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Colômbia registra maior produção de café em julho dos últimos 10 anos com alta de 19%

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A produção de café arábica lavado da Colômbia teve um crescimento expressivo de 19% em julho, em comparação com o mesmo mês do ano anterior. De acordo com dados divulgados pela Federação Nacional do Café da Colômbia, o país produziu 1,37 milhão de sacas de 60 kg, alcançando o maior volume para o mês em uma década.

Chuvas intensas adiaram colheita para o segundo semestre

Segundo o presidente da federação, Germán Bahamón, os padrões climáticos atípicos e as fortes chuvas no primeiro semestre de 2025 provocaram o atraso na colheita, concentrando a produção no segundo semestre. A expectativa é de que o país produza cerca de 7,1 milhões de sacas nos próximos meses.

Recuperação após três meses de queda

O aumento em julho representa uma recuperação significativa, após três meses consecutivos de queda na produção. A retomada confirma a resiliência do setor cafeeiro colombiano diante das adversidades climáticas enfrentadas no primeiro semestre.

Colômbia é referência em café arábica lavado

A Colômbia é reconhecida como o principal fornecedor global de café arábica lavado. Em 2024, a produção total do país foi de pouco menos de 14 milhões de sacas, com exportações na casa dos 12,3 milhões de sacas, segundo dados da federação.

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Exportações também registram crescimento

Em julho de 2025, as exportações de café da Colômbia também apresentaram alta, com um aumento de 12,5%. Foram embarcadas 1,15 milhão de sacas, frente a pouco mais de 1 milhão exportadas no mesmo período de 2024.

Panorama positivo para o setor cafeeiro colombiano

O desempenho positivo na produção e nas exportações aponta para um segundo semestre promissor para a Colômbia, que continua consolidando sua posição de destaque no mercado mundial de cafés especiais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Soja despenca em Chicago, trava negócios no Brasil e mantém preços estáveis no mercado físico

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A forte desvalorização dos contratos futuros da soja na Bolsa de Chicago (CBOT) marcou o mercado ao longo da semana e contribuiu para a paralisação das negociações no Brasil. Mesmo com a valorização do dólar frente ao real, o recuo das cotações internacionais reduziu o interesse dos agentes do mercado e manteve a comercialização em ritmo lento nas principais regiões produtoras do país.

A combinação entre a queda expressiva em Chicago e o feriado da última quinta-feira diminuiu a liquidez do mercado brasileiro. Como resultado, os preços da oleaginosa permaneceram praticamente inalterados nos principais polos de comercialização.

Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos seguiu cotada a R$ 126,00 durante toda a semana. Em Cascavel (PR), o valor permaneceu em R$ 121,00 por saca. Já em Rondonópolis (MT), a referência ficou em R$ 110,00. No Porto de Paranaguá (PR), importante termômetro das exportações brasileiras, a cotação se manteve em R$ 132,00 por saca.

Chicago atinge menor nível desde fevereiro

Na Bolsa de Chicago, os contratos futuros da soja com vencimento em julho, os mais negociados do mercado, acumularam perdas superiores a 5% na semana. Na manhã desta sexta-feira (5), o contrato era negociado a US$ 11,26 por bushel, o menor patamar registrado desde o início de fevereiro.

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A pressão baixista está diretamente relacionada aos fundamentos globais da oferta. As condições climáticas favoráveis nos Estados Unidos seguem beneficiando o desenvolvimento das lavouras, reforçando as expectativas de uma safra cheia na temporada 2026/27.

Além disso, o mercado já começa a revisar para cima as projeções de produtividade das lavouras norte-americanas. O cenário se soma às safras robustas colhidas recentemente por Brasil e Argentina, ampliando a disponibilidade global da commodity e aumentando a pressão sobre os preços internacionais.

Demanda chinesa ainda decepciona mercado

Pelo lado da demanda, os investidores seguem atentos ao comportamento das importações chinesas. Apesar do acordo comercial firmado entre China e Estados Unidos em maio, o mercado ainda não observa uma retomada consistente das compras chinesas de soja norte-americana.

A ausência desse movimento limita o potencial de recuperação das cotações e reforça o ambiente de cautela entre os participantes do mercado internacional.

Relatório do USDA e tensão geopolítica seguem no radar

Nas próximas semanas, dois fatores devem continuar influenciando os preços da soja.

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O primeiro é o relatório mensal de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado na próxima quinta-feira, dia 11. O documento poderá trazer novas revisões para produção, estoques e exportações da oleaginosa.

O segundo fator é a escalada das tensões no Oriente Médio, que continua gerando volatilidade nos mercados financeiros e energéticos. O impacto sobre os preços do petróleo e o comportamento dos investidores permanecem no centro das atenções.

Dólar sobe, mas não consegue compensar perdas externas

No mercado cambial, o dólar apresentou valorização ao longo da semana, impulsionado pelas incertezas geopolíticas, preocupações com a inflação global e pela expectativa de manutenção dos juros elevados nos Estados Unidos.

A moeda norte-americana avançou cerca de 1,4% frente ao real no período, voltando ao patamar de R$ 5,12.

Apesar do movimento favorável para as exportações brasileiras, a alta do câmbio não foi suficiente para neutralizar o impacto negativo provocado pela forte queda das cotações em Chicago, mantendo o mercado doméstico praticamente paralisado e com poucas alterações nos preços da soja.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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