AGRONEGÓCIO
Chuvas irregulares e calor reduzem rendimento do trigo em Goiás
AGRONEGÓCIO
O trigo irrigado em Goiás registra produtividade média de 5.400 kg/ha, segundo o 11º Levantamento de Safra da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A área cultivada permanece em 25 mil hectares, com algumas regiões já em fase de pré-colheita, enquanto outras ainda estão no enchimento de grãos.
O levantamento destaca que lavouras irrigadas, especialmente as cultivadas sob pivô central com fornecimento adequado de água, apresentam bons resultados. Entretanto, a incidência de brusone — doença fúngica que ataca folhas e espigas — tem sido registrada em algumas áreas, embora tratamentos fitossanitários estejam apresentando respostas positivas.
Trigo de sequeiro sofre com irregularidades climáticas
A área de trigo de sequeiro em Goiás se manteve em 60 mil hectares, e a colheita já foi concluída. Os rendimentos variaram de 20 a 45 sacas por hectare, com resultados discrepantes entre produtores que plantaram cedo e aqueles que semearam tardiamente.
A Conab explica que o excesso de chuvas no início do ciclo, seguido por déficit hídrico durante o enchimento de grãos e altas temperaturas noturnas em fases críticas, comprometeu os processos fisiológicos das plantas e limitou o potencial produtivo de muitas lavouras.
Cultivares melhoradas se destacam no Cerrado goiano
O levantamento também aponta que cultivares geneticamente melhoradas para tolerância ao estresse hídrico apresentaram desempenho superior, demonstrando maior adaptabilidade às condições climáticas adversas do Cerrado goiano. Esses resultados reforçam a importância da escolha de sementes adaptadas para otimizar a produtividade diante das variações climáticas.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Circuito das Águas Paulista conquista Indicação Geográfica do café e reforça posição da Serra da Mantiqueira na produção de cafés especiais
O café produzido no Circuito das Águas Paulista, na Serra da Mantiqueira, em São Paulo, passou a contar com Indicação Geográfica (IG), reconhecimento oficial concedido pelo INPI. O registro foi publicado na última terça-feira (26) e consolida a reputação da região como uma das áreas de destaque na produção de cafés especiais no país.
A certificação foi resultado de um trabalho de articulação e acompanhamento conduzido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária, fortalecendo a valorização dos produtos ligados à origem geográfica.
Com a nova concessão, esta é a 15ª Indicação Geográfica do estado de São Paulo e a sétima relacionada diretamente ao café, ampliando a relevância paulista no mercado de produtos diferenciados.
Tradição cafeeira da Serra da Mantiqueira fortalece identidade produtiva
A produção de café na região do Circuito das Águas Paulista tem raízes históricas que remontam à segunda metade do século XIX. O desenvolvimento da atividade foi impulsionado pelo processo de colonização europeia, com forte presença de imigrantes italianos e portugueses, que contribuíram para a expansão do cultivo no território.
Atualmente, o café da região é reconhecido pela alta qualidade, resultado de fatores naturais como altitude, clima e características do solo da Serra da Mantiqueira, que favorecem o cultivo de grãos especiais com perfil sensorial diferenciado.
IG abrange nove municípios produtores
A Indicação Geográfica tem como entidade representativa a Associação dos Produtores de Cafés Especiais do Circuito das Águas Paulista (Acecap), responsável pela gestão do selo de origem e pela organização dos produtores locais.
O reconhecimento abrange os municípios de Águas de Lindóia, Amparo, Holambra, Jaguariúna, Lindóia, Monte Alegre do Sul, Pedreira, Serra Negra e Socorro, que compõem o território produtivo da IG.
Indicação Geográfica agrega valor e fortalece competitividade do café brasileiro
As Indicações Geográficas são instrumentos de propriedade intelectual que identificam produtos ou serviços com características diretamente ligadas ao território de origem. No caso do café, o selo reforça atributos como qualidade, rastreabilidade e identidade regional, ampliando o valor agregado do produto no mercado nacional e internacional.
Para o setor produtivo, o reconhecimento contribui para a diferenciação dos cafés especiais brasileiros, estimulando o turismo rural, a organização dos produtores e o fortalecimento das cadeias locais.
Com a nova certificação, o Circuito das Águas Paulista se consolida como uma das referências da cafeicultura de qualidade no estado de São Paulo e no cenário nacional.

Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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