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Carta do Pantanal defende plano integrado de desenvolvimento sustentável
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Reconhecido como a maior planície alagável do planeta, com cerca de 150 mil km² em território brasileiro, o Pantanal se estende por Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, além de áreas na Bolívia e no Paraguai. O bioma concentra uma das maiores biodiversidades do mundo e sustenta atividades econômicas relevantes, como pecuária, pesca, turismo e produção agropecuária. Produtores rurais ocupam 97% da extensão do território, convivendo com comunidades indígenas, quilombolas e ribeirinhas que mantêm modos de vida tradicionais.
Nos últimos anos, o Pantanal vem enfrentando um cenário crescente de vulnerabilidade. Secas prolongadas, enchentes extremas e incêndios de grande escala, somados à precariedade em infraestrutura básica, como saúde, saneamento, transporte e educação, ameaçam tanto a conservação ambiental quanto a qualidade de vida da população pantaneira.
Para responder a esses desafios, foi apresentada a Carta do Pantanal, documento que propõe a formulação de um Plano Integrado de Desenvolvimento Sustentável. A iniciativa busca alinhar políticas ambientais, sociais e econômicas de forma conjunta em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.
Entre as recomendações, o texto defende a criação de mecanismos de pagamento por serviços ambientais, incentivo à bioeconomia e ao turismo sustentável, além do fortalecimento da infraestrutura científica e tecnológica para monitorar e prevenir eventos extremos. O documento também sugere a institucionalização de espaços permanentes de participação social e mecanismos de monitoramento das políticas públicas.
A elaboração contou com contribuições da academia, representada pelo Conselho de Reitores das Instituições de Ensino Superior de MS e da Embrapa Pantanal; de organizações como SOS Pantanal, Instituto Homem Pantaneiro e WWF; de povos originários e comunidades tradicionais; além do setor produtivo, com destaque para a Famasul.
A Carta ressalta que a preservação do Pantanal depende da convergência entre ciência, engajamento governamental e participação cidadã. Também cobra do governo federal um olhar atualizado sobre as políticas voltadas ao bioma, transformando demandas locais em normas jurídicas estáveis.
Inspirada em experiências recentes, como a Nova Lei do Pantanal e o Pacto Pantanal, a iniciativa sustenta que o bioma pode se tornar referência mundial em resiliência climática e justiça socioambiental.
VEJA O DOCUMENTO NA ÍNTEGRA CLICANDO AQUI:
Fonte: Pensar Agro
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Semana do Aviador começa com debates sobre segurança e tecnologia no campo
A 2ª Semana do Aviador começou nesta sexta-feira (11), em Lucas do Rio Verde, com uma programação voltada ao mercado, à segurança operacional e à legislação da aviação agrícola. O evento segue até sábado (12), na pista do Show Safra, reunindo pilotos, empresas, produtores rurais, especialistas e representantes do poder público.
A abertura contou com a presença de Joci Piccini, presidente da Fundação Rio Verde, e de Rodrigo, diretor-executivo da entidade. Também participaram Cláudio Júnior Oliveira, diretor do Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag), e Omar, representante do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), produtores e autoriaades.
Realizada pela Fundação Rio Verde, a Semana do Aviador combina conteúdo técnico com demonstrações de aeronaves, equipamentos embarcados, acrobacias aéreas e voos panorâmicos. A proposta é aproximar profissionais, produtores e comunidade de uma atividade que ocupa posição estratégica no agronegócio brasileiro.
Na abertura, os debates trataram dos desafios enfrentados pelo setor, principalmente na formação dos profissionais, no cumprimento das normas e na adoção de procedimentos capazes de reduzir riscos durante as operações.
A aviação agrícola permite realizar aplicações em grandes áreas e dentro de janelas cada vez mais curtas. Em culturas como soja, milho, algodão e cana-de-açúcar, o recurso pode ser decisivo para controlar pragas e doenças antes que provoquem perdas expressivas.
A velocidade, porém, precisa estar acompanhada de planejamento, qualificação e respeito às condições meteorológicas e ambientais. Erros na escolha do produto, na regulagem dos equipamentos ou no momento da aplicação podem reduzir a eficiência, elevar custos e atingir áreas que não fazem parte da operação.
O debate ganha relevância especial em Mato Grosso, maior produtor brasileiro de grãos e fibras e um dos principais mercados da aviação agrícola. O Brasil possui a segunda maior frota aeroagrícola do mundo, resultado da expansão da produção e da necessidade de atender propriedades de grande extensão.
Além do conteúdo profissional, a programação busca apresentar a atividade à população. Demonstrações aéreas e outras atrações permitem que estudantes e moradores conheçam de perto as aeronaves e a tecnologia utilizada nas lavouras.
O Pensar Agro está entre os apoiadores da Semana do Aviador, ao lado da Federação dos Engenheiros Agrônomos do Estado de Mato Grosso (Feagro-MT).
Serviço
2ª Semana do Aviador
Data: 11 e 12 de setembro
Local: pista do Show Safra, em Lucas do Rio Verde (MT)
Fonte: Pensar Agro
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