou pela segunda vez na história a posição de maior exportador mundial de algodão.
Em agosto de 2025, primeiro mês do calendário comercial 2025/2026, o país exportou 77,5 mil toneladas, gerando uma receita de US$ 123,5 milhões. Esses números reforçam a força do Brasil no mercado internacional de algodão.
Principais destinos e expectativa para 2025/2026
O Paquistão foi o principal destino do algodão brasileiro em agosto de 2025, representando 22% do total embarcado. Índia e Egito também se destacaram como mercados importantes no período.
Para o ano comercial 2025/2026, a expectativa da Abrapa é de que as exportações atinjam 3,1 milhões de toneladas de pluma, 9,3% acima do registrado no último ciclo, consolidando ainda mais a presença brasileira no comércio global de algodão.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Alta de invasões impulsiona campanha “Invasão Zero” e pressiona por lei mais dura
A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) intensificou a reação às invasões de propriedades rurais com a campanha “Invasão Zero”, que reúne um conjunto de propostas legislativas e medidas de pressão institucional para endurecer o combate às ocupações no campo.
A iniciativa ganha força em meio ao aumento recente dos casos. Levantamento da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) aponta 33 invasões registradas entre janeiro e meados de abril deste ano, sendo 14 apenas neste mês. Do total, 32 episódios foram atribuídos ou vinculados ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).
Para a bancada ruralista, o avanço das ocupações amplia a insegurança jurídica e afeta decisões de investimento no setor. A avaliação é de que o cenário pode comprometer a produção, sobretudo em regiões de fronteira agrícola, onde a expansão depende de maior previsibilidade institucional.
Como resposta, a FPA articula um pacote de projetos no Congresso. Entre eles está o Projeto de Lei 4.432/2023, que cria o Cadastro Nacional de Invasões de Propriedades (CNIP), com integração ao Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp). A proposta busca centralizar dados, facilitar a identificação de envolvidos e dar suporte às ações de segurança.
Outro eixo da ofensiva é o endurecimento das penas. O Projeto de Lei 1.198/2023 propõe alterar o Código Penal para elevar a punição por esbulho possessório, hoje limitada a detenção de um a seis meses, para reclusão de quatro a oito anos, além de multa. Já o Projeto de Lei 6.612/2025 cria uma tipificação específica para invasões de propriedades rurais, com penas que podem chegar a dez anos, agravadas em casos de áreas produtivas ou ações coletivas.
No mesmo pacote, propostas buscam restringir o acesso de invasores a políticas públicas. Um dos textos em tramitação prevê a exclusão de ocupantes irregulares de programas de reforma agrária e o bloqueio temporário de crédito subsidiado, benefícios fiscais e contratos com o poder público.
A ofensiva legislativa ocorre em um contexto mais amplo de debate sobre a política fundiária. Dados do mostram que o Brasil tem cerca de 1,1 milhão de famílias assentadas, mas ainda enfrenta desafios estruturais na geração de renda e na integração produtiva dessas áreas. Para a FPA, a solução passa por tratar a reforma agrária como política técnica, com foco em infraestrutura, assistência e viabilidade econômica, e não por meio de ocupações.
A campanha “Invasão Zero” deve orientar a atuação da bancada ao longo de 2026, com prioridade para projetos que ampliem a segurança jurídica no campo e estabeleçam regras mais rígidas para ocupações ilegais. O tema tende a ganhar espaço na agenda do Congresso, especialmente diante da pressão de produtores e entidades do setor.
Fonte: Pensar Agro
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