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Colheita do milho de verão avança no Centro-Sul e plantio da safrinha supera 90% da área

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Colheita do milho de verão atinge 55,7% no Centro-Sul

A colheita de milho da safra de verão 2025/26 no Centro-Sul do Brasil alcançou 55,7% da área estimada de 3,608 milhões de hectares até a última sexta-feira (20), conforme levantamento da Safras & Mercado.

O ritmo dos trabalhos segue próximo ao observado em anos anteriores, mantendo o avanço da colheita dentro da normalidade para o período.

Ritmo por estado mostra avanço consistente no Sul

Entre os estados da região Sul, os trabalhos estão mais avançados:

  • Rio Grande do Sul: 84,5% de 946 mil hectares
  • Santa Catarina: 78,2% de 607 mil hectares
  • Paraná: 69,7% de 547 mil hectares

Já em outras regiões:

  • São Paulo: 52,5% de 295 mil hectares
  • Minas Gerais: 20,3% de 854 mil hectares
  • Goiás/DF: 7,2% de 287 mil hectares
  • Mato Grosso: 35,7% de 11 mil hectares
  • Mato Grosso do Sul: colheita ainda não iniciada
Comparação com anos anteriores indica leve avanço

No mesmo período do ano passado, a colheita do milho de verão estava em 52,1% da área cultivada, enquanto a média dos últimos cinco anos é de 53,8%.

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Os números atuais mostram um desempenho ligeiramente superior ao histórico recente, indicando bom andamento dos trabalhos no campo.

Plantio da safrinha 2026 já supera 91% da área

O plantio da segunda safra de milho, conhecida como safrinha, também apresenta avanço significativo. A semeadura atingiu 91,3% da área estimada de 15,675 milhões de hectares no Centro-Sul.

O ritmo está próximo da média dos últimos cinco anos (91,6%), embora abaixo do registrado no mesmo período de 2025, quando o índice alcançava 95%.

Estados produtores lideram avanço da semeadura

O andamento do plantio da safrinha varia entre os principais estados produtores:

  • Mato Grosso: 100% de 7,392 milhões de hectares
  • Mato Grosso do Sul: 96,8% de 2,256 milhões de hectares
  • Paraná: 90,4% de 2,306 milhões de hectares
  • São Paulo: 80,5% de 536 mil hectares
  • Goiás: 78,6% de 2,422 milhões de hectares
  • Minas Gerais: 40,7% de 764 mil hectares
Região do Matopiba apresenta ritmo mais lento

Na região do Matopiba — que engloba áreas do Tocantins, Bahia, Maranhão e Piauí — o plantio da safrinha 2026 alcançou 45,5% da área prevista de 1,341 milhão de hectares.

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O ritmo está abaixo do observado no mesmo período do ano passado, quando atingia 71,6%.

Confira o avanço por estado:

  • Tocantins: 45,1% de 370 mil hectares
  • Bahia: 46,8% de 183 mil hectares
  • Maranhão: 40,9% de 567 mil hectares
  • Piauí: 56,8% de 220 mil hectares
Perspectiva: safra segue dentro da normalidade no Centro-Sul

O cenário atual indica que tanto a colheita do milho de verão quanto o plantio da safrinha seguem dentro de um padrão considerado regular para o período.

Apesar de diferenças regionais no ritmo dos trabalhos, o andamento das atividades no campo mantém as expectativas positivas para o desenvolvimento da safra 2025/26 no Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

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Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

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O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

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Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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