AGRONEGÓCIO
Centro Smart B100 avança com inteligência artificial para decisões agrícolas mais sustentáveis
AGRONEGÓCIO
O Centro de Ciência para o Desenvolvimento Smart B100 (CCD SB100) se aproxima de dois anos de atividades consolidando avanços importantes na integração entre ciência e prática agrícola. A iniciativa, apoiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), já apresenta resultados concretos na criação de uma plataforma digital voltada à tomada de decisão no campo.
Plataforma digital com inteligência artificial
Um dos principais marcos do projeto é a validação de um protótipo funcional da Plataforma Smart B100, inicialmente voltado para as culturas de cana-de-açúcar e citros, ambas de grande relevância econômica.
O sistema reúne dados de solo, planta e clima para gerar recomendações de manejo baseadas em evidências científicas. A tecnologia utiliza modelos de inteligência artificial capazes de interpretar essas variáveis e oferecer respostas contextualizadas para técnicos e produtores rurais.
Base científica com milhares de estudos
Outro avanço relevante foi a análise de mais de 9 mil publicações científicas, permitindo identificar padrões de pesquisa, lacunas de conhecimento e critérios de qualidade.
Esse processo de curadoria estrutura a base de dados da plataforma, garantindo que as recomendações sejam fundamentadas em estudos consistentes e revisados por pares, com destaque para o aprofundamento em pesquisas com citros.
Avanços em biotecnologia e microbiologia
Na área de biotecnologia, o projeto investiga a interação entre genética das plantas e microrganismos associados. Estudos com cana-de-açúcar indicam que o genótipo vegetal influencia diretamente as comunidades microbianas, impactando o crescimento das plantas e a tolerância a estresses ambientais.
Além disso, foi estruturada uma base de dados molecular para cana e citros, organizada a partir de centenas de estudos e padronizada para permitir análises integradas, conectando informações desde o nível molecular até o agronômico.
Inteligência artificial aplicada ao agronegócio
Na frente tecnológica, o CCD SB100 desenvolveu modelos de linguagem adaptados ao vocabulário da agronomia, além de sistemas automatizados para triagem e atualização contínua de artigos científicos.
A plataforma também começa a incorporar análises de custo-benefício, com o objetivo de alinhar recomendações técnicas à viabilidade econômica das práticas agrícolas.
Digitalização do conhecimento no campo
Com previsão de acesso público via web a partir do segundo semestre de 2026, a Plataforma Smart B100 representa um avanço na digitalização do conhecimento agronômico.
A proposta é apoiar decisões mais informadas, conciliando produtividade agrícola e sustentabilidade, especialmente no uso de fertilizantes e bioinsumos.
Parcerias e coordenação do projeto
O projeto é liderado pelo Instituto Agronômico (IAC), em parceria com a Universidade Estadual Paulista (Unesp) — por meio da FCA, FAAC, FFC e IB —, além da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (USP/Esalq), das Fatecs de Pompeia e Cotia, da Fundação Shunji Nishimura de Tecnologia e da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.
Segundo o pesquisador responsável pelo centro, Dirceu Mattos Jr., a iniciativa busca não apenas aplicar o conhecimento existente, mas também gerar novas evidências científicas que contribuam para práticas agrícolas mais eficientes e sustentáveis.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Exportações do agro brasileiro avançam em abril e soja lidera embarques, aponta ANEC
O Brasil segue com ritmo acelerado nas exportações do agronegócio em 2026, com destaque para a soja e o milho, segundo dados da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC). O relatório da Semana 16 mostra avanço consistente nos embarques e reforça o protagonismo do país no comércio global de grãos.
Embarques semanais superam 3,4 milhões de toneladas de soja
Na semana de 19 a 25 de abril, os embarques brasileiros de soja somaram cerca de 3,48 milhões de toneladas. Para o período seguinte, entre 26 de abril e 2 de maio, a projeção indica aumento para aproximadamente 4,46 milhões de toneladas.
Os dados refletem a intensificação da logística portuária, com destaque para:
- Porto de Santos: maior volume embarcado, superando 1,4 milhão de toneladas de soja
- Paranaguá: mais de 400 mil toneladas
- Barcarena e São Luís/Itaqui: forte participação no escoamento pelo Arco Norte
Além da soja, o farelo e o milho também apresentaram movimentação relevante nos principais portos do país.
Exportações crescem em abril e reforçam tendência positiva em 2026
No acumulado mensal, abril deve registrar entre 18,0 milhões e 20 milhões de toneladas exportadas, considerando todos os produtos analisados.
Entre os destaques:
- Soja: cerca de 14,9 milhões de toneladas embarcadas
- Milho: 2,75 milhões de toneladas
- Farelo de soja: volumes mais modestos, mas com recuperação frente a meses anteriores
No acumulado do ano, o Brasil já soma mais de 41 milhões de toneladas exportadas de soja, mantendo desempenho robusto no mercado internacional.
Comparativo com 2025 mostra avanço nas exportações
Os dados da ANEC indicam crescimento relevante frente ao ano anterior, especialmente no primeiro quadrimestre:
- Janeiro: alta expressiva nos embarques
- Março e abril: consolidação do crescimento
- Fevereiro: leve recuo pontual
Em abril, o volume exportado supera em mais de 2,3 milhões de toneladas o registrado no mesmo período de 2025.
China segue como principal destino da soja brasileira
A demanda internacional permanece aquecida, com forte concentração nas compras chinesas. Entre janeiro e março de 2026:
- China: responsável por 75% das importações de soja brasileira
- Espanha e Turquia: aparecem na sequência, com participações menores
- Países asiáticos e do Oriente Médio ampliam presença
No caso do milho, os principais destinos incluem Egito, Vietnã e Irã, reforçando a diversificação dos mercados compradores.
Logística e demanda sustentam desempenho do agro
O avanço das exportações brasileiras está diretamente ligado à combinação de fatores como:
- Safra robusta
- Demanda internacional aquecida
- Eficiência logística, com maior uso de portos do Norte
A tendência é de manutenção do ritmo positivo ao longo dos próximos meses, especialmente com o avanço da comercialização da safra e a continuidade da demanda global por grãos brasileiros.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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