AGRONEGÓCIO
Cargill suspende embarques de soja do Brasil para a China após mudança em regras de inspeção
AGRONEGÓCIO
Mudança na inspeção fitossanitária interrompe operações
A Cargill, uma das maiores exportadoras de soja do Brasil, suspendeu temporariamente suas operações de embarque do grão para a China após mudanças no sistema de inspeção fitossanitária adotado pelo governo brasileiro.
A informação foi confirmada pelo presidente da companhia no Brasil e do Negócio Agrícola para a América Latina, Paulo Sousa, em entrevista à agência Reuters nesta quarta-feira (12).
De acordo com o executivo, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) passou a adotar um modelo mais rigoroso de inspeção para a soja destinada ao mercado chinês, após uma solicitação do próprio governo da China.
Nova fiscalização dificulta liberação de cargas
Segundo Sousa, a nova metodologia de fiscalização tem dificultado o cumprimento das normas por parte das empresas exportadoras e atrasado a liberação dos embarques.
Ele explicou que, em vez de utilizar a amostragem padrão adotada tradicionalmente pelo mercado de grãos, o ministério passou a realizar uma amostragem própria durante o processo de inspeção.
Essa mudança estaria provocando divergências nos resultados das análises, o que impede, em alguns casos, a emissão dos certificados fitossanitários necessários para a exportação.
Sem esse documento oficial, os navios não conseguem descarregar a carga nos portos chineses.
Risco para o fluxo de exportações brasileiras
Diante dessas dificuldades, a Cargill decidiu suspender não apenas os embarques, mas também a compra de soja no mercado brasileiro enquanto a situação não for resolvida.
Segundo o executivo, a medida foi adotada na última sexta-feira e representa um risco para o fluxo de exportação da soja brasileira.
A preocupação do setor é que, sem uma solução rápida, os embarques destinados à China possam ser interrompidos de forma mais ampla.
Sousa afirmou ainda que alguns navios que tinham como destino o mercado chinês já precisaram ser redirecionados para outros países devido à falta da documentação necessária.
Governo e setor buscam solução
O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, está avaliando a situação junto às entidades que representam os exportadores e processadores de soja no Brasil.
Entre elas estão a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) e a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove).
As discussões buscam definir um consenso sobre o método adequado de amostragem e classificação da soja, para evitar novas divergências na emissão dos certificados fitossanitários.
Até o momento, o Ministério da Agricultura não respondeu a pedidos de comentário sobre o caso.
Mercado sente impacto nas negociações
Sinais da incerteza já começam a aparecer no mercado interno. De acordo com relatos publicados por corretores de grãos e produtores rurais nas redes sociais nesta quarta-feira, houve redução significativa nas ofertas de compra de soja em algumas regiões.
A preocupação é maior porque o Brasil atravessa o período de pico das exportações da oleaginosa, momento em que grande parte da produção nacional é destinada ao mercado externo.
China é principal destino da soja brasileira
A China é, de longe, o maior comprador da soja produzida no Brasil. O país asiático responde por cerca de 80% das exportações brasileiras do grão, utilizado principalmente para a produção de ração animal e óleo vegetal.
O Brasil, por sua vez, ocupa a posição de maior produtor e exportador mundial de soja, o que torna qualquer alteração nas regras de comércio ou inspeção sanitária um fator de grande impacto para o agronegócio.
Em nota divulgada nesta quarta-feira, a Anec informou que os exportadores seguem atentos às novas exigências e buscam adaptar suas operações ao sistema de inspeção implementado.
Segundo a entidade, a principal preocupação do setor é justamente entender como a cadeia produtiva conseguirá se adequar às novas regras no médio prazo.
A associação destacou ainda que continua em diálogo com o Ministério da Agricultura e acompanhando o tema junto às autoridades competentes.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Produção de abobrinha no Paraná movimenta R$ 101 milhões e consolida Estado como 4º maior produtor do Brasil
Abobrinha se destaca no agronegócio do Paraná com forte presença e geração de renda
O cultivo de abobrinha no Paraná segue como uma das atividades hortícolas mais relevantes do Estado, movimentando R$ 101,6 milhões em Valor Bruto da Produção (VBP) em 2024.
De acordo com o boletim do Departamento de Economia Rural do Paraná (Deral), a cultura está presente em 358 municípios, com produção total de 50,5 mil toneladas em uma área de 2,9 mil hectares.
Com esse desempenho, o Paraná se consolida como o 4º maior produtor nacional, respondendo por 9,3% da produção brasileira.
Região de Curitiba concentra mais da metade da produção estadual
A produção paranaense de abobrinha apresenta forte concentração regional. O Núcleo Regional de Curitiba responde por 56,2% do total produzido, equivalente a 28,4 mil toneladas.
Entre os principais municípios produtores, destacam-se:
- Cerro Azul
- São José dos Pinhais
- Colombo
Em Cerro Azul, por exemplo, o cultivo ocupa cerca de 250 hectares, com produção de 4,8 mil toneladas e geração de R$ 9,5 milhões em VBP, reforçando a importância da cultura para a economia local.
Outros polos relevantes incluem:
- Londrina (6,9% da produção estadual)
- Maringá (6,2%)
Clima impacta oferta e eleva preços da abobrinha no mercado
O mercado da abobrinha tem sido impactado por fatores climáticos, especialmente pela estiagem recente, que reduziu a oferta e pressionou os preços.
Segundo dados das Centrais de Abastecimento (Ceasa), a caixa de 20 kg da abobrinha verde extra AA atingiu R$ 80,00, alta de 33,3% em relação às semanas anteriores, quando era comercializada a R$ 60,00.
De acordo com especialistas do Deral, a tendência de preços elevados pode se manter no curto prazo, caso não haja regularização das chuvas.
Produção contínua garante estabilidade ao longo do ano
Apesar das oscilações de mercado, a cultura da abobrinha apresenta produção contínua ao longo do ano, o que contribui para sua resiliência.
Historicamente, os picos de preços ocorrem entre o final de maio e o início de julho, período de inverno, quando há menor oferta.
A expectativa é que, com a normalização das condições climáticas e o avanço das lavouras, os preços recuem gradualmente ao longo do segundo semestre.
Soja mantém protagonismo nas exportações do Paraná
No segmento de grãos, a soja continua liderando a pauta exportadora do Estado.
No primeiro trimestre de 2026, o Paraná exportou:
- 3,41 milhões de toneladas
- US$ 1,47 bilhão em receita
O resultado representa crescimento de 2% no faturamento, apesar de uma leve queda de 4% no volume embarcado.
A China segue como principal destino, absorvendo 58% das exportações.
Trigo volta-se ao mercado interno e reduz exportações
Diferentemente da soja, o trigo paranaense tem sido direcionado quase exclusivamente ao mercado interno.
Na safra 2025, o Estado produziu 2,87 milhões de toneladas, mas exportou apenas 4 toneladas, destinadas ao Equador.
A tendência deve se manter em 2026, impulsionada pela forte demanda da indústria nacional e pela redução da área cultivada.
Carne bovina acompanha valorização e amplia receita com exportações
O setor de carne bovina também registrou desempenho positivo. Em março, o Paraná exportou 3,6 mil toneladas, gerando US$ 20,3 milhões em receita.
O preço médio da carne apresentou valorização, passando de US$ 4,76/kg em 2025 para US$ 5,54/kg em 2026.
Assim como na soja, a China permanece como principal destino, respondendo por 38,5% das compras.
Diversificação produtiva reforça força do agro paranaense
Os dados reforçam a diversidade e a força do agronegócio do Paraná, que combina culturas hortícolas, grãos e proteínas animais em um sistema produtivo dinâmico.
A abobrinha, nesse contexto, se destaca como uma cultura resiliente, com geração consistente de renda, forte presença territorial e capacidade de adaptação às variações de mercado e clima.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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