AGRONEGÓCIO
Colheita do milho no Rio Grande do Sul atinge 35% da área cultivada e revela contrastes na produtividade
AGRONEGÓCIO
Tempo seco acelera a colheita e reduz umidade dos grãos
A colheita do milho no Rio Grande do Sul já alcança 35% da área total cultivada, impulsionada por um período de tempo seco, radiação solar intensa e ventos constantes, que aceleram a perda de umidade dos grãos.
De acordo com o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, a safra apresenta forte variação de produtividade entre as regiões, reflexo da distribuição irregular das chuvas e da coincidência do déficit hídrico com fases críticas da cultura, como floração e enchimento de grãos.
Nas áreas irrigadas, os rendimentos estão elevados, enquanto as lavouras de sequeiro registram reduções expressivas de produtividade. Já os plantios tardios ou de segundo cultivo enfrentam maior restrição hídrica tanto no estabelecimento quanto nas fases reprodutivas.
A colheita segue em ritmo acelerado e parte das áreas já foi liberada para novas semeaduras. Atualmente, 9% das lavouras ainda estão em desenvolvimento vegetativo, dependendo da manutenção da umidade do solo. A estimativa da Emater/RS-Ascar indica 785 mil hectares cultivados e produtividade média de 7.370 kg/ha.
Soja: irregularidade de chuvas provoca desuniformidade nas lavouras
A sojicultura gaúcha apresenta grande heterogeneidade de desenvolvimento, resultado da irregularidade das precipitações e das altas temperaturas. Em diversas regiões, há lavouras com excelente potencial produtivo e outras sob estresse hídrico, até mesmo dentro do mesmo município.
A maior parte das áreas está em floração (46%) ou em formação de vagens e enchimento de grãos (27%), fases de elevada exigência hídrica. A falta de umidade adequada no solo nesse período aumenta o risco de perdas produtivas.
Para a safra 2025/2026, a Emater/RS-Ascar projeta o cultivo de 6,74 milhões de hectares e produtividade média de 3.180 kg/ha.
Milho para silagem: produtores antecipam colheita por causa do calor
O clima da semana foi marcado por altas temperaturas, baixa umidade e chuvas desuniformes, com máximas acima de 30 °C em praticamente todo o Estado e picos superiores a 35 °C em diversas localidades.
Nas lavouras mais jovens, ainda em fase vegetativa, o impacto do calor foi pequeno e o desenvolvimento segue satisfatório. Já nas áreas de plantio precoce, produtores têm antecipado a colheita para evitar perdas na qualidade da massa ensilada.
Segundo a Emater/RS-Ascar, a área destinada ao milho para silagem deve atingir 366 mil hectares, com produtividade média de 38.338 kg/ha.
Feijão: clima favorece colheita da 1ª safra e avanço da 2ª safra
As condições climáticas estáveis permitiram o avanço da colheita do feijão 1ª safra e a continuidade da semeadura nos Campos de Cima da Serra, única região com áreas ainda em plantio.
A chuva irregular e mal distribuída provocou diferenças significativas no desenvolvimento das lavouras, mesmo em localidades próximas. Nas áreas vegetativas (cerca de 20%), ainda não há prejuízos expressivos, mas algumas plantações já enfrentam deficiência hídrica.
A Emater/RS-Ascar estima 26.096 hectares cultivados na primeira safra, com produtividade média de 1.779 kg/ha. Já o feijão 2ª safra avança com 20% das áreas semeadas, favorecido pelas baixas precipitações, e deve alcançar 11.690 hectares com produtividade média de 1.401 kg/ha.
Arroz: bom desenvolvimento, mas calor exige atenção à irrigação
O arroz irrigado mantém bom desempenho no Estado, com crescimento compatível às fases fenológicas e beneficiado por dias ensolarados e radiação solar intensa. As temperaturas mínimas estão na faixa ideal para a cultura, mas as máximas acima de 35 °C aumentam o risco de falhas na fecundação das espiguetas em áreas reprodutivas.
De modo geral, as lavouras apresentam sanidade e vigor, favorecidas por condições menos propícias a doenças fúngicas. O manejo da irrigação tem papel fundamental neste momento, diante da redução gradual dos níveis de reservatórios e do aumento da demanda hídrica.
Apesar de uma redução nos investimentos em insumos, especialmente fertilizantes nitrogenados, o potencial produtivo segue dentro do esperado. A área cultivada está estimada em 920 mil hectares, com produtividade média de 8.752 kg/ha, segundo o IRGA e a Emater/RS-Ascar.
Resumo:
O cenário agrícola do Rio Grande do Sul é marcado pelo avanço da colheita, condições climáticas desiguais e variação no desempenho das culturas. O tempo seco tem acelerado os trabalhos no campo, mas o déficit hídrico e as temperaturas elevadas seguem como desafios para manter a produtividade e a qualidade das safras no Estado.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos
Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.
Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.
No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.
Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.
O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.
No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.
Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.
Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.
Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.
A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.
O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.
Fonte: Pensar Agro
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