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Dia de Campo Estadual da ATeG destaca avanços e oportunidades na piscicultura de Santa Catarina

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O Dia de Campo Estadual da Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) com foco em piscicultura, realizado na última terça-feira (19) no Pesca e Lazer Beira Rio, em São Ludgero (SC), reuniu mais de 300 participantes entre produtores rurais, técnicos, supervisores do Senar/SC, dirigentes sindicais, especialistas e lideranças políticas. O evento teve como objetivo apresentar avanços, desafios e oportunidades no setor, considerado em expansão no estado.

Promovido pelo Sistema Faesc/Senar, em parceria com o Sindicato Rural de Braço do Norte, o encontro contou com a presença de produtores das regiões de Braço do Norte, Orleans, Rio Fortuna, Massaranduba, Armazém, Agrolândia, Benedito Novo, Mafra e Jacinto Machado.

Santa Catarina se consolida como polo de piscicultura

O vice-presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc), Clemerson Argenton Pedrozo, destacou a posição do estado entre os cinco maiores produtores de peixes cultivados do país. “As palestras e casos de sucesso mostraram a rentabilidade da atividade e seu futuro promissor. O Sistema Faesc/Senar e os Sindicatos Rurais continuarão investindo na Assistência Técnica e Gerencial, garantindo renda ao produtor e desenvolvimento aos municípios”, afirmou.

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O presidente do Sindicato Rural de Braço do Norte, Edemar Della Giustina, reforçou a relevância do evento para o fortalecimento do setor, enquanto o vice-prefeito de São Ludgero, Lucas Peters, ressaltou o papel estratégico da iniciativa para o desenvolvimento da piscicultura.

A coordenadora estadual da ATeG Senar/SC, Paula Coimbra Nunes, destacou o impacto do encontro: “Foi uma oportunidade para produtores trocarem informações, esclarecerem dúvidas e acompanharem palestras e casos de sucesso. Esse contato aproxima o Sistema Faesc/Senar dos produtores e fortalece toda a cadeia da piscicultura.”

Perspectivas da tilapicultura em Santa Catarina e no Brasil

A programação contou com a palestra de Francisco das Chagas de Medeiros, presidente da Associação Brasileira de Piscicultura (Peixe BR), sobre “Tilapicultura em Santa Catarina e no Brasil – perspectivas futuras para os mercados interno e externo e a importância da assistência técnica”.

Medeiros destacou o potencial de crescimento da atividade e a relevância da Assistência Técnica e Gerencial para consolidar os produtores. “Santa Catarina detém a maior produtividade mundial por área. Em dois a quatro anos de acompanhamento técnico, o produtor consegue se firmar na atividade, que é hoje a proteína animal que mais cresce no Brasil. O Brasil é o quarto maior produtor de tilápia do mundo”, afirmou.

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Casos de sucesso inspiram produtores

O encontro apresentou relatos de produtores que alcançaram resultados expressivos com o apoio da ATeG. Entre eles:

  • Laercio Burgrever, de Pinheiral (Braço do Norte), que compartilhou sua evolução na atividade acompanhado pelo técnico de campo José Victor Safadi Ferrarezzi.
  • Júnior Warmling, de Rio do Meio (Santa Rosa de Lima), integrante do Sindicato Rural de Rio Fortuna, que destacou a transformação da propriedade com o suporte do técnico Anderson de Souza Corrêa.
Estações técnicas promovem aprendizado prático

O Dia de Campo contou ainda com estações técnicas que possibilitaram atualização prática em temas essenciais para a piscicultura:

  • Manejo de solo e fertilização
  • Manejo alimentar
  • Utilização de aditivos na piscicultura
  • Técnicas de autópsia de peixes a campo

Os participantes tiveram a oportunidade de aplicar conhecimentos e trocar experiências diretamente com técnicos especializados, fortalecendo a cadeia produtiva e as boas práticas do setor.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Corrida global por terras raras leva Senado a discutir estratégia para minerais críticos

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O avanço da disputa internacional por minerais críticos e terras raras mobilizou a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que participou nesta semana de um debate no Senado sobre os caminhos para ampliar a presença do Brasil nas etapas de maior valor agregado da cadeia mineral.

A discussão ocorre em um cenário de crescente competição global por recursos considerados estratégicos para a produção de baterias, veículos elétricos, equipamentos eletrônicos, inteligência artificial, sistemas de defesa e geração de energia renovável. Nos últimos anos, Estados Unidos, China e União Europeia intensificaram políticas voltadas à segurança das cadeias de suprimentos e à redução da dependência externa desses insumos.

O Brasil aparece nesse cenário como um dos países com maior potencial geológico do mundo. Além de reservas de nióbio, grafita e lítio, o país possui importantes ocorrências de terras raras, grupo de minerais utilizados em equipamentos de alta tecnologia e considerados estratégicos pelas principais economias globais.

Durante audiência pública realizada pela Comissão de Relações Exteriores do Senado, integrantes da FPA defenderam a construção de uma política nacional voltada não apenas à extração mineral, mas também ao processamento industrial e à agregação de valor dentro do país. A avaliação apresentada durante o debate é que o Brasil corre o risco de repetir o modelo histórico de exportação de matéria-prima caso não avance em tecnologia, industrialização e segurança jurídica.

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INTERESSE MUNDIAL – Para o presidente do Instituto do Agronegócio, engenheiro agrônomo Isan Rezende, os minerais críticos e as terras raras deixaram de ser apenas uma questão mineral para se tornarem um tema de soberania econômica.

“O mundo vive uma corrida por recursos essenciais para a produção de baterias, semicondutores, inteligência artificial, sistemas de defesa e transição energética. O Brasil possui algumas das maiores reservas do planeta e precisa decidir se continuará exportando matéria-prima ou se avançará para ocupar posições mais estratégicas nessa cadeia.”

“O que preocupa é que as principais economias do mundo estão adotando políticas cada vez mais agressivas para garantir acesso a esses minerais. Os Estados Unidos ampliam sua pressão por acordos de fornecimento, a China mantém forte controle sobre etapas de processamento e diversos países passaram a restringir exportações para proteger suas próprias indústrias. O Brasil não pode assistir a esse movimento apenas como fornecedor de recursos naturais. É necessário construir uma política nacional que estimule pesquisa, industrialização, inovação e geração de valor dentro do país.”

“A discussão conduzida pela Frente Parlamentar da Agropecuária vai além da mineração. Estamos falando de desenvolvimento regional, atração de investimentos, geração de empregos qualificados e fortalecimento da competitividade brasileira. O país reúne reservas minerais, conhecimento técnico e capacidade produtiva para se tornar um protagonista global nesse mercado. Mas isso exige segurança jurídica, previsibilidade regulatória e uma estratégia de longo prazo que transforme riqueza geológica em riqueza econômica para os brasileiros.”

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Os Estados Unidos ampliaram programas de incentivo à produção doméstica e à diversificação de fornecedores, enquanto a China mantém posição dominante em etapas estratégicas do processamento de terras raras. Outros países produtores também passaram a restringir exportações de matérias-primas para estimular investimentos industriais locais.

No Senado, a discussão abordou ainda o Projeto de Lei 4.443/2025, que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. A proposta busca estabelecer diretrizes para pesquisa, exploração, industrialização e atração de investimentos para o setor.

Entre os pontos destacados pelos participantes estão a necessidade de ampliar o conhecimento geológico do território brasileiro, fortalecer a pesquisa científica, estimular o desenvolvimento tecnológico e criar um ambiente regulatório capaz de atrair investimentos de longo prazo.

Para a FPA, o debate ultrapassa a questão mineral e passa a integrar uma agenda estratégica relacionada à competitividade da economia brasileira, à segurança das cadeias produtivas e ao posicionamento do país em um mercado que deve ganhar relevância crescente nas próximas décadas.

Fonte: Pensar Agro

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