AGRONEGÓCIO
Cocari fortalece atuação em nutrição animal com tecnologia e inovação industrial
AGRONEGÓCIO
O Complexo de Nutrição Animal da Cocari, localizado em Mandaguari (PR), é hoje uma das principais unidades industriais da cooperativa e um referencial nacional em qualidade e tecnologia na fabricação de rações. Com mais de 40 anos de atuação, a unidade atende diferentes segmentos da pecuária e do mercado pet, unindo inovação, segurança alimentar e proximidade com os cooperados e clientes.
Controle de qualidade rigoroso garante excelência na produção
De acordo com João Paulo Rossato, do setor de Nutrição Animal da Cocari, o rigor nos processos de controle de qualidade é um dos pilares que sustentam a credibilidade da marca.
“Temos um controle de qualidade bastante criterioso, com laboratório próprio para análises de matérias-primas e produtos acabados, o que garante segurança e confiabilidade em tudo o que é produzido”, explica Rossato.
O laboratório da cooperativa realiza análises constantes, assegurando padrões nutricionais elevados e rastreabilidade total, desde a seleção de insumos até o produto final entregue ao consumidor.
Portfólio diversificado atende múltiplos segmentos da pecuária e mercado pet
O portfólio do Complexo de Nutrição Animal abrange rações e suplementos para bovinos de corte e leite, aves, suínos, equinos, peixes e animais de companhia.
As formulações são desenvolvidas com base em critérios técnicos de desempenho zootécnico, sanidade e eficiência produtiva, acompanhando as necessidades específicas de cada sistema de produção.
“Esse portfólio diversificado permite atender desde o produtor rural até o mercado de nutrição pet, que cresce de forma consistente e exige cada vez mais qualidade nutricional”, ressalta Rossato.
Integração entre indústria, assistência técnica e logística é diferencial competitivo
A Cocari se diferencia no mercado pela integração entre indústria, consultoria técnica e logística, o que fortalece a relação direta com cooperados e clientes.
Essa estrutura permite atendimento personalizado, acompanhamento técnico no campo e melhores resultados produtivos.
Segundo Rossato, a cooperativa investe continuamente em inovação e aprimoramento dos processos industriais, acompanhando a evolução das demandas do setor.
“A indústria está sempre alinhada às necessidades dos cooperados e às tendências de mercado, buscando soluções mais eficientes e sustentáveis”, afirma o técnico.
Reformulação da linha pet reforça compromisso com qualidade e bem-estar animal
Entre as principais novidades, o Complexo de Nutrição Animal da Cocari passa por uma atualização completa de sua linha de produtos pet, com melhoria nas formulações, foco em qualidade nutricional e adequação às novas exigências dos tutores.
A modernização atende à crescente demanda do mercado de nutrição animal de pequeno porte, que tem se tornado um dos segmentos mais dinâmicos do agronegócio brasileiro.
“Essa atualização reflete o compromisso da Cocari em evoluir junto com o mercado, oferecendo produtos mais completos, seguros e alinhados às expectativas dos consumidores”, destaca Rossato.
Inovação e tradição caminham juntas
Com mais de quatro décadas de experiência, o Complexo de Nutrição Animal da Cocari reforça sua posição de destaque no cenário agroindustrial brasileiro, aliando tradição cooperativista e tecnologia de ponta.
O modelo de gestão integrado e a busca por soluções nutricionais eficientes e sustentáveis seguem fortalecendo o papel da cooperativa na cadeia produtiva do agronegócio.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Exportação recorde não impede queda do frango vivo no mercado interno
O Brasil caminha para estabelecer um novo recorde nas exportações de carne de frango em 2026, mas o avanço das vendas externas ainda não foi suficiente para absorver o aumento da oferta. Com mais animais prontos para o abate, os preços do frango vivo recuaram em algumas das principais regiões produtoras, enquanto as cotações dos cortes permaneceram praticamente estáveis no atacado.
A pressão ocorre em uma cadeia que produziu 15,3 milhões de toneladas de carne de frango em 2025 e faturou cerca de R$ 50 bilhões somente com exportações, considerando a receita de R$ 9,8 bilhões convertida pelo câmbio de R$ 5,10. O Brasil ocupa a terceira posição entre os maiores produtores mundiais e lidera o comércio internacional da proteína.
No ano passado, o país exportou o volume recorde de 5,324 milhões de toneladas. Para 2026, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) projeta embarques de até 5,5 milhões de toneladas, além de uma produção próxima de 15,6 milhões de toneladas. A disponibilidade no mercado interno pode alcançar 10,1 milhões de toneladas.
O avanço da oferta já aparece nos abates. No primeiro trimestre deste ano, o peso das carcaças chegou a 3,73 milhões de toneladas, crescimento de 6,9% em relação ao mesmo período de 2025, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O Paraná respondeu por 35% da produção, seguido por Santa Catarina, Rio Grande do Sul e São Paulo.
A ampliação dos abates ajuda a explicar por que os preços não acompanham o desempenho das exportações. A demanda internacional segue aquecida, mas o mercado doméstico precisa absorver cerca de dois terços de toda a carne produzida no país. O consumo estimado para 2026 é de 47,3 quilos por habitante, um dos maiores do mundo, mas ainda insuficiente para provocar uma reação mais forte diante da oferta atual.
Levantamento mostra que o frango vivo foi negociado a R$ 5,20 por quilo em São Paulo. No oeste do Paraná, a referência ficou em R$ 4,60. Goiás e Mato Grosso do Sul registraram queda de R$ 4,65 para R$ 4,55, enquanto Minas Gerais e Distrito Federal passaram de R$ 4,70 para R$ 4,60 por quilo.
No Sul, as referências ficaram em R$ 4,75 no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. Os preços mais elevados continuam concentrados no Nordeste e no Norte, variando de R$ 6,80 no Ceará a R$ 7,20 no Pará. As diferenças refletem custos logísticos, disponibilidade regional de aves e características próprias de cada mercado.
No atacado paulista, o peito congelado permaneceu em R$ 8,50 por quilo, a coxa em R$ 6,90 e a asa em R$ 11. Os cortes resfriados foram negociados por R$ 8,60, R$ 7 e R$ 11,10, respectivamente. A estabilidade, porém, não representa recuperação, porque as indústrias encontram dificuldade para elevar os preços diante da quantidade de carne disponível.
O principal instrumento para ajustar o mercado é o controle dos alojamentos. O termo corresponde ao número de pintinhos de um dia colocados nas granjas para engorda. Como as aves chegam ao peso de abate em aproximadamente 40 a 45 dias, um alojamento elevado hoje se transforma em maior oferta de carne poucas semanas depois.
A redução dos lotes permite diminuir gradualmente a quantidade de animais disponíveis e recuperar o equilíbrio entre produção, consumo e exportações. O ajuste precisa ser planejado porque uma redução excessiva também pode provocar falta de produto e aumento repentino dos preços no futuro.
A pressão não alcança todos os avicultores da mesma maneira. No sistema de integração, predominante nas principais regiões produtoras, a indústria normalmente fornece pintinhos, ração, medicamentos e assistência técnica. O produtor entra com as instalações, mão de obra, energia e manejo, recebendo conforme o desempenho do lote e as condições estabelecidas em contrato.
Por isso, a cotação do frango vivo não corresponde diretamente ao valor recebido por todos os integrados. Ainda assim, o excesso de oferta reduz a rentabilidade geral da cadeia e pode afetar o ritmo dos alojamentos, a remuneração dos contratos e a capacidade das empresas de repassar custos. O impacto é mais direto sobre produtores independentes, que compram os insumos e comercializam os animais por conta própria.
A disponibilidade de milho e farelo de soja ajuda a conter parte da pressão. Os dois produtos formam a base da ração e representam a maior parcela do custo de produção. Com oferta elevada de grãos, a alimentação das aves está menos onerosa do que em períodos de escassez, evitando uma deterioração maior das margens.
No comércio exterior, os embarques continuam funcionando como principal sustentação do setor. Nos primeiros 13 dias úteis de julho, o Brasil exportou 299,2 mil toneladas de carne de aves e miudezas, com receita equivalente a R$ 2,73 bilhões. A média diária cresceu 41% em relação a julho de 2025, embora o preço médio tenha recuado 1,3%.
O cenário indica que a avicultura brasileira permanece competitiva e deve ampliar sua presença internacional. No curto prazo, porém, o recorde das exportações terá de ser acompanhado por um controle mais preciso dos alojamentos. Sem esse ajuste, a expansão da produção continuará chegando ao mercado antes que a demanda consiga absorvê-la, mantendo os preços do frango vivo sob pressão.
Fonte: Pensar Agro
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