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Brasil vive semana histórica com Cavalo Árabe e conquista destaque mundial

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Entre os dias 9 e 18 de julho de 2025, o Brasil protagonizou uma série de eventos marcantes que elevaram a projeção internacional da raça Cavalo Árabe. Com três grandes competições consecutivas e ampla repercussão, o país reforçou sua posição como um dos principais polos mundiais da raça, reconhecido pela qualidade genética, organização e resultados esportivos.

44ª Exposição Nacional reúne criadores e público expressivo

O evento inaugural ocorreu no Helvetia Riding Center, em Indaiatuba (SP), com a 44ª Exposição Nacional do Cavalo Árabe, de 9 a 14 de julho. Criadores de sete estados brasileiros e representantes do Uruguai, Chile e Equador participaram das disputas nas modalidades Halter e Performance. Com uma estrutura de alto padrão, o evento atraiu cerca de 2 mil visitantes diários e teve a presença inédita do Sheikh Mohammed bin Nasser Al Thani, do Catar.

Global Champions Arabians Tour chega ao Brasil pela primeira vez

Nos dias 13 e 14 de julho, Indaiatuba recebeu a etapa brasileira do Global Champions Arabians Tour (GCAT), o circuito mais prestigiado da raça Árabe no mundo, patrocinado pelo governo do Catar. Com 14 etapas internacionais e premiação global superior a R$ 160 milhões, a competição distribuiu R$ 1,7 milhão somente na modalidade Halter. O evento contou ainda com apresentações culturais brasileiras e shows de Gilberto Gil e Fernando & Sorocaba.

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Grande Prêmio Nacional no Jockey Club de São Paulo

Como parte da programação da Nacional, no dia 13 de julho, foi disputado o Grande Prêmio Nacional do Cavalo Árabe na tradicional pista de grama do Jockey Club de São Paulo. A vitória ficou com a égua VG Raj Al Mared, montada por Jeane Alves, em percurso de 1.800 metros, consolidando mais uma conquista para a criação nacional.

Brasil sedia retorno do Pan-Americano de Enduro Equestre

No dia 18 de julho, o país recebeu o Pan-Americano de Enduro Equestre, no Haras Albar, em Campinas (SP), após 18 anos sem sediar o evento. Com a participação de atletas do Brasil, Chile, Colômbia, Equador, México, Uruguai e Estados Unidos, as provas das categorias Adulto e Young Riders (com percurso de 120 km) resultaram em duas medalhas de ouro para o Brasil: José Caio Frisoni (Stud Brasil Itajara) e Lavinya Laçalvia (Baruc do Triunfo), ambos montando cavalos da criação nacional da raça Árabe.

Estrutura internacional e programação cultural destacam o Pan-Americano

O Pan-Americano contou com uma estrutura elogiada internacionalmente, pódio completo para os brasileiros, desfile de escola de samba e o tradicional Leilão do Haras Trio, que reuniu os principais exemplares voltados para o Enduro Equestre.

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Presidente da ABCCA destaca conquistas e projeção global

“Foi uma semana memorável. Realizamos eventos distintos, mas complementares, que mostraram a força da criação nacional e a capacidade do Brasil de receber o mundo com excelência. Estamos orgulhosos do que entregamos e confiantes no que ainda podemos conquistar”, afirmou Francisco Carrasco, presidente da Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Árabe (ABCCA).

Com essa série de eventos, o Brasil consolida sua posição como um centro global da raça Árabe, promovendo genética, tradição e esporte de alto nível.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

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Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

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O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

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Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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