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Custo da cria bovina sobe 29% em 2025, mas pecuaristas recuperam margens com alta do bezerro

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Custos da pecuária de cria registram forte alta em 2025

O Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgou, nesta segunda-feira (26), uma nova análise que mostra a elevação expressiva nos custos da pecuária de cria em 2025.

De acordo com dados do Projeto de Custo de Produção Agropecuário (CPA), desenvolvido em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), o Custo Operacional Total (COT) do sistema de cria subiu 29,33% em relação a 2024, alcançando R$ 282,29 por arroba.

O aumento foi impulsionado principalmente pelos gastos de custeio, que avançaram 27,68%, e pelas depreciações, com alta de 19,68% no mesmo período.

Valorização do bezerro garante recuperação das margens

Apesar da elevação dos custos, o setor registrou uma recuperação significativa na rentabilidade. O preço médio do bezerro de 7 arrobas teve valorização de 38,70%, encerrando o ano com R$ 397,35 por arroba.

Essa alta garantiu ao produtor uma margem média de R$ 115,05 por arroba, representando crescimento de 68,7% em comparação com o resultado de 2024. O desempenho marca a primeira alta anual nas margens desde 2021, revertendo a tendência negativa observada nos últimos anos.

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Perspectivas para 2026 indicam retenção de fêmeas

A análise do Imea aponta que, com a melhora nas cotações do bezerro, há expectativa de início de um novo ciclo pecuário em 2026, marcado por retenção de fêmeas nas propriedades.

Essa estratégia tende a reduzir a oferta de bezerros no mercado, o que pode sustentar os preços e as margens ao longo do próximo ano, mantendo o cenário mais favorável aos criadores.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

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Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

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O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

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Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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