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Citrosuco testa biometano em frota de caminhões e mira redução de CO2

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A Citrosuco, uma das maiores produtoras de sucos de laranja e ingredientes cítricos do mundo, inicia um projeto-piloto para utilização de biometano em parte de sua frota de caminhões pesados. A iniciativa integra o conjunto de ações da empresa voltadas à descarbonização da cadeia logística, alinhadas aos Compromissos ESG 2030 da companhia.

Biometano: combustível renovável com alto potencial de redução de emissões

O biometano é um gás natural renovável capaz de reduzir até 99% das emissões de CO2 quando comparado a combustíveis fósseis. No projeto da Citrosuco, três caminhões equipados com sistema de propulsão a gás percorrerão rotas de até 500 km por abastecimento completo de biometano.

Durante os três meses de testes, os veículos serão empregados em trajetos entre fábricas e fazendas da Citrosuco nas regiões de Matão e Araras (SP), além de rotas até o terminal portuário em Santos (SP). A previsão é que sejam evitadas até 80 toneladas de emissões de CO2 ao longo do período experimental.

Parceria estratégica com transportadoras para coleta de dados

Orlando Nastri, Head de ESG da Citrosuco, destaca que a iniciativa reforça o compromisso da empresa com eficiência, inovação e sustentabilidade:

“Ao iniciar os testes com biometano, que tem origem 100% renovável, reafirmamos nosso compromisso de gerar impacto positivo para a sociedade e para o planeta.”

O projeto é resultado da parceria com as transportadoras Camargo e LZN, responsáveis pela operação dos caminhões e pela coleta de dados durante a fase de testes, explica Mariana Marques Barreiro, Coordenadora de Logística da Citrosuco.

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Biometano e a economia verde no Brasil

Estudos do setor sucroenergético indicam que o Brasil importa mais de 30% do gás natural fóssil consumido. A substituição gradual por biometano poderia reduzir a dependência de combustíveis fósseis importados, fortalecer a matriz energética nacional e impulsionar a economia de baixo carbono.

Com políticas de incentivo adequadas, o país tem potencial para se consolidar como referência global em energias renováveis, com destaque para o Estado de São Paulo, região com alto potencial de produção e consumo de biometano.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

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Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

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O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

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Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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