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Conectividade via satélite é fundamental para resposta a eventos climáticos extremos no Brasil

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Os recentes ciclones, tornados e tempestades que atingiram o Sul do Brasil evidenciaram a vulnerabilidade das redes terrestres de comunicação. Rompimentos de fibra óptica, quedas de energia, torres danificadas e instabilidade das redes móveis podem comprometer rapidamente a capacidade de resposta de equipes públicas e privadas em situações críticas. Nesse contexto, a conectividade via satélite torna-se essencial para manter comunicação e operação em áreas afetadas.

Comunicação por satélite: independência e eficiência em emergências

Segundo Flávio Franklin, diretor Brasil da Globalsat Group, os sistemas via satélite funcionam de forma independente da infraestrutura local, garantindo comunicação imediata para operações de resgate, apoio às equipes de campo e transmissão de dados essenciais.

Os principais benefícios da tecnologia incluem:

  • Restabelecimento rápido das comunicações táticas para Defesa Civil, bombeiros, SAMU e forças de segurança.
  • Suporte a rádios e redes de voz, permitindo coordenação em áreas isoladas ou com torres inoperantes.
  • Transmissão de dados M2M e telemetria, útil para monitoramento de sensores ambientais, estações remotas, barragens e pontos críticos.
  • Conectividade para centros de comando móveis, mantendo operações mesmo em regiões totalmente desconectadas.
  • Redundância de rede para empresas de energia, concessionárias, utilities e transportes, evitando paradas prolongadas.
  • Integração com soluções IoT, permitindo monitoramento contínuo e tomada de decisão rápida durante e após o evento.
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Cenário atual evidencia a necessidade da tecnologia

Franklin destaca que a ampliação da conectividade de alta disponibilidade é cada vez mais necessária diante do aumento de eventos climáticos extremos. “Esses fenômenos têm se tornado mais frequentes e intensos. A comunicação via satélite garante que equipes de resgate, órgãos públicos e empresas essenciais consigam operar mesmo sem infraestrutura terrestre. É a tecnologia que mantém tudo funcionando enquanto as redes tradicionais são restabelecidas”, afirma.

Casos recentes reforçam essa necessidade. Em novembro de 2025, o Paraná registrou três tornados, com ventos de até 330 km/h, deixando centenas de feridos e destruindo grande parte da infraestrutura urbana. O tornado mais intenso ocorreu em Rio Bonito do Iguaçu, classificado como F3 pelo Simepar, afetando 90% da área urbana e resultando em 750 atendimentos em unidades de saúde.

Estudos da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) indicam alta incidência de tornados na região: 28 ocorrências em 2024, sendo 10 apenas no Paraná, além de eventos como o ciclone subtropical Yakecan (2022). Esses fenômenos demonstram que a conectividade terrestre sozinha não é suficiente para situações de risco crescente.

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Satélite garante coordenação, segurança e continuidade operacional

Franklin finaliza ressaltando que, com a intensificação dos eventos climáticos extremos, a conectividade resiliente é um pilar fundamental para resposta e recuperação. “Enquanto a infraestrutura terrestre não é restabelecida, o satélite assegura coordenação, segurança e continuidade operacional, preservando vidas e sustentando atividades essenciais.”

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fracassa acordo no STF e disputa sobre Moratória da Soja volta a julgamento

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O Supremo Tribunal Federal (STF) encerrou a tentativa de construir um acordo entre produtores rurais, indústria, ambientalistas e Ministério Público sobre a Moratória da Soja. Sem consenso entre as partes, o Núcleo de Solução Consensual de Conflitos (Nusol) devolveu os quatro processos relacionados ao tema aos ministros relatores, abrindo caminho para a retomada do julgamento das ações, ainda sem data definida.

Em despacho assinado nesta sexta-feira (12.06), o juiz auxiliar da Presidência do STF e supervisor do Nusol, Álvaro Ricardo de Souza Cruz, afirmou que as reuniões realizadas entre abril e maio chegaram a criar um ambiente favorável à conciliação, mas houve recuo dos envolvidos, inviabilizando uma solução negociada.

“Durante as tratativas, instaurou-se amplo diálogo entre os envolvidos, tendo-se verificado, em determinado momento, ambiente propício à construção de solução consensual. Contudo, sobreveio recuo das partes, o que impossibilitou a composição”, registra o documento.

Segundo o STF, a tentativa de mediação não buscava discutir a constitucionalidade das leis estaduais questionadas, mas os efeitos práticos decorrentes de uma eventual decisão da Corte. A preocupação é evitar a multiplicação de disputas judiciais em diferentes instâncias após o julgamento das ações.

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As tratativas envolveram representantes da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), do Ministério Público Federal e dos governos de Mato Grosso, Rondônia e Tocantins, além de partidos políticos autores das ações.

Com o fim da mediação, o Nusol reenviou as Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) 7774, relatada pelo ministro Flávio Dino; 7775, sob relatoria de Dias Toffoli; e 7863 e 7959, ambas sob responsabilidade do ministro Luiz Fux.

As ADIs 7774 e 7775 questionam leis aprovadas em Mato Grosso e Rondônia que retiraram benefícios fiscais de empresas participantes de acordos privados, como a Moratória da Soja.

Criada em 2006, a Moratória da Soja estabelece que empresas signatárias não adquiram grãos produzidos em áreas do bioma Amazônia desmatadas após 2008, ainda que a abertura das áreas tenha ocorrido dentro dos limites previstos pela legislação ambiental.

A disputa ganhou novo capítulo após a entrada em vigor, no início de 2026, da lei de Mato Grosso que impôs restrições às tradings participantes do acordo. A medida contribuiu para o esvaziamento da Moratória, com a saída da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) e das empresas associadas.

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No fim do ano passado, o ministro Flávio Dino determinou a suspensão de todas as ações judiciais e administrativas relacionadas à Moratória da Soja, incluindo processos que pedem indenizações. Em uma dessas ações, produtores rurais de Mato Grosso reivindicam ressarcimento superior a R$ 1 bilhão. O setor também acionou o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), acusando as tradings de formação de cartel.

A tentativa de mediação havia sido anunciada em março, durante o julgamento das ações pelo plenário do STF. Com o fracasso das negociações, caberá agora aos ministros dar prosseguimento à análise do caso.

Fonte: Pensar Agro

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