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Café registra alta histórica em agosto com arábica e robusta atingindo máximas de 3 meses

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Os preços do café mostraram forte volatilidade ao longo de agosto, atingindo máximas de três meses tanto para a variedade arábica quanto para a robusta, impulsionados por preocupações com a oferta de curto prazo e compras especulativas.

Segundo análise da Hedgepoint Global Markets, o contrato de dezembro/25 do arábica fechou em 386,1 centavos de dólar por libra-peso na sexta-feira (29/08), acumulando alta de 33,7% no mês. Já o contrato de novembro do robusta subiu 44,5%, encerrando a 4.815 USD/tonelada.

Oferta de curto prazo mantém preços elevados

As preocupações com o fornecimento de arábica se intensificam com a safra 25/26 do Brasil menor do que o esperado. Além disso, os estoques certificados da variedade estão em queda, pressionados pela tarifa de 50% aplicada pelos Estados Unidos sobre os grãos brasileiros.

“A arbitragem entre arábica e robusta atingiu os níveis mais altos desde 2022, refletindo a escassez de estoques certificados e a busca por outras origens com estoques limitados”, explica Laleska Moda, analista de inteligência de mercado da Hedgepoint.

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Apesar da grande produção de robusta no Brasil e na Indonésia para a safra 25/26, a disponibilidade ainda é restrita, pois os agricultores brasileiros redirecionam mais vendas para a indústria interna e os suprimentos indonésios permanecem escassos. No Vietnã, a oferta de robusta continua baixa, e embora o tufão Kajiki não tenha prejudicado as áreas produtoras, contribuiu para a instabilidade do mercado.

Compras especulativas impulsionam os futuros

Os fundamentos de oferta limitada também motivaram compras especulativas. Fundos de arábica aumentaram posições compradas líquidas, enquanto fundos de robusta migraram de posições vendidas líquidas para compradas líquidas, segundo o último relatório COT, contribuindo para a alta dos preços.

Perspectivas climáticas para a safra 26/27

Para a temporada 26/27, a previsão de chuvas abaixo da média na maioria das regiões produtoras de arábica no Brasil pode afetar a floração e a formação de frutos. “Boas chuvas foram registradas no Espírito Santo para o Conilon, e condições favoráveis devem se manter nas próximas semanas, essenciais para o pegamento das flores já abertas”, destaca Moda.

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Impacto sobre a demanda

A demanda por robusta deve se intensificar nos próximos meses devido à escassez de arábica e aos níveis elevados de arbitragem. A combinação de oferta limitada e compras especulativas mantém o mercado volátil, com potenciais riscos climáticos influenciando a próxima temporada.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Milho no RS entra na reta final da colheita com produtividade acima de 7,4 t/ha

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Mercado Externo

O cenário internacional para o milho segue marcado por volatilidade, com atenção às safras da América do Sul e ao ritmo das exportações dos Estados Unidos. A evolução da colheita no Sul do Brasil, especialmente no Rio Grande do Sul, contribui para a oferta global, ainda que em menor escala frente ao Centro-Oeste. A regularidade climática recente no Estado ajuda a sustentar expectativas positivas de produtividade, fator que pode influenciar o equilíbrio global de oferta.

Mercado Interno

A colheita do milho no Rio Grande do Sul se aproxima da conclusão, atingindo 90% dos 803.019 hectares cultivados na safra 2025/26, conforme a Emater/RS-Ascar. O avanço foi mais lento na última semana devido às chuvas, principalmente na Metade Sul, que elevaram a umidade dos grãos e dificultaram a operação de máquinas.

As áreas restantes correspondem a lavouras implantadas fora da janela ideal, ainda em fases reprodutivas ou de enchimento de grãos. As precipitações recorrentes desde março favoreceram o desenvolvimento dessas áreas, consolidando o potencial produtivo.

No milho destinado à silagem, a colheita também está praticamente concluída, alcançando 87% da área. No entanto, a umidade elevada tem prejudicado o processo de ensilagem, podendo impactar a qualidade da fermentação.

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Preços

Os preços do milho no mercado interno tendem a refletir o avanço da colheita e a qualidade do produto. A elevada umidade dos grãos em algumas regiões pode gerar descontos na comercialização, além de aumentar os custos com secagem. Por outro lado, a produtividade consistente no Estado ajuda a equilibrar a oferta regional.

Indicadores
  • Área cultivada (milho grão): 803.019 hectares
  • Área colhida: 90%
  • Produtividade média: 7.424 kg/ha
Produção estimada: 5,96 milhões de toneladas
  • Milho silagem:
    • Área: 345.299 hectares
    • Colheita: 87%
    • Produtividade média: 37.840 kg/ha
  • Soja (RS):
    • Área cultivada: 6,62 milhões de hectares
    • Colheita: 68%
    • Produtividade média: 2.871 kg/ha
  • Feijão 1ª safra:
    • Área: 23.029 hectares
    • Produtividade média: 1.781 kg/ha
  • Feijão 2ª safra:
    • Área: 11.690 hectares
    • Produtividade média: 1.401 kg/ha
  • Arroz irrigado:
    • Área: 891.908 hectares
    • Colheita: 88%
    • Produtividade média: 8.744 kg/ha
Análise

A reta final da colheita do milho no Rio Grande do Sul confirma uma safra tecnicamente positiva, sustentada por produtividade acima da média histórica. No entanto, o excesso de chuvas no período final impõe desafios logísticos e pode afetar a qualidade dos grãos, exigindo maior gestão pós-colheita.

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O cenário climático também impacta outras culturas relevantes no Estado. A soja avança de forma mais lenta, com grande variabilidade produtiva devido ao regime irregular de chuvas ao longo do ciclo. Já o arroz mantém bom desempenho, enquanto o feijão evidencia forte dependência de irrigação para alcançar melhores rendimentos.

No curto prazo, o produtor gaúcho segue atento às condições climáticas para concluir a colheita e preservar a qualidade da produção, fator determinante para a rentabilidade em um ambiente de margens mais apertadas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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