AGRONEGÓCIO
Menor produtividade e clima adverso impulsionam alta nos preços do tomate nas principais capitais
AGRONEGÓCIO
Preços do tomate sobem com desaceleração da safra
Os preços do tomate registraram forte valorização entre os dias 12 e 16 de janeiro, impulsionados pela menor oferta e queda na qualidade dos frutos nas principais regiões produtoras. Segundo dados do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada/Esalq-USP), o tomate longa vida 3A apresentou aumentos expressivos nos atacados de todo o país.
Em São Paulo (SP), o preço médio foi de R$ 88,00 por caixa, uma alta de 15,8%. No Rio de Janeiro (RJ), o produto foi vendido a R$ 107,00 por caixa (+40,8%), enquanto em Campinas (SP) o valor médio chegou a R$ 105,83 (+32,7%). Já em Belo Horizonte (MG), o avanço foi ainda maior, com o preço atingindo R$ 108,66 por caixa, uma elevação de 51,6% no período.
Clima desfavorável afeta qualidade e reduz oferta
De acordo com o Cepea, a combinação de chuvas intensas e calor excessivo tem sido determinante para a redução da produtividade. As condições climáticas adversas provocam maior incidência de doenças nas lavouras, aumentam o número de frutos descartados e comprometem a qualidade do tomate que chega ao mercado.
Além disso, o encerramento gradual da primeira parte da safra de verão em algumas regiões produtoras, como Reserva (PR), contribuiu para a menor disponibilidade do produto. A desaceleração da colheita, típica deste período, reforçou a pressão sobre os preços no atacado.
Tendência para as próximas semanas
Com o avanço do verão e a previsão de manutenção das chuvas e altas temperaturas, a expectativa é de que os preços continuem firmes nas próximas semanas. A oferta deve permanecer limitada até o início da segunda parte da safra, quando novas áreas de cultivo começarão a ganhar ritmo.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento
A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.
A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.
O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.
A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.
Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.
“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.
“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.
Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.
Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.
Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.
Fonte: Pensar Agro
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