AGRONEGÓCIO
Consultor Revela Estratégias para Alta Produtividade de Soja no Desafio CESB 2024/25
AGRONEGÓCIO
Humberto Dalcin é campeão na Região Sudeste
O consultor Humberto Dalcin conquistou o título de campeão da Região Sudeste na categoria Sequeiro do Desafio Nacional de Máxima Produtividade de Soja 2024/25, promovido pelo Comitê Estratégico Soja Brasil (CESB). Na propriedade Estância Célia, em Itapetininga (SP), Dalcin atingiu 119,25 sacas por hectare, destacando-se pela excelência em manejo e fertilidade do solo.
Manejo do solo como base do sucesso
Segundo o consultor, a área campeã conta com mais de 20 anos de plantio direto na palha, o que garante solo estruturado e produtivo. “Para obter resultados elevados, é necessário um plantio convencional criterioso, incluindo fosfatagem, potassagem, calagem, aplicação de gesso e micronutrientes adequados”, explica Dalcin.
Controle de pragas e doenças essenciais
O especialista ressaltou a importância do tratamento de sementes para proteção contra pragas e doenças de solo. Durante o crescimento da soja, o foco foi combater oídio, ferrugem e cercosporiose, doenças comuns na região.
No que se refere às pragas, Dalcin observou desafios como percevejos marrom, ácaros e lagartas, lembrando que cada safra apresenta características próprias e exige atenção contínua:
“Cada safra é diferente. Podemos ter situações similares, mas nunca iguais, então é fundamental estar atento e agir rapidamente diante de qualquer novidade na lavoura.”
Dicas para participar do Desafio CESB
Para produtores interessados em competir no Desafio Nacional de Máxima Produtividade de Soja, Dalcin reforça que fazer o básico bem feito é essencial. Isso inclui:
- Calagem e gessagem;
- Fosfatagem e potassagem;
- Ajuste do perfil do solo;
- Cobertura adequada;
- Uso de estimulantes, estruturadores e nutrientes em cada estádio fenológico;
- Escolha de cultivares apropriadas para cada região.
“Se todos os produtores aplicassem essas práticas básicas, a média de produtividade nacional aumentaria significativamente”, conclui.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Reino Unido amplia pressão e setor do agro brasileiro reage a novas restrições à carne
O agronegócio brasileiro enfrenta um novo cenário de pressão no comércio internacional após a decisão da União Europeia (UE) de suspender, a partir de setembro, as exportações de carne brasileira, somada ao anúncio de que o Reino Unido também avalia impor restrições adicionais ao produto nacional.
O movimento conjunto dos mercados mais exigentes do mundo acende um alerta no setor pecuário e reforça a necessidade de adequação às regras sanitárias internacionais, especialmente no que se refere à rastreabilidade, uso de antimicrobianos e comprovação de conformidade produtiva.
Pressão internacional exige maior comprovação sanitária do Brasil
Especialistas avaliam que o principal desafio do Brasil não está apenas no cumprimento formal das normas, mas na capacidade de demonstrar, de forma auditável e contínua, que toda a cadeia produtiva atende aos padrões exigidos por mercados como o europeu e o britânico.
De acordo com a coordenadora de contratos e agronegócios do CSA Advogados, Ieda Queiroz, a União Europeia adota critérios rigorosos baseados em evidências verificáveis.
“A UE não trabalha com presunção de conformidade; ela exige evidências. Sem demonstrar, de forma verificável, o uso adequado de antimicrobianos e a rastreabilidade animal, o impacto será duradouro — e afeta a credibilidade global do país”, afirma.
A especialista ressalta que o avanço das restrições britânicas reforça que o tema não é pontual, mas sistêmico dentro do comércio internacional de proteínas animais.
“Quando outro mercado de alta exigência sanitária sinaliza restrições, fica claro que a governança sanitária brasileira está sob escrutínio internacional”, acrescenta.
MAPA articula resposta técnica para evitar ampliação das restrições
Diante do cenário, o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) trabalha na consolidação de relatórios técnicos para responder às exigências das autoridades europeias e buscar a reversão das medidas anunciadas.
A estratégia do governo envolve a apresentação de dados sobre controle sanitário, práticas de produção e sistemas de fiscalização adotados no país.
No entanto, especialistas destacam que a reabertura ou manutenção de mercados dependerá diretamente da capacidade de comprovação prática de conformidade ao longo de toda a cadeia produtiva da carne bovina.
Rastreamento e uso de antibióticos seguem no centro do debate
Embora o Brasil possua regulamentação que proíbe o uso de antibióticos como promotores de crescimento na pecuária, esse fator, isoladamente, não é suficiente para atender às exigências dos mercados europeu e britânico.
As autoridades internacionais também demandam rastreabilidade individual dos animais, auditorias independentes e documentação completa de todas as etapas do processo produtivo, desde a origem até o abate e processamento.
Segundo especialistas, a diferença entre a legislação vigente e a implementação prática desses controles ainda representa um dos principais entraves para o acesso pleno a mercados mais rigorosos.
“A distância entre norma e prática ainda é grande”, avalia Ieda Queiroz.
Competitividade da carne brasileira pode ser impactada
O aumento das exigências internacionais ocorre em um momento em que o Brasil ocupa posição de destaque no comércio global de proteínas animais, com forte participação em mercados da Ásia, Oriente Médio e Europa.
No entanto, a ampliação das barreiras sanitárias pode impactar diretamente a competitividade do setor, caso o país não consiga comprovar com robustez a conformidade de seus sistemas produtivos.
Especialistas alertam que a manutenção e expansão da presença brasileira no mercado internacional dependerá cada vez mais de transparência, rastreabilidade e alinhamento com padrões globais de governança sanitária.
Setor agropecuário entra em fase de adaptação e resposta
O cenário reforça a necessidade de adaptação estrutural do setor agropecuário brasileiro, especialmente na pecuária de corte, que depende fortemente do mercado externo.
A tendência é de maior pressão por sistemas integrados de controle, digitalização de processos e fortalecimento de auditorias independentes, com foco na comprovação de origem e conformidade sanitária.
Com a União Europeia avançando em restrições e o Reino Unido sinalizando medidas semelhantes, o Brasil enfrenta um momento decisivo para consolidar sua reputação como fornecedor global de carne dentro dos padrões exigidos pelos mercados mais rigorosos do mundo.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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