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Cabanha JA leva 22 fêmeas prenhes a leilão com genética consolidada de cavalos Crioulos

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A Cabanha JA, de São Lourenço do Sul (RS), realiza no dia 16 o Leilão Crioulos JA, com a oferta de 22 fêmeas prenhes selecionadas ao longo de quase cinco décadas de criação de cavalos Crioulos. O remate será promovido pela Trajano Silva Remates em formato virtual, reunindo genética consolidada e animais com desempenho comprovado em pista.

Leilão virtual reúne matrizes selecionadas com prenhez confirmada

O remate contará com 22 lotes de fêmeas com prenhez confirmada, oriundas de um trabalho de seleção contínua da Cabanha JA. As matrizes ofertadas possuem origem definida e histórico de desempenho em competições morfológicas e funcionais.

A transmissão será realizada pelas plataformas Trajano Web, Lance Rural e Programa Cavalos, ampliando o alcance do leilão para compradores de diferentes regiões do país.

JA Rosa dos Ventos é um dos destaques do catálogo

Entre os animais de destaque está a égua JA Rosa dos Ventos, reconhecida pela consistência genética e pelo histórico de linhagens premiadas dentro do criatório.

O proprietário da Cabanha JA, José Antônio Anzanello, destaca a qualidade da matriz. Segundo ele, trata-se de um animal de alto padrão dentro do plantel. A égua pertence a uma das linhas maternas mais importantes da criação.

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De acordo com Anzanello, a origem é um dos principais diferenciais do animal, que descende da linha JA Geada, responsável por produzir exemplares de destaque como Paloma, Xalalá, Libertador e Mandachuva.

Cabanha JA mantém genética exclusiva sem uso de La Invernada Hornero

Segundo o leiloeiro e diretor da Trajano Silva Remates, Marcelo Silva, o leilão apresenta uma seleção construída ao longo de décadas de trabalho consistente.

Ele destaca que a Cabanha JA é a única no Rio Grande do Sul que não utiliza genética de La Invernada Hornero, mantendo uma linha própria de seleção ao longo dos anos.

Para o leiloeiro, essa característica reforça a consistência do plantel, algo raro no cenário da criação de cavalos Crioulos.

Resultados em pista reforçam qualidade genética da cabanha

Marcelo Silva também destaca os resultados recentes obtidos pelos animais da Cabanha JA em competições importantes do setor.

Atualmente, o criatório conta com 19 animais credenciados para as classificatórias do Freio de Ouro e mais de uma dezena já classificados para a Morfologia em Esteio, evidenciando a competitividade e a consistência genética do plantel.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Corrida global por terras raras leva Senado a discutir estratégia para minerais críticos

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O avanço da disputa internacional por minerais críticos e terras raras mobilizou a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que participou nesta semana de um debate no Senado sobre os caminhos para ampliar a presença do Brasil nas etapas de maior valor agregado da cadeia mineral.

A discussão ocorre em um cenário de crescente competição global por recursos considerados estratégicos para a produção de baterias, veículos elétricos, equipamentos eletrônicos, inteligência artificial, sistemas de defesa e geração de energia renovável. Nos últimos anos, Estados Unidos, China e União Europeia intensificaram políticas voltadas à segurança das cadeias de suprimentos e à redução da dependência externa desses insumos.

O Brasil aparece nesse cenário como um dos países com maior potencial geológico do mundo. Além de reservas de nióbio, grafita e lítio, o país possui importantes ocorrências de terras raras, grupo de minerais utilizados em equipamentos de alta tecnologia e considerados estratégicos pelas principais economias globais.

Durante audiência pública realizada pela Comissão de Relações Exteriores do Senado, integrantes da FPA defenderam a construção de uma política nacional voltada não apenas à extração mineral, mas também ao processamento industrial e à agregação de valor dentro do país. A avaliação apresentada durante o debate é que o Brasil corre o risco de repetir o modelo histórico de exportação de matéria-prima caso não avance em tecnologia, industrialização e segurança jurídica.

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INTERESSE MUNDIAL – Para o presidente do Instituto do Agronegócio, engenheiro agrônomo Isan Rezende, os minerais críticos e as terras raras deixaram de ser apenas uma questão mineral para se tornarem um tema de soberania econômica.

“O mundo vive uma corrida por recursos essenciais para a produção de baterias, semicondutores, inteligência artificial, sistemas de defesa e transição energética. O Brasil possui algumas das maiores reservas do planeta e precisa decidir se continuará exportando matéria-prima ou se avançará para ocupar posições mais estratégicas nessa cadeia.”

“O que preocupa é que as principais economias do mundo estão adotando políticas cada vez mais agressivas para garantir acesso a esses minerais. Os Estados Unidos ampliam sua pressão por acordos de fornecimento, a China mantém forte controle sobre etapas de processamento e diversos países passaram a restringir exportações para proteger suas próprias indústrias. O Brasil não pode assistir a esse movimento apenas como fornecedor de recursos naturais. É necessário construir uma política nacional que estimule pesquisa, industrialização, inovação e geração de valor dentro do país.”

“A discussão conduzida pela Frente Parlamentar da Agropecuária vai além da mineração. Estamos falando de desenvolvimento regional, atração de investimentos, geração de empregos qualificados e fortalecimento da competitividade brasileira. O país reúne reservas minerais, conhecimento técnico e capacidade produtiva para se tornar um protagonista global nesse mercado. Mas isso exige segurança jurídica, previsibilidade regulatória e uma estratégia de longo prazo que transforme riqueza geológica em riqueza econômica para os brasileiros.”

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Os Estados Unidos ampliaram programas de incentivo à produção doméstica e à diversificação de fornecedores, enquanto a China mantém posição dominante em etapas estratégicas do processamento de terras raras. Outros países produtores também passaram a restringir exportações de matérias-primas para estimular investimentos industriais locais.

No Senado, a discussão abordou ainda o Projeto de Lei 4.443/2025, que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. A proposta busca estabelecer diretrizes para pesquisa, exploração, industrialização e atração de investimentos para o setor.

Entre os pontos destacados pelos participantes estão a necessidade de ampliar o conhecimento geológico do território brasileiro, fortalecer a pesquisa científica, estimular o desenvolvimento tecnológico e criar um ambiente regulatório capaz de atrair investimentos de longo prazo.

Para a FPA, o debate ultrapassa a questão mineral e passa a integrar uma agenda estratégica relacionada à competitividade da economia brasileira, à segurança das cadeias produtivas e ao posicionamento do país em um mercado que deve ganhar relevância crescente nas próximas décadas.

Fonte: Pensar Agro

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