AGRONEGÓCIO
Custos de produção de frangos e suínos caem em julho de 2025 impulsionados pela queda da ração
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Os custos de produção de frangos de corte e suínos registraram queda pelo terceiro mês consecutivo em julho de 2025, segundo levantamento da Embrapa Suínos e Aves, por meio da Central de Inteligência de Aves e Suínos (CIAS). A redução é reflexo principalmente da queda nos preços da ração, item que representa a maior parcela do custo de produção em ambas as cadeias. Mais detalhes estão disponíveis em embrapa.br/suinos-e-aves/cias.
Paraná: menor custo de produção de frangos desde agosto de 2024
No Paraná, maior produtor nacional de frango de corte, o custo do quilo do frango vivo caiu 2,63% em julho, alcançando R$ 4,60 — menor valor desde agosto de 2024. No acumulado do ano, a redução é de 4%, enquanto nos últimos 12 meses o índice teve retração de 0,20%, com o ICPFrango registrando 355,80 pontos.
A ração, responsável por 64% do custo total da produção de frango, apresentou queda de 3,48% no mês e -8,54% em 2025, sendo o principal fator para a redução do custo final do produto.
Santa Catarina: custo do suíno vivo recua e registra menor valor desde setembro de 2024
Em Santa Catarina, referência nacional na produção de suínos, o custo do quilo do suíno vivo caiu 2% em julho, atingindo R$ 6,13, o menor valor desde setembro de 2024. No acumulado de 2025, o ICPSuíno apresentou redução de 1,28%, enquanto nos últimos 12 meses teve alta de 4,78%, com índice de 350,55 pontos.
A ração, que representa 70,48% do custo total de produção na modalidade ciclo completo, também registrou retração de 2,81% no mês, contribuindo significativamente para o recuo do custo de produção.
Relevância dos índices de custo para produtores e gestores
Os Índices de Custo de Produção (ICPs) da CIAS são calculados com base em dados de Paraná e Santa Catarina, devido à sua relevância na produção nacional de frangos e suínos. Além desses estados, a CIAS disponibiliza estimativas para Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso e Rio Grande do Sul, fornecendo informações estratégicas para gestão econômica e técnica de granjas e aviários.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Preço da tilápia sobe com oferta restrita e exportações alcançam maior volume de 2026
A baixa disponibilidade de peixes continuou sustentando os preços da tilápia no mercado brasileiro durante o mês de maio. Levantamento do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada) aponta que a oferta restrita favoreceu novas altas em algumas das principais regiões produtoras acompanhadas pelo instituto.
Apesar da valorização observada em parte do mercado, algumas praças registraram recuo nos preços. Segundo pesquisadores do Cepea, a retração esteve relacionada ao enfraquecimento da demanda, especialmente pela redução das compras por parte dos frigoríficos, que adotaram uma postura mais cautelosa diante do cenário de consumo.
Oferta deve aumentar gradualmente nos próximos meses
De acordo com o Cepea, a partir de maio os peixes entram em uma fase de maior ganho de peso, fator que tende a ampliar gradualmente a oferta disponível para comercialização.
Esse movimento pode contribuir para um maior equilíbrio entre oferta e demanda ao longo do segundo semestre, reduzindo parte da pressão altista observada nos primeiros meses do ano.
Ainda assim, o setor segue atento à evolução dos custos de produção, ao ritmo de consumo no mercado interno e ao desempenho das exportações, fatores que continuarão influenciando a formação dos preços da proteína.
Exportações de tilápia atingem maior volume do ano
No comércio exterior, a piscicultura brasileira registrou resultados expressivos em maio. Os embarques de tilápia e produtos derivados alcançaram o maior volume exportado em 2026 e o mais elevado desde junho de 2025.
O desempenho reforça a competitividade da proteína brasileira no mercado internacional e demonstra a recuperação do fluxo comercial após um período de ajustes provocados por mudanças tarifárias e oscilações na demanda global.
Novas tarifas dos EUA preocupam setor
Apesar do avanço das exportações, o setor acompanha com atenção as recentes decisões do governo dos Estados Unidos relacionadas à política comercial.
Segundo o Cepea, a administração norte-americana anunciou novas tarifas de importação com previsão de entrada em vigor a partir de julho. A medida poderá impactar novamente a competitividade da tilápia brasileira no principal mercado comprador do produto.
Os Estados Unidos seguem como um dos destinos estratégicos para as exportações brasileiras de pescado, e eventuais barreiras comerciais podem influenciar o ritmo dos embarques nos próximos meses.
Perspectivas para a cadeia aquícola
O cenário para a tilapicultura brasileira combina fundamentos positivos e desafios relevantes. Enquanto a oferta ainda limitada sustenta os preços em diversas regiões e as exportações mostram forte desempenho, o mercado monitora o aumento gradual da produção interna e os possíveis efeitos das novas tarifas norte-americanas.
A evolução da demanda doméstica, o comportamento dos compradores internacionais e o ambiente comercial global deverão definir os rumos do setor ao longo do segundo semestre de 2026.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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