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Creep Feeding: Estratégia que Aumenta o Ganho de Peso e a Saúde de Bezerros

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O creep feeding é uma técnica de suplementação alimentar para bezerros em fase de aleitamento que acelera o ganho de peso, promove uniformidade do rebanho e contribui para a saúde dos animais até o desmame. A prática aumenta a eficiência alimentar e prepara o sistema digestivo para as próximas fases da produção, resultando em animais mais produtivos e saudáveis.

Como funciona o creep feeding

Segundo Bruno Marson, diretor técnico comercial da Connan:

“O creep feeding utiliza cochos privativos em cercados projetados para permitir apenas a entrada dos bezerros. Eles recebem uma suplementação concentrada, rica em minerais e proteínas, sem que as vacas lactantes tenham acesso, garantindo nutrição específica sem a necessidade de separar a mãe.”

O sistema promove maior peso à desmama, reduzindo o tempo de abate e otimizando os custos operacionais. Além disso, facilita a transição para a alimentação sólida, tornando o manejo mais eficiente.

Indicações e objetivos do método

A prática é indicada para:

  • Aumentar o peso desmamado por vaca, índice importante para a fazenda de cria;
  • Recria e abate precoce;
  • Venda de bezerros com maior valor agregado.
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Estrutura e cuidados na implementação

Para obter resultados efetivos, o creep feeding exige infraestrutura adequada:

  • Localização do cocho: próximo ao cocho das vacas, facilitando o acesso dos bezerros;
  • Cercado: altura de 90 a 1,10 m para impedir entrada das vacas, passagem de 50 a 60 cm para os bezerros; distância mínima de 2 m entre cocho e cerca;
  • Espaço recomendado: 1,5 m² por bezerro (ex.: 30 m² para 20 bezerros);
  • Proteção do suplemento: estrutura coberta para evitar desperdício e manter atratividade.
Benefícios do creep feeding

Entre as vantagens, destacam-se:

  • Aumento do ganho de peso: dieta nutritiva acelera crescimento e reduz tempo de permanência na propriedade;
  • Redução do estresse no desmame: adaptação precoce à alimentação sólida e estímulo ao desenvolvimento do rúmen;
  • Melhora na saúde e produtividade: otimização da digestão e aproveitamento de nutrientes, resultando em animais mais saudáveis e de maior valor de mercado.
Suporte técnico e suplementos especializados

A Connan oferece suplementos balanceados para creep feeding e suporte técnico para planejamento estratégico, ajudando o produtor a maximizar a produtividade e a rentabilidade da propriedade.

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Bruno Marson finaliza:

“Com bezerros mais pesados e saudáveis, o produtor obtém retorno financeiro mais rápido, por meio de maior peso na venda e redução de custos de produção.”

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Cerrado Mineiro tem um dos melhores rendimentos dos últimos anos

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A colheita do café arábica chegou a 99% nas propriedades acompanhadas pela Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado (Expocacer), no Cerrado Mineiro. Além do avanço dos trabalhos, o beneficiamento apresenta rendimento médio de 455 litros de café colhido para a formação de uma saca de 60 quilos, um dos melhores resultados registrados nos últimos anos.

O levantamento considera a situação das lavouras até 11 de setembro. Aproximadamente 90% da produção já passou pelo beneficiamento, etapa em que são retiradas a casca, a palha e as impurezas para obtenção dos grãos que serão classificados e comercializados.

O resultado de 455 litros por saca indica uma relação favorável entre o volume retirado da lavoura e a quantidade de café beneficiado. Quanto menor o volume de frutos necessário para formar uma saca de 60 quilos, melhor tende a ser o aproveitamento industrial da produção.

Esse rendimento ajuda a compensar parte dos custos da colheita, da secagem e do beneficiamento. Para o produtor, significa obter mais sacas comerciais a partir do mesmo volume colhido, embora o resultado financeiro também dependa da qualidade da bebida, da classificação dos grãos e dos preços negociados.

O Cerrado Mineiro reúne cerca de 4,5 mil produtores em 55 municípios e possui aproximadamente 255 mil hectares cultivados. A região produz, em média, 6 milhões de sacas por ano, equivalentes a 12,7% da produção brasileira, e comercializa café com mais de 30 países.

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A cafeicultura regional também se diferencia pela Denominação de Origem Cerrado Mineiro, a primeira reconhecida para cafés no Brasil. O selo identifica produtos cultivados dentro da área delimitada e que atendem aos critérios de origem, rastreabilidade e qualidade.

A etapa final da colheita está concentrada principalmente no recolhimento dos frutos que caíram no chão. A Expocacer estima que esse café represente cerca de 30% do volume da safra. Aproximadamente 80% dessa parcela já foi recuperada.

O índice médio de catação, que representa a retirada de grãos defeituosos durante o beneficiamento, está próximo de 21%. O percentual foi influenciado justamente pela maior participação do café recolhido do chão, normalmente mais sujeito à umidade, fermentação e contato com impurezas.

As chuvas registradas entre os dias 5 e 9 de setembro impediram o encerramento completo da colheita. A umidade elevada do solo dificultou o tráfego das máquinas e interrompeu temporariamente o recolhimento em algumas propriedades. Como a maioria das áreas já concluiu o trabalho, o avanço do percentual restante ocorre de forma mais lenta.

As precipitações, por outro lado, estimularam a abertura das primeiras flores da próxima safra. A florada observada corresponde, em média, a 33% do potencial estimado para as lavouras acompanhadas pela cooperativa.

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Nas áreas que produziram menos nesta temporada, a abertura das flores foi mais intensa e uniforme. Nas lavouras que sustentaram cargas elevadas, a florada apresentou menor intensidade, comportamento relacionado ao esforço realizado pelas plantas durante a formação da safra atual.

A continuidade das chuvas poderá favorecer uma segunda florada de proporção semelhante. O restante do potencial deve se distribuir entre outubro e novembro, conforme a disponibilidade de umidade e as condições de temperatura.

A abertura das flores é uma sinalização positiva, mas ainda não garante o tamanho da próxima produção. Para que se transformem em frutos, as lavouras precisarão de umidade suficiente durante o pegamento, a formação dos chumbinhos e o início da granação.

Com a safra atual praticamente recolhida, rendimento de beneficiamento favorável e as primeiras flores abertas, o Cerrado Mineiro encerra um ciclo e inicia outro. O acompanhamento das chuvas e o manejo nutricional e fitossanitário das lavouras serão decisivos para transformar o potencial observado agora em produção na próxima colheita.

Fonte: Pensar Agro

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