AGRONEGÓCIO
Cafés das Matas de Minas se destacam no Cupping ATeG 2025
AGRONEGÓCIO
A região das Matas de Minas reafirma sua tradição na produção de cafés de alta qualidade. 27% dos melhores cafés selecionados para a segunda etapa do 8º Cupping ATeG são de municípios atendidos pelo Escritório Regional de Viçosa do Sistema Faemg Senar.
Produtores associados a Sindicatos Rurais e cooperativas de cidades como Manhuaçu, Viçosa, Simonésia, São Sebastião da Vargem Alegre, Miraí, Espera Feliz, Lajinha, Manhumirim, Sericita, Muriaé, Miradouro, Santa Margarida, Caparaó e Divino estão entre os 100 finalistas do concurso, que premia os melhores cafés assistidos pelo Programa de Assistência Técnica e Gerencial – ATeG Café+Forte.
Recorde de inscrições e forte presença das Matas de Minas
Nesta edição, o concurso recebeu 2.500 amostras de diferentes regiões de Minas Gerais. Deste total, 17% das amostras são de municípios da Regional Viçosa. Quando considerados os municípios das Matas de Minas, incluindo parte da Regional de Governador Valadares, o índice chega a 30%, reforçando a representatividade da região no cenário estadual.
Oportunidade estratégica para produtores
Segundo Marcos Reis, gerente regional do Sistema Faemg Senar em Viçosa, o Cupping ATeG é uma ferramenta importante para os cafeicultores:
“Além de mapear a qualidade da safra e receber um laudo gratuito elaborado por provadores Q-Graders, o produtor tem a chance de expor seu café a compradores nacionais e internacionais durante a Semana Internacional do Café. É um espaço de visibilidade e geração de negócios para cafés de qualidade.”
Semana Internacional do Café: palco para premiados
O resultado do concurso será divulgado durante a Semana Internacional do Café (SIC), que acontece de 5 a 7 de novembro, em Belo Horizonte. O evento, o maior do setor no país, reunirá milhares de profissionais da cafeicultura e contará com mais de 20 caravanas de produtores de Minas Gerais.
Da região das Matas de Minas, estão confirmadas caravanas de Eugenópolis, Fervedouro, Durandé, Simonésia e Manhumirim. Marcos Reis destaca que a participação permite aos produtores negociar cafés premiados, ampliar contatos e fortalecer a presença da região no mercado nacional e internacional.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Área de cana-de-açúcar para colheita cresce 3,1% no Centro-Sul e Mato Grosso do Sul ganha protagonismo na safra 2026/27
A produção de cana-de-açúcar no Centro-Sul brasileiro inicia a safra 2026/27 com uma área maior disponível para colheita e uma nova configuração entre os principais polos produtores. Levantamento da Serasa Experian revela que a área apta para colheita alcançou 9,17 milhões de hectares, crescimento de 3,1% em relação aos 8,9 milhões de hectares registrados no ciclo anterior.
O estudo, elaborado por meio de imagens de satélite e tecnologias de geoprocessamento, mostra que a expansão da área produtiva foi acompanhada por mudanças no ranking dos municípios com maior área cultivada, resultado principalmente da renovação dos canaviais, prática que permite recuperar o potencial produtivo das lavouras.
Nova Alvorada do Sul lidera produção no Centro-Sul
Entre as principais mudanças da safra está a ascensão de Nova Alvorada do Sul (MS), que passa a ocupar a primeira posição entre os municípios com maior área de cana-de-açúcar disponível para colheita no Centro-Sul.
Outra novidade é a entrada de Nova Andradina (MS) entre os 12 maiores polos produtores da cultura, substituindo Guaíra (SP) no ranking elaborado pela Serasa Experian.
Apesar da mudança de posições, a concentração da produção permanece praticamente estável. Os 12 municípios líderes continuam respondendo por cerca de 10,4% de toda a área cultivada na região Centro-Sul, percentual semelhante ao observado na safra anterior.
Renovação dos canaviais explica mudanças no ranking
Segundo a Serasa Experian, a movimentação entre os municípios produtores está diretamente relacionada ao ciclo de renovação das lavouras.
Durante esse processo, parte dos canaviais é retirada temporariamente da produção para replantio, permitindo a recuperação da produtividade das áreas. Após a reforma, essas lavouras retornam ao sistema produtivo, alterando a participação de cada município no volume total disponível para colheita.
Um exemplo é Nova Andradina, onde aproximadamente 12,1 mil hectares estavam em reforma na safra 2025/26. Com a conclusão desse processo, mais de 10 mil hectares voltaram à produção na temporada 2026/27, impulsionando o município entre os principais produtores do país.
São Paulo mantém liderança, mas Mato Grosso do Sul amplia participação
O levantamento confirma que a produção de cana continua fortemente concentrada em quatro estados brasileiros.
São Paulo permanece como principal produtor nacional, reunindo 57,1% da área disponível para colheita, o equivalente a 5,24 milhões de hectares.
Na sequência aparecem:
- Goiás: 12,4%;
- Minas Gerais: 12,2%;
- Mato Grosso do Sul: 9,3%.
Juntos, esses quatro estados concentram 91% de toda a área de cana-de-açúcar mapeada na região Centro-Sul.
Entre eles, Mato Grosso do Sul foi o estado que apresentou o maior crescimento proporcional entre uma safra e outra, ampliando sua participação em 0,3 ponto percentual. O desempenho reforça a consolidação de municípios como Nova Alvorada do Sul, Rio Brilhante, Costa Rica, Ivinhema e Nova Andradina entre os principais polos sucroenergéticos brasileiros.
Tecnologia por satélite amplia precisão do monitoramento
O estudo foi desenvolvido com base em imagens de satélite de alta resolução e ferramentas de inteligência geoespacial, permitindo acompanhar em detalhes a evolução das áreas cultivadas e os ciclos de renovação dos canaviais.
Segundo a Serasa Experian, esse tipo de monitoramento oferece uma visão mais precisa da dinâmica agrícola, contribuindo para análises sobre expansão da cultura, produtividade, ocupação territorial e planejamento do setor sucroenergético.
Em um cenário de crescente demanda por biocombustíveis e etanol, o acompanhamento da evolução da cana-de-açúcar torna-se uma ferramenta estratégica para produtores, usinas, investidores e toda a cadeia do agronegócio, permitindo identificar tendências de crescimento e mudanças na geografia da produção brasileira.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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