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Citricultores paulistas têm até 15 de janeiro para entregar relatório obrigatório sobre Cancro Cítrico e Greening

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A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo (SAA), por meio da Defesa Agropecuária, alerta os produtores de citros sobre o prazo para o envio do Relatório Cancro/HLB (Greening), que se encerra em 15 de janeiro de 2026.

O documento deve ser encaminhado pelo sistema GEDAVE (Gestão de Defesa Animal e Vegetal) e deve conter os resultados das vistorias trimestrais realizadas entre 1º de julho e 31 de dezembro de 2025, contemplando todas as plantas cítricas da propriedade.

Relatório orienta ações de defesa e políticas públicas

Segundo a engenheira agrônoma Veridiana Zocoler, gerente do Programa Estadual de Sanidade dos Citros, as informações do relatório são fundamentais para direcionar as ações de defesa fitossanitária e subsidiar políticas públicas voltadas à sustentabilidade sanitária do agronegócio paulista.

“As informações contidas no relatório são necessárias para orientar as ações de Defesa Agropecuária e balizar as políticas públicas do Estado, sempre pensando em garantir a sustentabilidade sanitária do agronegócio paulista”, destacou Zocoler.

Normas e obrigações do programa nacional

O Programa Nacional de Prevenção e Controle ao HLB (PNCHLB) foi instituído pela Portaria MAPA nº 1.326, de 4 de julho de 2025, com o objetivo de padronizar as medidas de prevenção e controle da doença em todo o país.

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Em São Paulo, as ações seguem a Resolução SAA nº 88, de 7 de dezembro de 2021, que determina a eliminação obrigatória de plantas sintomáticas em pomares com até oito anos de idade e o monitoramento do psilídeo-vetor (Diaphorina citri) em todos os pomares, independentemente da idade das plantas.

A entrega do relatório é obrigatória para todos os citricultores paulistas. O atraso ou a não entrega pode resultar em sanções previstas no Decreto Estadual nº 45.211, de 19 de setembro de 2000.

Cancro cítrico: ameaça controlada com manejo e vigilância

O Cancro Cítrico é causado pela bactéria Xanthomonas citri pv. citri, que afeta todas as espécies e variedades de citros, provocando lesões em folhas, frutos e ramos. Em casos mais severos, a doença pode causar desfolha e queda de frutos, comprometendo a produção.

Desde 2017, o estado de São Paulo é reconhecido como área sob Sistema de Mitigação de Risco (SMR) para o Cancro Cítrico, conforme a Resolução MAPA nº 4, de 22 de março daquele ano.

Esse reconhecimento permite a adoção de medidas fitossanitárias específicas que reduzem o risco de disseminação da doença, garantindo a comercialização de frutos sadios tanto no mercado interno quanto no internacional.

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Greening: principal ameaça à citricultura mundial

O HLB (Greening), por sua vez, é causado pela bactéria Candidatus Liberibacter spp. e transmitido pelo inseto psilídeo (Diaphorina citri). A doença não tem cura e afeta todas as plantas cítricas, tornando-as fontes permanentes de contaminação.

O Greening é considerado a mais grave ameaça à citricultura global, pois compromete seriamente a produtividade e a qualidade dos frutos, exigindo monitoramento constante e eliminação imediata de plantas infectadas.

Compromisso com a sanidade e a competitividade

O cumprimento das exigências fitossanitárias e o envio do relatório no prazo são medidas essenciais para preservar a sanidade dos pomares paulistas e manter a competitividade da citricultura brasileira nos mercados nacional e internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Guerra no Oriente Médio pode elevar custos no campo e pressionar inflação dos alimentos no Brasil

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As tensões geopolíticas no Oriente Médio voltaram a acender um alerta para o agronegócio global. Um estudo divulgado pelo Rabobank aponta que o prolongamento do conflito na região, aliado ao fechamento do Estreito de Ormuz — uma das principais rotas mundiais de transporte de petróleo — pode provocar aumento dos custos de produção agropecuária e pressionar a inflação dos alimentos no Brasil ao longo de 2026 e 2027.

Segundo a análise, o choque nos mercados de energia já está elevando os preços internacionais do petróleo e do gás natural, criando uma cadeia de impactos que alcança combustíveis, fertilizantes, transporte e logística agrícola.

Petróleo mais caro aumenta custos da produção rural

O relatório destaca que a valorização das commodities energéticas tem efeito direto sobre a atividade agropecuária. O diesel, principal combustível utilizado nas operações agrícolas e no transporte de cargas, tende a registrar alta de preços, elevando os custos desde o plantio até a distribuição dos alimentos.

Além disso, a produção mundial de fertilizantes depende fortemente de gás natural e derivados de petróleo. Com a elevação dos preços desses insumos, a tendência é de aumento nos gastos dos produtores rurais em diversas culturas.

De acordo com as projeções do Rabobank, o Índice de Commodities do Banco Central para Energia (IC-Br Energia) deverá encerrar 2026 com avanço de 41,6% na comparação anual, refletindo a disparada dos preços energéticos observada após a escalada do conflito.

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Agro sente impacto de forma gradual

Diferentemente do mercado de energia, onde os reflexos são imediatos, os efeitos sobre as commodities agrícolas costumam ocorrer de forma mais lenta.

O estudo avalia que os custos mais elevados de energia, frete, fertilizantes e logística devem ser gradualmente incorporados aos preços agrícolas. Como consequência, o Índice de Commodities Agropecuárias (IC-Br Agro) deve voltar a registrar valorização nos próximos meses.

A expectativa é que o indicador feche 2026 com crescimento de 8,8%, sinalizando um ambiente de custos mais elevados para a cadeia produtiva.

Outro fator de preocupação é a possibilidade de ocorrência de um fenômeno El Niño de forte intensidade, cenário que pode provocar alterações climáticas relevantes em importantes regiões produtoras, afetando produtividade e disponibilidade de alimentos.

Inflação dos alimentos pode ganhar força

O levantamento mostra que os alimentos in natura deverão ser os mais sensíveis aos efeitos do choque externo.

Frutas, hortaliças, legumes e outros produtos frescos costumam reagir rapidamente ao aumento dos custos de transporte, combustíveis e insumos agrícolas. Por isso, a projeção é que a inflação desse grupo alcance 9,6% ao final de 2026 e ultrapasse 10% em 2027.

Nos alimentos semielaborados e industrializados, o repasse tende a ocorrer de forma mais gradual. Estoques, contratos de fornecimento e maior diversificação de custos ajudam a amortecer os impactos iniciais da alta das commodities e da energia.

Mesmo assim, os analistas observam que o aumento dos custos deverá atingir toda a cadeia alimentícia ao longo dos próximos trimestres.

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Alimentação no domicílio deve permanecer pressionada

Após um período de desaceleração observado no início de 2026, a inflação dos alimentos consumidos dentro de casa pode voltar a acelerar.

As projeções indicam que a inflação de alimentação no domicílio deverá encerrar 2026 próxima de 6,1%, permanecendo acima dos níveis considerados confortáveis para o controle inflacionário.

Embora o índice deva apresentar desaceleração em 2027, os preços continuarão refletindo os efeitos acumulados da alta dos custos energéticos, das despesas logísticas e dos insumos agrícolas.

Agronegócio acompanha cenário com atenção

Especialistas destacam que o atual cenário reforça a importância do monitoramento dos mercados internacionais pelo setor agropecuário brasileiro.

O Oriente Médio ocupa posição estratégica no abastecimento global de petróleo e fertilizantes. Qualquer interrupção prolongada nos fluxos comerciais pode gerar volatilidade nos preços e afetar diretamente a competitividade do agronegócio.

Para produtores rurais, cooperativas, tradings e indústrias de alimentos, o principal desafio será administrar o aumento dos custos de produção em um ambiente marcado por incertezas geopolíticas, oscilações climáticas e maior volatilidade dos mercados globais.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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