AGRONEGÓCIO
Calor, despesas sazonais e concorrência com o frango pressionam preços da carne suína em fevereiro
AGRONEGÓCIO
Mercado suinícola enfrenta desafios típicos do início do ano
O mês de fevereiro foi marcado por um cenário negativo para os preços da carne suína no Brasil. De acordo com o analista da Safras & Mercado, Allan Maia, o setor atravessa uma combinação de fatores sazonais e econômicos que afetam o desempenho do mercado interno.
Entre os principais motivos, estão as temperaturas elevadas, que reduzem o consumo de proteínas mais gordurosas, e o aumento das despesas familiares típicas do início do ano, o que limita o poder de compra do consumidor.
Além disso, os preços ainda firmes no varejo dificultam o escoamento da produção, levando as indústrias a adotar uma postura mais cautelosa nas negociações.
“O mercado enfrenta forte concorrência com a carne de frango, que segue com preços mais baixos e se consolida como principal substituto para o consumidor neste período”, explica Maia.
Preços do suíno vivo e da carcaça recuam em todo o país
Segundo levantamento da Safras & Mercado, o mercado de suíno vivo registrou quedas expressivas nas principais regiões produtoras do Brasil.
A média de preços no Centro-Sul caiu 6,42%, passando de R$ 7,06 para R$ 6,61 por quilo. Já a carcaça suína teve desvalorização de 3,45%, sendo negociada a R$ 10,15 por quilo.
Nos cortes de pernil no atacado, o recuo foi de 0,54%, com preço médio de R$ 11,92 por quilo.
Quedas regionais indicam oferta confortável de animais
O levantamento mostra que a redução nos preços foi observada em praticamente todos os estados produtores.
- Em São Paulo, a arroba suína caiu de R$ 133,00 para R$ 130,00.
- No Rio Grande do Sul, o preço do quilo vivo recuou de R$ 6,70 para R$ 6,55 nas integrações e de R$ 7,83 para R$ 6,90 no mercado independente.
- Em Santa Catarina, a cotação caiu de R$ 7,60 para R$ 6,65 no interior, e manteve-se em R$ 6,55 nas integrações.
- No Paraná, o preço do quilo vivo recuou de R$ 7,54 para R$ 6,75 no mercado livre, enquanto as integrações ficaram estáveis em R$ 6,60.
- No Mato Grosso do Sul, o valor em Campo Grande passou de R$ 7,00 para R$ 6,50, com estabilidade nas integrações em R$ 6,30.
- Em Goiás, o preço caiu de R$ 7,40 para R$ 6,50, enquanto em Minas Gerais houve queda de R$ 7,00 para R$ 6,60.
- Já em Mato Grosso, o preço em Rondonópolis diminuiu de R$ 6,65 para R$ 6,50, mantendo-se em R$ 6,20 nas integrações.
Esses dados refletem uma oferta confortável de animais prontos para abate, o que amplia o poder de barganha da indústria e limita repasses de preços ao produtor.
Exportações seguem firmes e compensam parte da pressão doméstica
Apesar do cenário interno desafiador, as exportações de carne suína “in natura” apresentaram bom desempenho em fevereiro.
De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o Brasil exportou 83,08 mil toneladas do produto nos primeiros 13 dias úteis do mês, gerando receita de US$ 206,94 milhões.
A média diária de embarques foi de 6,39 mil toneladas, com receita média de US$ 15,91 milhões por dia. O preço médio por tonelada ficou em US$ 2.490,70.
Comparado a fevereiro de 2025, houve aumento de 25,6% no valor médio diário e alta de 26,4% no volume exportado, embora o preço médio tenha recuado 0,6%, refletindo o ajuste das cotações internacionais.
Perspectivas: cautela no curto prazo e foco nas exportações
Com o consumo interno retraído e o mercado internacional em fase de adaptação, especialistas avaliam que os preços da carne suína devem permanecer sob pressão no curto prazo.
A expectativa é de que a demanda externa continue sustentando parte da renda do setor, enquanto o mercado doméstico aguarda melhora no consumo a partir do outono, quando as temperaturas mais amenas tendem a favorecer o aumento da procura por proteínas suínas.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Custos da safra 2026/27 sobem para milho e soja em Mato Grosso, enquanto algodão registra queda, aponta Imea
Os custos de produção das principais culturas agrícolas de Mato Grosso devem apresentar comportamentos distintos na safra 2026/27. Levantamento divulgado pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) mostra aumento dos gastos para o cultivo de milho e soja, enquanto o algodão deve registrar redução nos desembolsos por hectare.
O avanço dos custos está relacionado, principalmente, às maiores despesas com fertilizantes, defensivos agrícolas e sementes, fatores que seguem impactando a rentabilidade das atividades e exigindo maior planejamento financeiro dos produtores.
Custo do milho sobe mais de 14% em Mato Grosso
De acordo com o Imea, o custeio do milho para a safra 2026/27 foi estimado em R$ 3.799,42 por hectare, alta de 14,46% em relação ao consolidado da temporada 2025/26.
O aumento foi impulsionado pelos maiores gastos com fertilizantes e defensivos, além da elevação nos custos das sementes, refletindo tanto o encarecimento dos insumos quanto a adoção de materiais genéticos mais tecnológicos.
Como consequência, o Custo Operacional Efetivo (COE) foi projetado em R$ 5.528,49 por hectare, avanço de 15,03% na comparação anual.
Já o Custo Total (CT) atingiu R$ 7.418,49 por hectare, crescimento de 10,30% frente à safra anterior.
Preço mínimo para cobrir os custos
Com os custos mais elevados, o produtor precisará de maior eficiência na gestão comercial da safra.
Considerando uma produtividade de referência de 120,28 sacas por hectare, o Imea estima que a saca de milho deverá ser comercializada a pelo menos R$ 45,96 para cobrir o COE da atividade.
O cenário reforça a importância da comercialização antecipada e do travamento de preços em momentos favoráveis do mercado para preservar margens de rentabilidade.
Soja também terá aumento nos custos de produção
Para a soja, as projeções apontam um cenário de cautela para a temporada 2026/27.
Segundo o levantamento elaborado pelo Sistema Famato, Senar-MT e Imea, o custeio da oleaginosa foi estimado em R$ 4.315,29 por hectare, alta de 3,21% em relação à safra 2025/26.
Os principais fatores responsáveis pela elevação dos custos foram:
- Fertilizantes e corretivos: aumento de 5,40%;
- Defensivos agrícolas: alta de 10,97%.
Além dos custos mais elevados, o setor continua atento às condições climáticas para a próxima temporada.
As incertezas relacionadas ao clima seguem sendo apontadas como um dos principais riscos para a produtividade das lavouras, podendo impactar diretamente o potencial produtivo e os resultados econômicos da atividade.
Crédito restrito preocupa produtores
Outro fator que preocupa o setor é a maior restrição ao crédito rural.
Segundo o Imea, a limitação dos recursos disponíveis para financiamento pode reduzir a capacidade de investimento dos produtores e provocar ajustes nos pacotes tecnológicos adotados nas propriedades.
Como reflexo desse cenário, o ponto de equilíbrio da soja para cobrir os custos de custeio aumentou 9,13% em relação à temporada passada.
Diante das margens mais apertadas, os produtores acompanham com atenção a compra dos insumos ainda pendentes e as oportunidades de comercialização da safra futura.
Algodão apresenta redução nos custos
Na contramão de milho e soja, o algodão foi a única das principais culturas analisadas a registrar queda no custo de produção.
O custeio da safra 2026/27 foi estimado em R$ 10.652,39 por hectare, redução de 1,14% em comparação ao consolidado da temporada anterior.
A diminuição foi influenciada principalmente pela redução das despesas com:
- Manutenção de máquinas e equipamentos;
- Operações mecanizadas;
- Defensivos agrícolas.
Apesar do alívio nos custos, a cultura continua exigindo elevados investimentos por hectare, mantendo-se entre as atividades agrícolas de maior intensidade de capital no país.
Produtores enfrentam cenário de margens mais pressionadas
Os dados do Imea mostram que a safra 2026/27 deverá exigir maior planejamento financeiro dos produtores mato-grossenses.
Com custos mais elevados para milho e soja e um ambiente marcado por incertezas climáticas, restrição de crédito e volatilidade dos mercados, a gestão eficiente dos insumos e a estratégia de comercialização ganham ainda mais relevância.
Nesse contexto, o monitoramento dos custos de produção e das oportunidades de mercado será decisivo para a manutenção da rentabilidade das propriedades rurais na próxima temporada.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
-
ACRE2 dias atrásVocabulário emprestado
-
SEM CATEGORIA5 dias atrásPrefeitura lança Marca Turística e apresenta Plano Municipal para impulsionar o turismo em Rio Branco
-
SEM CATEGORIA5 dias atrásPrefeitura de Rio Branco mobiliza rede de saúde e intensifica enfrentamento às síndromes respiratórias
-
SEM CATEGORIA5 dias atrásReunião da CIR fortalece integração regional e avança em pautas estratégicas para a saúde pública
-
SEM CATEGORIA5 dias atrásPrefeitura de Rio Branco promove “Aulão da Torcida” na Praça da Revolução, nesta quinta-feira (11)
-
AGRONEGÓCIO4 dias atrásExportações recordes de carnes movimentam mais de R$ 10 bilhões
-
AGRONEGÓCIO6 dias atrásPreço do chocolate segue elevado no Dia dos Namorados mesmo após queda do cacau no mercado internacional
-
ESPORTES5 dias atrásCoreia do Sul vence de virada a República Tcheca na estreia da Copa do Mundo

