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Capal anuncia 52ª Expoleite em Arapoti/PR de 2 a 4 de julho de 2026

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A Capal Cooperativa Agroindustrial realizará, de 2 a 4 de julho de 2026, a 52ª edição da Expoleite, em Arapoti, no Paraná. Reconhecida como uma das feiras mais importantes do calendário agropecuário brasileiro, a Expoleite reúne produtores rurais de diversos segmentos e oferece uma ampla programação voltada à inovação e ao aprimoramento técnico no campo.

Expoleite 2025: crescimento recorde e público diversificado

Na edição de 2025, a Expoleite registrou um público recorde de quase 30 mil visitantes, um crescimento de 45% em relação ao ano anterior. O evento contou com atividades voltadas à pecuária leiteira, produção de suínos, cafeicultura e mercado agrícola. Além disso, ofereceu atrações culturais e gastronômicas para toda a família, fortalecendo a interação entre produtores e o público em geral.

Destaque para genética do gado e julgamento de animais

Quase 200 animais participaram da pista de julgamento, integrando o Circuito Nacional da Raça Holandesa, referência em qualidade genética. A feira também recebeu cerca de 120 empresas expositoras, incluindo setores de nutrição animal, veterinária, soluções agrícolas e maquinários, promovendo negócios e parcerias estratégicas para o agronegócio regional.

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Expansão e diversificação da feira

Segundo Adilson Roberto Fuga, presidente-executivo da Capal, a Expoleite ampliou seu foco ao longo dos anos:

“Inicialmente, o evento destacava exclusivamente o gado holandês da região, referência nacional em qualidade. Com o sucesso alcançado, incorporamos outras áreas da cooperativa, incluindo cereais, forrageiras, café, pecuária de corte e diversas atividades rurais, fortalecendo o desenvolvimento do setor.”

Expectativas para a 52ª edição da Expoleite

A edição de 2026 promete consolidar ainda mais a Expoleite como plataforma de capacitação, inovação e networking para o agronegócio paranaense. A feira será realizada no Parque de Exposições Capal, em Arapoti, e a organização promete anunciar em breve detalhes sobre a programação completa, palestras técnicas e atrações especiais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

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Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

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O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

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Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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