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Bureau Veritas abre 1.500 vagas para auditores agrícolas no Projeto Harvest no Sul do Brasil

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1.500 vagas abertas para auditores agrícolas no Projeto Harvest

A Bureau Veritas, líder global em Teste, Inspeção e Certificação (TIC), anunciou a abertura de 1.500 vagas de emprego para o Projeto Harvest, que realiza auditorias na entrada e entrega de grãos em armazéns e verifica sementes cultivadas com tecnologia Cultive Biotec.

As oportunidades são para o cargo de auditor agrícola, com inscrições abertas a candidatos de todo o Brasil interessados em atuar nos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Para profissionais residentes fora da região Sul, a empresa arcará com custos de deslocamento e alimentação durante o período de contrato.

Requisitos e condições de trabalho

Os candidatos devem ter idade mínima de 18 anos, ensino médio completo e carteira de habilitação categoria B. Não é exigida experiência prévia na função.

Os aprovados participarão de um treinamento específico sobre o projeto, as atividades de campo e os sistemas de inspeção utilizados. Além do salário, os contratados terão direito a vale-alimentação e opção de transporte oferecida pela empresa.

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Atuação regional e cidades contempladas

As atividades do Projeto Harvest ocorrerão em diversas regiões do Sul do país, abrangendo cidades estratégicas como:

  • Paraná: Londrina, Ponta Grossa, Cascavel, Pato Branco e Lapa;
  • Santa Catarina: Chapecó e Lages;
  • Rio Grande do Sul: Pelotas e Cruz Alta.

De acordo com o Diretor de Agronegócios, Food e Commodities do Bureau Veritas no Brasil, Paulo Freire, o projeto tem papel essencial no fortalecimento da cadeia produtiva da soja:

“Todos os anos, participamos da verificação de uma parte expressiva da produção nacional de soja, cultura que tem alcançado recordes consecutivos. O Harvest é um projeto essencial para garantir rastreabilidade, confiabilidade e segurança em uma das cadeias agrícolas mais relevantes do país. Além disso, proporciona oportunidades profissionais em larga escala e contribui para o desenvolvimento do setor”, destacou Freire.

Processo seletivo e cronograma de contratações

O processo seletivo é realizado de forma online. Após a seleção, os candidatos aprovados passam por uma imersão presencial nos escritórios-base ou nos locais de atuação.

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As primeiras contratações começam em dezembro e seguem até maio, período de pico da colheita de grãos no Sul.

Profissionais que se destacarem poderão ser convidados a integrar outros projetos da divisão de Agronegócios do Bureau Veritas.

Como se inscrever

Os interessados devem realizar a inscrição exclusivamente pelo site oficial da empresa, no endereço:

👉 https://www.bureauveritas.com.br/pt-br/vagas-harvest

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Plano Brasil Soberano: Governo amplia crédito para fertilizantes

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Fabricantes de fertilizantes, produtores de matérias-primas intermediárias e mineradoras que abastecem o setor poderão contratar capital de giro pelo Plano Brasil Soberano. A mudança amplia o alcance do programa e procura dar fôlego financeiro a uma cadeia considerada estratégica para o agronegócio brasileiro.

Projetos industriais e tecnológicos ligados ao beneficiamento, refino e transformação de minerais críticos e estratégicos também terão acesso a recursos com custo reduzido. O encargo da fonte de financiamento caiu para 3% ao ano, ante percentuais que chegavam a 8% na aquisição de máquinas e equipamentos e a 6,5% em determinados investimentos.

A decisão foi tomada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) em reunião extraordinária realizada no fim de agosto. O colegiado também prorrogou por 12 meses o prazo para apresentação dos pedidos de financiamento ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). As empresas elegíveis poderão protocolar as solicitações até 31 de dezembro de 2027.

Para o produtor rural, o efeito não será direto. As linhas são destinadas às empresas que produzem, processam ou fornecem insumos para a fabricação de adubos. O objetivo é melhorar as condições financeiras da indústria e reduzir riscos de interrupção no abastecimento do campo.

A inclusão do capital de giro atende a uma característica do setor. Muitas empresas precisam pagar antecipadamente pelas matérias-primas importadas, arcar com frete, armazenagem e processamento e somente depois receber pelas vendas realizadas aos produtores ou distribuidores.

Esse intervalo exige grande disponibilidade de caixa. Quando o crédito fica caro ou escasso, as empresas podem reduzir compras, estoques e produção. A consequência chega às propriedades na forma de menor oferta, dificuldade para programar entregas e maior exposição às oscilações de preços.

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Antes da mudança, as empresas da cadeia de fertilizantes podiam recorrer ao Plano Brasil Soberano principalmente para comprar máquinas ou executar projetos de investimento. Agora, os recursos também poderão financiar despesas necessárias ao funcionamento diário das operações.

A medida ganha importância porque o Brasil importa mais de 80% dos fertilizantes que utiliza. Essa dependência deixa a produção agrícola vulnerável ao câmbio, às cotações internacionais, aos custos marítimos e a conflitos capazes de interromper rotas ou restringir a oferta mundial.

O país responde por cerca de 8% do consumo global de fertilizantes e ocupa a quarta posição entre os maiores consumidores. Soja, milho e cana-de-açúcar representam mais de 73% da demanda nacional, o que transforma o insumo em um componente decisivo dos custos das principais cadeias agrícolas.

O crédito mais barato para minerais estratégicos procura estimular investimentos em etapas que ainda são pouco desenvolvidas no Brasil. O país possui reservas minerais importantes, mas parte do material extraído é exportada sem processamento ou não chega a ser transformada internamente nos produtos necessários à agricultura.

Ao apoiar o beneficiamento, o refino e a transformação dentro do país, o governo tenta ampliar a capacidade industrial e diminuir a dependência de produtos acabados vindos do exterior. O resultado, entretanto, dependerá da execução dos projetos, que podem exigir licenciamento, infraestrutura, tecnologia e vários anos até o início da produção.

O percentual de 3% ao ano não representa necessariamente a taxa final que será paga pelas empresas. Ele corresponde ao custo da fonte de recursos e já considera a remuneração do BNDES. Nas operações indiretas, realizadas por bancos credenciados, ainda podem existir encargos do agente financeiro e custos relacionados ao risco do tomador.

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Por isso, a medida também não garante uma queda imediata no preço do fertilizante vendido ao agricultor. As cotações continuarão sujeitas ao câmbio, aos preços internacionais, ao frete, à oferta mundial de nutrientes e à demanda no período de plantio.

O ganho mais provável no curto prazo é a melhora das condições para que fabricantes e fornecedores mantenham estoques e cumpram contratos. No longo prazo, se os investimentos aumentarem a produção e o processamento de matérias-primas no Brasil, o setor poderá reduzir a exposição a crises externas e ganhar maior previsibilidade.

O acesso às linhas será restrito aos segmentos definidos conjuntamente pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) e pelo Ministério da Fazenda. A relação de atividades autorizadas consta das portarias que regulamentam o Plano Brasil Soberano.

Criado para apoiar empresas afetadas pelo aumento das tarifas norte-americanas e pela instabilidade do comércio internacional, o programa passa a alcançar uma cadeia diretamente ligada à segurança produtiva do país. Para o campo, o efeito concreto será medido pela capacidade da política de ampliar a oferta interna, evitar falta de insumos e reduzir a dependência que hoje transforma qualquer crise internacional em custo adicional dentro da porteira.

Fonte: Pensar Agro

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