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Com crédito restrito, Avanço Agropecuária lança CRA de R$ 30 milhões estruturado pela GCB

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Em um momento de escassez de capital e seletividade nas concessões de crédito, o agronegócio tem intensificado o uso de instrumentos de mercado para garantir o financiamento da produção. A GCB Capital estruturou um Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA) de R$ 30 milhões para a Avanço Agropecuária, com foco no alongamento de passivos e no custeio da safra da companhia.

De acordo com a GCB, o título oferece remuneração de CDI + 6% ao ano e está disponível tanto para investidores qualificados quanto para o público em geral, com aplicação mínima de R$ 1 mil por meio de uma plataforma de crowdfunding autorizada pela CVM 88.

Mercado de capitais ganha força como alternativa ao crédito rural tradicional

O lançamento ocorre em um contexto no qual a expansão do crédito rural depende cada vez mais de recursos livres, já que a oferta de financiamentos subsidiados não acompanha o ritmo de crescimento da demanda. Diante disso, produtores de médio e grande porte têm buscado no mercado de capitais uma alternativa para reforçar o caixa, organizar o fluxo financeiro e garantir a continuidade operacional das atividades.

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Esse movimento tem fortalecido o papel do CRA como uma das principais ferramentas de funding do agronegócio, proporcionando maior flexibilidade na gestão financeira e ampliando as possibilidades de captação de recursos fora do sistema bancário tradicional.

Tokenização e regulação ampliam acesso ao investimento agro

Com a regulação da CVM 88, estruturas tokenizadas vêm ganhando espaço e relevância no mercado agrofinanceiro. Esse modelo reduz custos de emissão, aumenta a transparência e a rastreabilidade dos ativos lastreados e facilita o acesso dos produtores ao mercado de capitais, criando um ambiente mais competitivo e eficiente.

Segundo a GCB, o CRA da Avanço Agropecuária ilustra como a tokenização e a regulamentação moderna estão democratizando o acesso ao capital. A companhia ressalta que a combinação de governança, análise criteriosa de risco e tecnologia contribui para tornar o setor mais atrativo para investidores e mais resiliente diante das restrições de crédito tradicionais.

Mercado de capitais assume papel estratégico no financiamento do agro

“O CRA Avanço Agropecuária demonstra como o mercado de capitais tem assumido um papel crescente no financiamento do agronegócio, especialmente em um ambiente de menor disponibilidade de recursos subsidiados”, afirmou Victor Moura, diretor de Mercado de Capitais da GCB.

Segundo ele, estruturas financeiras desse tipo viabilizam safras, organizam o fluxo de caixa das empresas e ampliam o acesso dos investidores a operações com governança e segurança. Moura destacou ainda que esse avanço só foi possível com o arcabouço regulatório da CVM 88, que permitiu que empresas de diferentes portes pudessem acessar o mercado de forma estruturada e eficiente.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportação de bovinos vivos ultrapassa 1 milhão de cabeças e avança com padronização sanitária no Brasil

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Exportação de “boi em pé” bate recorde e supera US$ 1 bilhão

A exportação de bovinos vivos pelo Brasil, conhecida como comércio de “boi em pé”, atingiu um novo recorde em 2025. Foram embarcadas cerca de 1,07 milhão de cabeças, crescimento de 5,53% em relação ao ano anterior, segundo dados da Associação Brasileira dos Exportadores de Animais Vivos (Abreav).

O desempenho reforça a consolidação do país no mercado internacional de proteína animal e acompanha o aumento da demanda por padronização sanitária, rastreabilidade e eficiência operacional em toda a cadeia produtiva.

Em termos de faturamento, o setor ultrapassou US$ 1 bilhão no último ano, alta de 26,1%, conforme dados da Scot Consultoria com base na plataforma Comex.

Os principais destinos do gado vivo brasileiro seguem concentrados no norte da África e no Oriente Médio, com destaque para Turquia e Egito.

Padronização sanitária se torna peça-chave para competitividade do setor

Com o aumento do volume exportado, a padronização de protocolos sanitários passou a ser um dos principais pilares da atividade.

Para atender às exigências internacionais, os animais são concentrados em fazendas de pré-embarque, onde passam por etapas de manejo sanitário e adaptação antes do transporte marítimo.

Esse processo, que pode levar entre 60 e 80 dias desde a contratação até a entrega no destino final, eleva o desafio imunológico dos rebanhos e exige rigor no controle sanitário, alimentar e logístico.

Segundo o presidente da Abreav, Ricardo Barbosa, a qualidade do manejo pré-embarque é determinante para o resultado da operação.

“A nossa imagem como exportador vai transparecer quando os animais chegam no destino. Se os procedimentos não são adequados previamente, esses animais têm uma tendência muito maior a ficarem doentes no trajeto. Querer economizar na recepção traz um impacto negativo enorme para a produção”, afirma.

Protocolos sanitários reduzem perdas em até 50%

Nos últimos anos, o setor avançou na adoção de protocolos sanitários padronizados. Estima-se que cerca de 85% do gado vivo exportado pelo Brasil siga atualmente o protocolo desenvolvido pela Biogénesis Bagó, em parceria com a Abreav.

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A iniciativa contribuiu para a atualização de normas técnicas e procedimentos operacionais padrão (POPs), resultando em maior eficiência sanitária e operacional.

De acordo com o setor, a padronização permitiu uma redução de até 50% nas perdas relacionadas à saúde animal, fortalecendo a competitividade brasileira em mercados cada vez mais exigentes.

Fiscalização rigorosa e rastreabilidade reforçam segurança das exportações

O modelo de exportação de bovinos vivos no Brasil opera sob regras estabelecidas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), com fiscalização presencial em 100% das operações de embarque.

Entre as exigências estão rastreabilidade individual dos animais, controle sanitário rigoroso e protocolos de contingência logística e sanitária.

Para especialistas do setor, esse conjunto de medidas é fundamental para garantir previsibilidade, segurança e credibilidade ao produto brasileiro no mercado internacional.

Manejo sanitário e recuperação dos animais são decisivos na operação

Segundo o gerente nacional de Demanda da Biogénesis Bagó, Bruno Di Rienzo, o desempenho sanitário dos animais é resultado direto de um modelo estruturado em três pilares: exigências internacionais, adaptação às condições brasileiras e recuperação pós-transporte.

“O nosso trabalho apoia-se em três pilares estratégicos: cumprir com rigor as exigências internacionais, adaptar a prevenção à realidade brasileira e potencializar a recuperação desses animais após o transporte até os locais de embarque”, explica.

O uso de protocolos sanitários integrados, incluindo endectocidas, antibióticos, vacinas e suplementação vitamínica, tem contribuído para reduzir estresse, perdas de peso e mortalidade durante o transporte marítimo.

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Eficiência sanitária melhora resultados econômicos da atividade

A padronização dos protocolos também trouxe impacto direto na rentabilidade da atividade.

Segundo Ricardo Barbosa, o avanço técnico permitiu reduzir em cerca de 50% a mortalidade em comparação aos primeiros ciclos da operação, especialmente em animais F1.

“O resultado econômico do negócio depende da eficiência dos animais. O retorno financeiro desse cuidado imunológico é muito rápido”, avalia.

Brasil amplia infraestrutura logística para exportação de bovinos vivos

O crescimento da atividade também impulsiona investimentos em infraestrutura logística. Novos portos vêm sendo habilitados para embarque de animais vivos, ampliando a capacidade operacional do país.

Entre os terminais autorizados estão portos no Rio de Janeiro (RJ), Natal (RN), São Luís (MA) e Ilhéus (BA), o que fortalece a competitividade logística do Brasil no setor.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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