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BRF alcança recorde histórico no 1º semestre de 2025 com lucro líquido de R$ 1,9 bilhão

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A BRF, dona das marcas Sadia, Perdigão, Qualy e Banvit, registrou o melhor primeiro semestre de sua história em 2025, com EBITDA de R$ 5,3 bilhões — 11% acima do registrado em 2024 — e lucro líquido de R$ 1,9 bilhão, alta de 14% em relação ao mesmo período do ano passado.

No 2º trimestre, a companhia registrou receita líquida de R$ 15,4 bilhões, crescimento de 3% na comparação anual. O EBITDA ajustado foi de R$ 2,5 bilhões, e o lucro líquido atingiu R$ 735 milhões. O fluxo de caixa livre alcançou R$ 842 milhões, enquanto o índice de alavancagem caiu para o menor nível histórico, 0,43x.

BRF+ impulsiona eficiência operacional e redução de custos

O programa BRF+, voltado à eficiência operacional, contribuiu para os resultados do trimestre, com R$ 208 milhões capturados por meio de otimização de processos industriais e gestão de custos.

Segundo o CEO Miguel Gularte, os resultados refletem a capacidade de reação e resiliência da empresa.

“Nosso foco em eficiência nos permitiu alcançar resultados consistentes, mesmo em cenário adverso, como restrições nas exportações de frango”, destacou.

Crescimento no mercado interno impulsionado por produtos de valor agregado

No Brasil, a BRF registrou crescimento de 6% no volume de vendas, com destaque para o segmento de processados, atingindo maior volume já comercializado em um 2º trimestre da história da empresa.

  • Receita líquida: R$ 8,1 bilhões
  • EBITDA: R$ 1,3 bilhão
  • Margem EBITDA: 16,4%
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O avanço foi impulsionado pela expansão da base de clientes, atualmente com mais de 330 mil pontos de venda, e manutenção de altos níveis de serviço logístico e capilaridade no mercado interno.

A empresa também investiu em novos produtos:

  • Salsicha Pop Dog Sadia com carne bovina
  • Entrada da Perdigão na categoria de lanches prontos
  • Expansão do portfólio de hambúrgueres Sadia/Bassi e Perdigão/Montana
Diversificação internacional e competitividade de preços

No mercado externo, a estratégia de diversificação geográfica permitiu à BRF manter preços competitivos, com EBITDA ajustado de R$ 1,2 bilhão e margem de 17,3%.

Durante o trimestre:

  • 11 novas habilitações para exportação (destacando Argentina e Canadá)
  • Total de habilitações desde 2022: 198

No segmento Halal, a empresa avançou em processados, ganhando 1,4 ponto percentual de market share nos países do GCC. Em julho, lançou Sadia Fresh, frango resfriado na Arábia Saudita, em parceria com a Addoha Poultry Company.

Endividamento reduzido e geração de caixa sustentável

O endividamento da BRF recuou para R$ 4,7 bilhões, enquanto a alavancagem ficou em 0,43x, menor nível histórico da companhia. O fluxo de caixa livre segue sustentando planos de crescimento global de forma sustentável, conforme destacou Fábio Mariano, vice-presidente de Finanças e Relações com Investidores.

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Sustentabilidade e valorização de talentos

A BRF reforçou compromissos com práticas responsáveis e sustentabilidade:

  • Reconhecimento na “A List 2024” do CDP por gestão de emissões de gases de efeito estufa
  • Campanha de voluntariado “Educação para o Futuro” beneficiando mais de 5 mil pessoas
  • Mais de 70% das vagas de liderança preenchidas por colaboradores internos nos últimos 12 meses

Gularte concluiu:

“Esses resultados demonstram nossa trajetória consistente de eficiência e geração de valor. Seguimos focados na excelência operacional, crescimento sustentável e compromisso com qualidade, segurança e integridade em tudo o que fazemos.”

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Plano Brasil Soberano: Governo amplia crédito para fertilizantes

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Fabricantes de fertilizantes, produtores de matérias-primas intermediárias e mineradoras que abastecem o setor poderão contratar capital de giro pelo Plano Brasil Soberano. A mudança amplia o alcance do programa e procura dar fôlego financeiro a uma cadeia considerada estratégica para o agronegócio brasileiro.

Projetos industriais e tecnológicos ligados ao beneficiamento, refino e transformação de minerais críticos e estratégicos também terão acesso a recursos com custo reduzido. O encargo da fonte de financiamento caiu para 3% ao ano, ante percentuais que chegavam a 8% na aquisição de máquinas e equipamentos e a 6,5% em determinados investimentos.

A decisão foi tomada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) em reunião extraordinária realizada no fim de agosto. O colegiado também prorrogou por 12 meses o prazo para apresentação dos pedidos de financiamento ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). As empresas elegíveis poderão protocolar as solicitações até 31 de dezembro de 2027.

Para o produtor rural, o efeito não será direto. As linhas são destinadas às empresas que produzem, processam ou fornecem insumos para a fabricação de adubos. O objetivo é melhorar as condições financeiras da indústria e reduzir riscos de interrupção no abastecimento do campo.

A inclusão do capital de giro atende a uma característica do setor. Muitas empresas precisam pagar antecipadamente pelas matérias-primas importadas, arcar com frete, armazenagem e processamento e somente depois receber pelas vendas realizadas aos produtores ou distribuidores.

Esse intervalo exige grande disponibilidade de caixa. Quando o crédito fica caro ou escasso, as empresas podem reduzir compras, estoques e produção. A consequência chega às propriedades na forma de menor oferta, dificuldade para programar entregas e maior exposição às oscilações de preços.

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Antes da mudança, as empresas da cadeia de fertilizantes podiam recorrer ao Plano Brasil Soberano principalmente para comprar máquinas ou executar projetos de investimento. Agora, os recursos também poderão financiar despesas necessárias ao funcionamento diário das operações.

A medida ganha importância porque o Brasil importa mais de 80% dos fertilizantes que utiliza. Essa dependência deixa a produção agrícola vulnerável ao câmbio, às cotações internacionais, aos custos marítimos e a conflitos capazes de interromper rotas ou restringir a oferta mundial.

O país responde por cerca de 8% do consumo global de fertilizantes e ocupa a quarta posição entre os maiores consumidores. Soja, milho e cana-de-açúcar representam mais de 73% da demanda nacional, o que transforma o insumo em um componente decisivo dos custos das principais cadeias agrícolas.

O crédito mais barato para minerais estratégicos procura estimular investimentos em etapas que ainda são pouco desenvolvidas no Brasil. O país possui reservas minerais importantes, mas parte do material extraído é exportada sem processamento ou não chega a ser transformada internamente nos produtos necessários à agricultura.

Ao apoiar o beneficiamento, o refino e a transformação dentro do país, o governo tenta ampliar a capacidade industrial e diminuir a dependência de produtos acabados vindos do exterior. O resultado, entretanto, dependerá da execução dos projetos, que podem exigir licenciamento, infraestrutura, tecnologia e vários anos até o início da produção.

O percentual de 3% ao ano não representa necessariamente a taxa final que será paga pelas empresas. Ele corresponde ao custo da fonte de recursos e já considera a remuneração do BNDES. Nas operações indiretas, realizadas por bancos credenciados, ainda podem existir encargos do agente financeiro e custos relacionados ao risco do tomador.

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Por isso, a medida também não garante uma queda imediata no preço do fertilizante vendido ao agricultor. As cotações continuarão sujeitas ao câmbio, aos preços internacionais, ao frete, à oferta mundial de nutrientes e à demanda no período de plantio.

O ganho mais provável no curto prazo é a melhora das condições para que fabricantes e fornecedores mantenham estoques e cumpram contratos. No longo prazo, se os investimentos aumentarem a produção e o processamento de matérias-primas no Brasil, o setor poderá reduzir a exposição a crises externas e ganhar maior previsibilidade.

O acesso às linhas será restrito aos segmentos definidos conjuntamente pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) e pelo Ministério da Fazenda. A relação de atividades autorizadas consta das portarias que regulamentam o Plano Brasil Soberano.

Criado para apoiar empresas afetadas pelo aumento das tarifas norte-americanas e pela instabilidade do comércio internacional, o programa passa a alcançar uma cadeia diretamente ligada à segurança produtiva do país. Para o campo, o efeito concreto será medido pela capacidade da política de ampliar a oferta interna, evitar falta de insumos e reduzir a dependência que hoje transforma qualquer crise internacional em custo adicional dentro da porteira.

Fonte: Pensar Agro

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