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Como evitar desperdício de fertilizantes: estratégias do armazenamento à aplicação

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Com custos elevados e oferta de fertilizantes pressionada no Brasil, a eficiência no uso desses insumos tornou-se essencial para a rentabilidade das lavouras. Aplicar fertilizantes de forma correta garante maior absorção pelos cultivos e evita perdas para o ar ou para a água.

Armazenamento adequado é o primeiro passo para evitar perdas

Um dos principais erros ocorre antes mesmo da aplicação. Fertilizantes devem ser armazenados em locais cobertos, secos e ventilados, protegidos da umidade e da luz solar direta. Produtos mal guardados podem sofrer empedramento, perda de qualidade e redução da concentração de nutrientes, comprometendo sua eficiência no campo.

Planejamento baseado em análise de solo aumenta a eficácia

Cada área agrícola possui características diferentes, mesmo dentro de uma mesma propriedade. Análises de solo permitem ajustar a dose correta, evitando excessos ou deficiências. Além disso, escolher o tipo certo de fertilizante — químico, mineral ou orgânico — conforme a cultura e o objetivo da aplicação potencializa os resultados, podendo combinar diferentes fontes de nutrientes para maior eficácia.

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Dose e momento corretos garantem absorção máxima

Exagerar na quantidade de fertilizante não acelera a produção e pode prejudicar a absorção de outros nutrientes. O momento de aplicação também é crucial: considerar o estágio de desenvolvimento da planta e as condições climáticas garante maior aproveitamento e reduz perdas para o ar ou água da chuva.

Tecnologias modernas reduzem desperdícios no campo

Equipamentos calibrados e soluções de agricultura de precisão aumentam a eficiência do uso de fertilizantes. GPS agrícola, mapas de aplicação em taxa variável, sensores de solo, drones para monitoramento e softwares de gestão permitem distribuir os insumos de forma uniforme, evitando sobreposição de áreas e aplicações irregulares.

Princípio dos 4Cs orienta manejo eficiente

Fonte certa, dose certa, hora certa e local certo formam a base do manejo racional de fertilizantes. Seguir esses princípios maximiza os resultados, minimiza impactos econômicos e ambientais e contribui para a produtividade sustentável. Com a crescente demanda por alimentos e a necessidade de produzir mais sem expandir áreas agrícolas, o uso inteligente dos fertilizantes torna-se uma estratégia fundamental para o sucesso no campo.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Milho no RS entra na reta final da colheita com produtividade acima de 7,4 t/ha

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Mercado Externo

O cenário internacional para o milho segue marcado por volatilidade, com atenção às safras da América do Sul e ao ritmo das exportações dos Estados Unidos. A evolução da colheita no Sul do Brasil, especialmente no Rio Grande do Sul, contribui para a oferta global, ainda que em menor escala frente ao Centro-Oeste. A regularidade climática recente no Estado ajuda a sustentar expectativas positivas de produtividade, fator que pode influenciar o equilíbrio global de oferta.

Mercado Interno

A colheita do milho no Rio Grande do Sul se aproxima da conclusão, atingindo 90% dos 803.019 hectares cultivados na safra 2025/26, conforme a Emater/RS-Ascar. O avanço foi mais lento na última semana devido às chuvas, principalmente na Metade Sul, que elevaram a umidade dos grãos e dificultaram a operação de máquinas.

As áreas restantes correspondem a lavouras implantadas fora da janela ideal, ainda em fases reprodutivas ou de enchimento de grãos. As precipitações recorrentes desde março favoreceram o desenvolvimento dessas áreas, consolidando o potencial produtivo.

No milho destinado à silagem, a colheita também está praticamente concluída, alcançando 87% da área. No entanto, a umidade elevada tem prejudicado o processo de ensilagem, podendo impactar a qualidade da fermentação.

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Preços

Os preços do milho no mercado interno tendem a refletir o avanço da colheita e a qualidade do produto. A elevada umidade dos grãos em algumas regiões pode gerar descontos na comercialização, além de aumentar os custos com secagem. Por outro lado, a produtividade consistente no Estado ajuda a equilibrar a oferta regional.

Indicadores
  • Área cultivada (milho grão): 803.019 hectares
  • Área colhida: 90%
  • Produtividade média: 7.424 kg/ha
Produção estimada: 5,96 milhões de toneladas
  • Milho silagem:
    • Área: 345.299 hectares
    • Colheita: 87%
    • Produtividade média: 37.840 kg/ha
  • Soja (RS):
    • Área cultivada: 6,62 milhões de hectares
    • Colheita: 68%
    • Produtividade média: 2.871 kg/ha
  • Feijão 1ª safra:
    • Área: 23.029 hectares
    • Produtividade média: 1.781 kg/ha
  • Feijão 2ª safra:
    • Área: 11.690 hectares
    • Produtividade média: 1.401 kg/ha
  • Arroz irrigado:
    • Área: 891.908 hectares
    • Colheita: 88%
    • Produtividade média: 8.744 kg/ha
Análise

A reta final da colheita do milho no Rio Grande do Sul confirma uma safra tecnicamente positiva, sustentada por produtividade acima da média histórica. No entanto, o excesso de chuvas no período final impõe desafios logísticos e pode afetar a qualidade dos grãos, exigindo maior gestão pós-colheita.

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O cenário climático também impacta outras culturas relevantes no Estado. A soja avança de forma mais lenta, com grande variabilidade produtiva devido ao regime irregular de chuvas ao longo do ciclo. Já o arroz mantém bom desempenho, enquanto o feijão evidencia forte dependência de irrigação para alcançar melhores rendimentos.

No curto prazo, o produtor gaúcho segue atento às condições climáticas para concluir a colheita e preservar a qualidade da produção, fator determinante para a rentabilidade em um ambiente de margens mais apertadas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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