AGRONEGÓCIO
Circuito Nelore de Qualidade 2025 avalia mais de 2.500 animais no Paraguai
AGRONEGÓCIO
A etapa do Circuito Nelore de Qualidade 2025 realizada no Paraguai, em Belén, consolidou-se como a maior já realizada no país. O evento, que aconteceu no frigorífico Minerva Foods no dia 3 de setembro, avaliou 2.557 animais de 17 pecuaristas, reforçando a importância da raça Nelore na produção de carne de qualidade na América do Sul.
Destaques da etapa paraguaia
Dos 2.557 animais avaliados:
- Machos: 1.731 não castrados e 210 castrados;
- Fêmeas: 616 avaliadas;
- Idade: 87% dos machos e 82% das fêmeas com até dois dentes incisivos permanentes (menos de 2 anos);
- Cobertura de gordura mediana: 82% dos machos e 87% das fêmeas;
- Peso médio: 19,9 arrobas para machos e 14 arrobas para fêmeas.
Segundo Luis Soljancic, presidente da Associação Paraguaia de Criadores de Nelore (APCN),
“Mais de 2.500 exemplares foram avaliados, mostrando a precocidade, peso e qualidade de carne da raça Nelore. O Circuito é um espaço de aprendizado e comparação que permite aos produtores medir seus avanços e aperfeiçoar seus sistemas produtivos.”
Eficiência da raça Nelore
Soljancic destaca a eficiência da genética e manejo:
“Os dados mostram animais jovens, com excelente cobertura de gordura e rendimento que atende aos mercados mais exigentes. Cada edição reflete a evolução constante da raça no Paraguai, fruto de genética, manejo e tecnologia aplicada.”
O dirigente ressalta ainda o impacto econômico do evento:
“Este concurso projeta a Nelore como uma referência na produção de carne de valor agregado, consolidando a raça como líder na pecuária da região.”
Premiação dos melhores lotes
- Machos
- Ouro: Agroganadera Primavera S/A – Ganadera Primavera (Pedro Juan Caballero/Amambay)
- Prata: Luis Fernando Soljancic Vargas – Estância Novillo Moroti (Tacuati/San Pedro)
- Bronze: Ganadera La Celestina S/A – Estância Ypoti (Horqueta/Concepción)
- Fêmeas
- Ouro: Ganadera La Celestina S/A – Estância Ypoti (Horqueta/Concepción)
- Prata: Luis Fernando Soljancic Vargas – Estância Novillo Moroti (Tacuati/San Pedro)
- Bronze: Agropecuária Industrial Forestal Central del Paraguay (Estância Pa’i Kuara)
Circuito Nelore de Qualidade: referência internacional
O Circuito Nelore de Qualidade, promovido pela Associação dos Criadores de Nelore do Brasil (ACNB) desde 1999, avalia carcaças de bovinos e fortalece a genética Nelore, contribuindo para a evolução da raça e seu posicionamento no mercado de carne de qualidade.
A iniciativa é apoiada por importantes frigoríficos e empresas do setor: Friboi, Frisa, Cooperfrigu, Fribal, Masterboi e Matsuda Sementes e Nutrição Animal. Em outros países da América Latina, como Bolívia e Paraguai, o Circuito é realizado em parceria com Asocebu e Minerva Foods, consolidando-se como o maior campeonato de avaliação de carcaças de bovinos do mundo.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Chuva forte pode atrasar plantio e colheitas no Centro-Sul
A semana começa com chuva em importantes regiões agrícolas do Brasil e efeitos distintos sobre o calendário das lavouras. A partir deste domingo (04.10), as instabilidades atingem áreas do Centro-Oeste, Sudeste e Sul, além de partes do Norte e do Nordeste. Para quem inicia a safra de verão, a água ajuda a recuperar a umidade necessária à semeadura. Onde o solo já está saturado, porém, novos episódios de chuva podem paralisar máquinas, atrasar o plantio e dificultar a retirada dos grãos ainda no campo.
Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o início da semana terá condições para tempestades, com rajadas de vento e possibilidade de granizo em algumas áreas. A intensidade e a distribuição das precipitações variam entre as regiões, exigindo decisões conforme a situação de cada propriedade.
No Centro-Oeste, há previsão de chuva neste domingo em Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal e Mato Grosso do Sul, com intensificação das instabilidades na segunda-feira, 5. O sul de Mato Grosso do Sul está entre as áreas sob maior atenção para temporais.
A chegada da água ocorre em momento decisivo para a soja. No acompanhamento divulgado em 28 de setembro, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) informou que as chuvas haviam permitido ampliar a semeadura em áreas de Mato Grosso que dependem das precipitações. Em Mato Grosso do Sul, a implantação também começava a avançar, enquanto Goiás registrava operações pontuais, principalmente sob irrigação.
O desafio para o produtor é aproveitar a umidade sem antecipar a entrada das máquinas em terrenos sem condições de tráfego. Chuvas concentradas podem interromper a semeadura e os tratamentos das lavouras. A persistência da água no solo, por sua vez, precisa ser observada antes de retomar as operações.
No Sudeste, as instabilidades alcançam São Paulo, áreas de Minas Gerais e Rio de Janeiro no começo da semana. No Espírito Santo, a previsão aponta precipitações mais isoladas. A chuva pode beneficiar a implantação das culturas de verão, mas exige atenção onde ainda há colheitas.
Em São Paulo, a Conab já registrava dificuldades para a entrada de colhedoras em áreas de milho por causa do encharcamento. Também apontava danos à qualidade do trigo em maturação e colheita. Novas precipitações podem prolongar essas interrupções nas propriedades afetadas.
A situação do milho safrinha, contudo, deve ser dimensionada: 99,5% da área acompanhada pela companhia estava colhida no levantamento de 28 de setembro. Os trabalhos restantes se concentravam em São Paulo e no Paraná. Nos principais polos do Centro-Oeste, a retirada do cereal já havia terminado.
No Sul, os cuidados se dividem entre a implantação da nova safra e as lavouras de inverno. Santa Catarina e partes do Rio Grande do Sul também têm previsão de chuva e trovoadas. O excesso de umidade já havia reduzido o ritmo do plantio de milho e interrompido operações de semeadura do arroz em áreas gaúchas.
O trigo permanece vulnerável. Além de dificultar a colheita, períodos úmidos favorecem doenças e podem comprometer a qualidade dos grãos. Em Santa Catarina, o monitoramento da Conab destacava a pressão de doenças nas lavouras; no Rio Grande do Sul, havia preocupação com os efeitos das chuvas sobre áreas em fase reprodutiva.
No Norte, as pancadas atingem áreas do Amazonas, Rondônia e Tocantins. No Nordeste, a chuva é mais localizada, com possibilidade de precipitações no oeste da Bahia e em partes do Maranhão e do Piauí, enquanto setores do interior permanecem com tempo firme.
Para a região agrícola formada por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, a regularidade das precipitações continua decisiva. O boletim de setembro da Conab mostrou que as primeiras chuvas haviam sido insuficientes para recompor a água no solo e permitir o plantio na maioria das áreas sem irrigação. Já o milho de terceira safra apresenta situações diferentes: no oeste baiano, áreas irrigadas tiveram bons resultados, enquanto a estiagem comprometeu lavouras no Nordeste da Bahia.
O planejamento da semana dependerá, portanto, da combinação entre previsão local, umidade do terreno e estágio da cultura. Onde falta água, a chuva pode abrir a oportunidade de plantar. Onde ela já sobra, preservar o solo e esperar condições adequadas para as máquinas será determinante para evitar novos prejuízos.
Fonte: Pensar Agro
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