AGRONEGÓCIO
IBGE prevê safra recorde de 345,9 milhões de toneladas em 2025 e queda de 3% para 2026
AGRONEGÓCIO
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou em novembro nova estimativa para a safra de grãos 2025, prevendo 345,9 milhões de toneladas — um aumento de 18,2% em relação a 2024, equivalente a 53,2 milhões de toneladas a mais. O volume também representa leve alta de 0,1% sobre o levantamento de outubro, com acréscimo de 313,7 mil toneladas.
A área colhida deve chegar a 81,5 milhões de hectares, crescimento de 3,1% frente ao ciclo anterior. Arroz, milho e soja continuam liderando a produção nacional, representando 92,5% do total produzido e 87,9% da área colhida.
Crescimento nas principais culturas
Entre os destaques, o IBGE aponta aumento na área de:
- Algodão herbáceo (+5,8%);
- Arroz em casca (+10,9%);
- Soja (+3,6%);
- Milho total (+4,2%, com queda de 5,7% na 1ª safra e alta de 7% na 2ª);
- Sorgo (+16,0%).
- Houve retrações no feijão (-7,0%) e no trigo (-18,6%).
Em relação à produção, os maiores avanços foram registrados no milho (+23,5%), soja (+14,5%), arroz (+18,8%), algodão (+11,5%) e sorgo (+35,4%).
Safra de 2026 deve recuar 3%, mas soja segue em alta
Para 2026, o IBGE projeta uma produção total de 335,7 milhões de toneladas, o que representa queda de 3,0% em comparação com 2025 — cerca de 10,2 milhões de toneladas a menos.
A retração é explicada, principalmente, pela redução nas estimativas de:
- Milho (-6,8%), com queda de 9,7% na 2ª safra;
- Sorgo (-14,6%);
- Arroz (-8,0%);
- Algodão (-11,6%);
- Trigo (-4,0%);
- Feijão 1ª safra (-3,5%).
A soja deve continuar em alta, com produção estimada em 167,6 milhões de toneladas, crescimento de 1,0% e novo recorde histórico.
Regiões e estados líderes na produção de grãos
A produção nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas deve crescer em todas as regiões em 2025:
- Centro-Oeste: +23,6%;
- Sul: +10,3%;
- Sudeste: +19,5%;
- Nordeste: +7,7%;
- Norte: +21,9%.
O Mato Grosso se mantém como o maior produtor nacional, com 32% da produção, seguido por Paraná (13,5%), Goiás (11,2%), Rio Grande do Sul (9,4%), Mato Grosso do Sul (8,1%) e Minas Gerais (5,5%). Juntos, esses estados somam 79,7% da produção total.
Soja e milho puxam a alta em 2025
A produção de soja deve atingir 166 milhões de toneladas, impulsionada por clima favorável e expansão de área, com destaque para o Mato Grosso, que colheu 50,2 milhões de toneladas, seguido por Paraná (21,4 milhões) e Goiás (20,2 milhões).
O milho também registra crescimento expressivo, com 141,6 milhões de toneladas previstas — alta de 23,5% em relação a 2024, e recorde histórico. A 2ª safra lidera o avanço, alcançando 115,9 milhões de toneladas, beneficiada pelo clima favorável no Centro-Oeste.
Algodão, trigo e sorgo registram recordes parciais
O algodão herbáceo deve alcançar 9,9 milhões de toneladas em 2025, aumento de 11,5% sobre o ano anterior e novo recorde da série histórica do IBGE. O Mato Grosso concentra 72,6% da produção nacional.
Já a produção de trigo foi estimada em 7,9 milhões de toneladas, com alta de 5,1% sobre 2024, enquanto o sorgo avança 35,4%, totalizando 5,4 milhões de toneladas.
Feijão e arroz registram retração em 2025
A produção total de feijão deve atingir 3,0 milhões de toneladas, redução de 3,0% em relação a 2024, com destaque negativo para o Nordeste, afetado por estiagens e perdas de produtividade. O arroz, por sua vez, tem estimativa de 12,6 milhões de toneladas, crescimento de 18,8% frente a 2024, impulsionado pela recuperação de áreas irrigadas no Sul.
Prognóstico para 2026: ajustes e desafios climáticos
Para 2026, a área colhida deve alcançar 82,3 milhões de hectares, com leve alta de 0,9%. No entanto, a expectativa é de recuo em culturas como arroz, algodão e sorgo, reflexo de menor rentabilidade e incertezas climáticas.
Mesmo com a previsão de queda na produção geral, o IBGE destaca que a soja e o milho de 1ª safra devem sustentar o desempenho do setor, mantendo o Brasil entre os maiores produtores agrícolas do mundo.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Dia do Boi: Brasil lidera produção mundial de carne bovina em 2026 e reforça protagonismo no agro
Avanço da produção, crescimento do rebanho e papel estratégico da carne bovina na alimentação colocam o Brasil no centro do mercado global, com atenção à saúde e ao consumo equilibrado.
Brasil assume liderança global na produção de carne bovina
Celebrado em 24 de abril, o Dia do Boi marca um momento histórico para o agronegócio brasileiro. O país consolidou sua posição como maior produtor mundial de carne bovina em 2025, superando os Estados Unidos e reforçando sua relevância no cenário global.
Dados recentes apontam que a produção nacional atingiu 11,1 milhões de toneladas em abates fiscalizados, crescimento de 7,2% em relação a 2024, segundo o IBGE. Quando considerados os abates informais, o volume total chega a 12,3 milhões de toneladas, conforme estimativas do setor.
Pecuária brasileira cresce com força e amplia presença nacional
A força da pecuária se distribui por todo o território nacional, com destaque para o Mato Grosso, que mantém a liderança com cerca de 14,4% do rebanho brasileiro.
Outros estados, como Bahia, Pará e Tocantins, também registram crescimento expressivo no número de animais, ampliando a base produtiva e fortalecendo a cadeia da carne bovina no país.
Consumo interno segue elevado no Brasil
No mercado doméstico, a carne bovina continua sendo um dos principais itens da dieta do brasileiro. O consumo médio anual gira em torno de 30 quilos por pessoa, segundo a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec).
Esse patamar reforça a importância da proteína animal tanto para a alimentação quanto para a economia nacional, movimentando toda a cadeia produtiva.
Consumo equilibrado é essencial para a saúde
Especialistas destacam que, apesar dos benefícios nutricionais, o consumo de carne vermelha deve ser feito com moderação, especialmente por grupos específicos.
A recomendação geral indica ingestão semanal entre 350 e 500 gramas de carne vermelha já preparada, o equivalente a duas a três porções.
Pessoas com risco cardiovascular, histórico de câncer colorretal, doenças renais ou condições metabólicas devem ter atenção redobrada, priorizando cortes magros e evitando o consumo excessivo.
Escolha de cortes influencia qualidade da dieta
A diferença entre os cortes está diretamente relacionada ao teor de gordura e ao valor calórico.
Cortes magros como patinho, coxão mole, lagarto, músculo e filé mignon são mais indicados para o consumo frequente. Já opções com maior teor de gordura, como picanha, costela e cupim, devem ser consumidas com menor frequência.
Além disso, práticas como retirar a gordura aparente, evitar frituras e reduzir o consumo de carnes muito tostadas contribuem para uma alimentação mais saudável.
Benefícios nutricionais reforçam importância da carne bovina
Quando consumida de forma equilibrada, a carne bovina pode trazer benefícios relevantes para a saúde. Entre os principais destaques estão:
- Proteína de alto valor biológico, essencial para manutenção e ganho de massa muscular
- Fonte de ferro heme, com alta absorção pelo organismo
- Rica em vitamina B12, importante para o sistema nervoso
- Presença de zinco, que contribui para a imunidade
- Aporte de nutrientes essenciais, especialmente em dietas com alimentos de origem animal
Especialistas reforçam que não existe um único padrão alimentar ideal, e que a dieta deve ser individualizada, considerando necessidades, estilo de vida e preferências de cada pessoa.
Conclusão: liderança global e consumo consciente caminham juntos
O avanço da produção de carne bovina coloca o Brasil em posição de destaque no cenário global do agronegócio, consolidando a força da pecuária nacional.
Ao mesmo tempo, o equilíbrio entre produção, consumo e saúde se torna cada vez mais relevante, reforçando a importância de práticas sustentáveis e de uma alimentação consciente para garantir o futuro do setor.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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