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Custos de produção do frango caem em 2025, enquanto suinocultura registra alta, aponta Embrapa

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Os custos de produção no setor de proteína animal apresentaram trajetórias opostas em 2025, segundo levantamento da Embrapa Suínos e Aves, divulgado pela Central de Inteligência de Aves e Suínos (CIAS).

Enquanto os frangos de corte encerraram o ano com redução nos custos, a suinocultura registrou alta acumulada, revertendo parcialmente as quedas observadas no primeiro semestre.

Suinocultura encerra 2025 com aumento de custos em Santa Catarina

Em Santa Catarina, principal referência para o cálculo do Índice de Custo de Produção de Suínos (ICPSuíno), o custo do quilo do suíno vivo fechou dezembro em R$ 6,48, uma alta de 0,99% em relação ao mês anterior.

Com esse resultado, o ICPSuíno atingiu 370,68 pontos e acumulou um crescimento de 4,39% em 2025.

A ração, que representa 71,67% do custo total, foi o principal fator de pressão, com aumento de 1,71% em dezembro e 1,82% no acumulado do ano.

Produção de frango de corte fecha o ano com queda de custos no Paraná

Já no Paraná, referência nacional para o Índice de Custo de Produção do Frango (ICPFrango), o custo do quilo do frango de corte subiu 0,51% em dezembro, chegando a R$ 4,65 e com o índice em 360,21 pontos.

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Apesar da alta mensal, o acumulado do ano foi negativo em 2,81%, refletindo o alívio no preço dos insumos ao longo de 2025.

A ração, que representa 62,96% dos custos totais, teve alta mensal de 1,38%, mas acumulou queda de 8,92% no ano. Já os pintos de um dia, responsáveis por 19,13% do custo total, recuaram 1,90% em dezembro, porém com aumento de 14,82% em 2025.

Índices ajudam na gestão técnica e econômica dos produtores

Os estados de Santa Catarina e Paraná são as principais referências nos cálculos dos ICPs da CIAS, devido à sua representatividade na produção nacional de suínos e frangos de corte.

Além deles, a Embrapa também disponibiliza estimativas de custos para Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso e Rio Grande do Sul, fornecendo dados estratégicos para a gestão técnica e econômica das cadeias produtivas.

Ferramentas gratuitas auxiliam produtores na gestão de custos

Como forma de apoio ao setor, a Embrapa oferece ferramentas gratuitas de gestão para produtores e técnicos.

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Entre elas está o aplicativo Custo Fácil, disponível para Android, que permite gerar relatórios personalizados e separar despesas de mão de obra familiar.

Outra opção é a planilha de custos para granjas integradas de suínos e frangos de corte, disponível no site da CIAS, que auxilia no controle financeiro e na tomada de decisões de manejo e investimento.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Milho no RS entra na reta final da colheita com produtividade acima de 7,4 t/ha

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Mercado Externo

O cenário internacional para o milho segue marcado por volatilidade, com atenção às safras da América do Sul e ao ritmo das exportações dos Estados Unidos. A evolução da colheita no Sul do Brasil, especialmente no Rio Grande do Sul, contribui para a oferta global, ainda que em menor escala frente ao Centro-Oeste. A regularidade climática recente no Estado ajuda a sustentar expectativas positivas de produtividade, fator que pode influenciar o equilíbrio global de oferta.

Mercado Interno

A colheita do milho no Rio Grande do Sul se aproxima da conclusão, atingindo 90% dos 803.019 hectares cultivados na safra 2025/26, conforme a Emater/RS-Ascar. O avanço foi mais lento na última semana devido às chuvas, principalmente na Metade Sul, que elevaram a umidade dos grãos e dificultaram a operação de máquinas.

As áreas restantes correspondem a lavouras implantadas fora da janela ideal, ainda em fases reprodutivas ou de enchimento de grãos. As precipitações recorrentes desde março favoreceram o desenvolvimento dessas áreas, consolidando o potencial produtivo.

No milho destinado à silagem, a colheita também está praticamente concluída, alcançando 87% da área. No entanto, a umidade elevada tem prejudicado o processo de ensilagem, podendo impactar a qualidade da fermentação.

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Preços

Os preços do milho no mercado interno tendem a refletir o avanço da colheita e a qualidade do produto. A elevada umidade dos grãos em algumas regiões pode gerar descontos na comercialização, além de aumentar os custos com secagem. Por outro lado, a produtividade consistente no Estado ajuda a equilibrar a oferta regional.

Indicadores
  • Área cultivada (milho grão): 803.019 hectares
  • Área colhida: 90%
  • Produtividade média: 7.424 kg/ha
Produção estimada: 5,96 milhões de toneladas
  • Milho silagem:
    • Área: 345.299 hectares
    • Colheita: 87%
    • Produtividade média: 37.840 kg/ha
  • Soja (RS):
    • Área cultivada: 6,62 milhões de hectares
    • Colheita: 68%
    • Produtividade média: 2.871 kg/ha
  • Feijão 1ª safra:
    • Área: 23.029 hectares
    • Produtividade média: 1.781 kg/ha
  • Feijão 2ª safra:
    • Área: 11.690 hectares
    • Produtividade média: 1.401 kg/ha
  • Arroz irrigado:
    • Área: 891.908 hectares
    • Colheita: 88%
    • Produtividade média: 8.744 kg/ha
Análise

A reta final da colheita do milho no Rio Grande do Sul confirma uma safra tecnicamente positiva, sustentada por produtividade acima da média histórica. No entanto, o excesso de chuvas no período final impõe desafios logísticos e pode afetar a qualidade dos grãos, exigindo maior gestão pós-colheita.

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O cenário climático também impacta outras culturas relevantes no Estado. A soja avança de forma mais lenta, com grande variabilidade produtiva devido ao regime irregular de chuvas ao longo do ciclo. Já o arroz mantém bom desempenho, enquanto o feijão evidencia forte dependência de irrigação para alcançar melhores rendimentos.

No curto prazo, o produtor gaúcho segue atento às condições climáticas para concluir a colheita e preservar a qualidade da produção, fator determinante para a rentabilidade em um ambiente de margens mais apertadas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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