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Colheita de café arábica no Cerrado Mineiro chega a 32% e clima seco acelera trabalhos no campo
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A colheita de café arábica na região de atuação da Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado (Expocacer), no Cerrado Mineiro, alcançou 32% da safra 2026/27 até o dia 3 de julho. O avanço foi favorecido pela ausência de chuvas na última semana, que permitiu intensificar as operações no campo e criar melhores condições para a secagem e o beneficiamento dos grãos.
A estimativa da cooperativa é de uma produção de 2,859 milhões de sacas de 60 quilos nesta temporada. Do volume já colhido, 18% foi beneficiado, com rendimento médio de 520 litros por saca, segundo boletim elaborado pelos técnicos da Expocacer.
Clima seco favorece a colheita e preserva a qualidade dos grãos
O tempo firme registrado nos últimos dias proporcionou um ambiente favorável para todas as etapas da pós-colheita. Além de acelerar a retirada dos frutos das lavouras, as condições climáticas contribuíram para uma secagem mais eficiente nos terreiros e maior avanço no beneficiamento do café.
A melhora do clima representa um alívio para os produtores após semanas marcadas por precipitações, que dificultaram o andamento da colheita e aumentaram os desafios operacionais nas propriedades.
Safra maior e chuvas anteriores explicam atraso na colheita
Mesmo com a aceleração dos trabalhos, o ritmo da colheita permanece abaixo do registrado no mesmo período da safra anterior. Em julho de 2025, aproximadamente 42% da produção já havia sido colhida.
Segundo a Expocacer, esse atraso está relacionado principalmente ao maior volume esperado para a safra 2026/27 e às chuvas ocorridas nas semanas anteriores, que interromperam as atividades no campo e impactaram parte da qualidade dos frutos.
As precipitações também provocaram a queda de café em diversas lavouras, elevando a quantidade de café de chão. A expectativa é que esse tipo de produto represente até 30% da produção total ao final da safra, considerando tanto a queda natural quanto as perdas decorrentes da colheita mecanizada e do repasse manual.
Monitoramento fitossanitário exige atenção dos cafeicultores
O excesso de umidade registrado nas últimas semanas também favoreceu o surgimento de algumas doenças nas lavouras.
Os técnicos da Expocacer identificaram focos de ferrugem, acompanhados de desfolha em cultivares mais suscetíveis, além da ocorrência de phoma, doença favorecida pela combinação entre temperaturas mais baixas e elevada umidade.
Por outro lado, o monitoramento aponta que a incidência do bicho-mineiro permanece em níveis baixos, sem representar preocupação significativa neste momento.
Clima deve manter ritmo positivo da colheita
Os primeiros lotes colhidos nesta safra apresentaram, em média, 15% de catação, com boa qualidade de bebida, indicando um cenário positivo para o café produzido na região.
A previsão meteorológica para os próximos dias indica continuidade do tempo seco em grande parte do Cerrado Mineiro, especialmente na região de Patrocínio (MG), mantendo condições favoráveis para a colheita, secagem e beneficiamento.
As temperaturas devem permanecer estáveis, com máximas entre 26°C e 27°C e mínimas variando entre 11°C e 13°C.
De acordo com a equipe técnica da Expocacer, a combinação de dias ensolarados, baixa umidade relativa do ar e noites mais amenas cria um ambiente ideal para a secagem natural dos grãos, contribuindo para preservar a qualidade do café e manter o bom desempenho da colheita nas próximas semanas.
Perspectiva para a safra 2026/27
Com a previsão de tempo firme e a intensificação das operações no campo, a expectativa é de que a colheita ganhe ritmo ao longo de julho. O desempenho climático será determinante para reduzir o atraso registrado até o momento e garantir uma safra de elevada qualidade, característica que consolidou o Cerrado Mineiro como uma das principais regiões produtoras de cafés especiais do Brasil.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Cerrado Mineiro tem um dos melhores rendimentos dos últimos anos
A colheita do café arábica chegou a 99% nas propriedades acompanhadas pela Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado (Expocacer), no Cerrado Mineiro. Além do avanço dos trabalhos, o beneficiamento apresenta rendimento médio de 455 litros de café colhido para a formação de uma saca de 60 quilos, um dos melhores resultados registrados nos últimos anos.
O levantamento considera a situação das lavouras até 11 de setembro. Aproximadamente 90% da produção já passou pelo beneficiamento, etapa em que são retiradas a casca, a palha e as impurezas para obtenção dos grãos que serão classificados e comercializados.
O resultado de 455 litros por saca indica uma relação favorável entre o volume retirado da lavoura e a quantidade de café beneficiado. Quanto menor o volume de frutos necessário para formar uma saca de 60 quilos, melhor tende a ser o aproveitamento industrial da produção.
Esse rendimento ajuda a compensar parte dos custos da colheita, da secagem e do beneficiamento. Para o produtor, significa obter mais sacas comerciais a partir do mesmo volume colhido, embora o resultado financeiro também dependa da qualidade da bebida, da classificação dos grãos e dos preços negociados.
O Cerrado Mineiro reúne cerca de 4,5 mil produtores em 55 municípios e possui aproximadamente 255 mil hectares cultivados. A região produz, em média, 6 milhões de sacas por ano, equivalentes a 12,7% da produção brasileira, e comercializa café com mais de 30 países.
A cafeicultura regional também se diferencia pela Denominação de Origem Cerrado Mineiro, a primeira reconhecida para cafés no Brasil. O selo identifica produtos cultivados dentro da área delimitada e que atendem aos critérios de origem, rastreabilidade e qualidade.
A etapa final da colheita está concentrada principalmente no recolhimento dos frutos que caíram no chão. A Expocacer estima que esse café represente cerca de 30% do volume da safra. Aproximadamente 80% dessa parcela já foi recuperada.
O índice médio de catação, que representa a retirada de grãos defeituosos durante o beneficiamento, está próximo de 21%. O percentual foi influenciado justamente pela maior participação do café recolhido do chão, normalmente mais sujeito à umidade, fermentação e contato com impurezas.
As chuvas registradas entre os dias 5 e 9 de setembro impediram o encerramento completo da colheita. A umidade elevada do solo dificultou o tráfego das máquinas e interrompeu temporariamente o recolhimento em algumas propriedades. Como a maioria das áreas já concluiu o trabalho, o avanço do percentual restante ocorre de forma mais lenta.
As precipitações, por outro lado, estimularam a abertura das primeiras flores da próxima safra. A florada observada corresponde, em média, a 33% do potencial estimado para as lavouras acompanhadas pela cooperativa.
Nas áreas que produziram menos nesta temporada, a abertura das flores foi mais intensa e uniforme. Nas lavouras que sustentaram cargas elevadas, a florada apresentou menor intensidade, comportamento relacionado ao esforço realizado pelas plantas durante a formação da safra atual.
A continuidade das chuvas poderá favorecer uma segunda florada de proporção semelhante. O restante do potencial deve se distribuir entre outubro e novembro, conforme a disponibilidade de umidade e as condições de temperatura.
A abertura das flores é uma sinalização positiva, mas ainda não garante o tamanho da próxima produção. Para que se transformem em frutos, as lavouras precisarão de umidade suficiente durante o pegamento, a formação dos chumbinhos e o início da granação.
Com a safra atual praticamente recolhida, rendimento de beneficiamento favorável e as primeiras flores abertas, o Cerrado Mineiro encerra um ciclo e inicia outro. O acompanhamento das chuvas e o manejo nutricional e fitossanitário das lavouras serão decisivos para transformar o potencial observado agora em produção na próxima colheita.
Fonte: Pensar Agro
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