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Diesel mais caro preocupa produtores de arroz no RS e pode impactar início da colheita, alerta Federarroz

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A Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) divulgou um comunicado manifestando preocupação com relatos de produtores rurais sobre atrasos e cancelamentos na entrega de óleo diesel previamente agendado em diversas regiões do estado. Além das dificuldades no abastecimento, agricultores também apontam aumento superior a R$ 1,20 por litro no valor do combustível nas últimas horas.

A situação ocorre justamente no período em que os produtores iniciam a colheita da safra 2025/2026, etapa que exige grande volume de combustível para operação de máquinas agrícolas e transporte da produção.

Cancelamentos de pedidos e suspeita de desabastecimento

De acordo com a Federarroz, produtores relataram que pedidos de diesel previamente programados foram cancelados sob a justificativa de suposto desabastecimento. Ao mesmo tempo, houve registros de forte elevação no preço do combustível.

A entidade informou que está acompanhando de perto a situação e os possíveis reflexos no mercado. O posicionamento foi assinado pelo diretor jurídico da federação, Anderson Belloli, que destacou que eventuais irregularidades comerciais poderão ser investigadas.

Segundo a entidade, caso sejam identificadas práticas prejudiciais aos produtores ou consumidores, medidas legais poderão ser adotadas nas esferas administrativa, cível e penal, conforme previsto na legislação brasileira.

Crise de preços pressiona setor arrozeiro

O alerta da federação ocorre em um momento considerado crítico para a cadeia produtiva do arroz no Rio Grande do Sul. O setor enfrenta atualmente uma das maiores crises de rentabilidade da atividade.

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Hoje, a saca de arroz é comercializada em média por cerca de R$ 55, valor considerado bem abaixo do custo de produção do cereal, estimado entre R$ 85 e R$ 90, dependendo do sistema produtivo adotado nas propriedades.

Esse cenário tem pressionado a margem financeira dos produtores em diferentes regiões do estado, ampliando as dificuldades econômicas do setor.

Diesel é insumo estratégico durante a colheita

A colheita da safra exige grande volume de combustível para movimentar colheitadeiras, tratores, caminhões e sistemas logísticos responsáveis pelo transporte do arroz até armazéns e unidades de beneficiamento.

Diante desse contexto, a Federarroz alerta que escassez no abastecimento ou elevação repentina do preço do diesel pode aumentar ainda mais os custos operacionais e comprometer o desempenho da atividade no campo.

Além do impacto direto nas lavouras, a entidade ressalta que eventuais problemas no abastecimento também podem gerar reflexos na oferta do produto ao consumidor.

Possíveis impactos no mercado do arroz

Caso as dificuldades no fornecimento de combustível persistam, a federação avalia que a situação poderá influenciar o mercado.

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Segundo a entidade, eventuais prejuízos à produção podem afetar a disponibilidade do cereal, o que pode provocar alterações nos preços ao longo da cadeia de abastecimento.

A Federarroz informou que continuará monitorando o cenário e adotará providências caso sejam confirmadas práticas que prejudiquem os produtores gaúchos.

Banco Central monitora inflação e combustíveis

O cenário de alta nos combustíveis também é acompanhado pelas autoridades econômicas. Dados recentes do Relatório Focus do Banco Central indicam que o mercado financeiro segue atento ao impacto de energia e combustíveis sobre a inflação brasileira.

O acompanhamento ocorre porque variações nesses insumos têm forte influência nos custos logísticos e na formação de preços de alimentos, incluindo produtos do agronegócio.

Federarroz pedirá esclarecimentos à Petrobras

Diante dos relatos de produtores, a federação informou que pretende solicitar esclarecimentos à Petrobras sobre possíveis situações de desabastecimento de óleo diesel registradas em diferentes regiões do Rio Grande do Sul.

A entidade afirma que seguirá acompanhando o tema junto às empresas da cadeia de distribuição de combustíveis para entender as causas dos atrasos e evitar prejuízos ao setor produtivo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agro tem até dia 30 para escolher tributação que pode alterar competitividade em 2027

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Empresas do agronegócio enquadradas no Simples Nacional têm até 30 de outubro para decidir se manterão o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) dentro do Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS) ou se recolherão os dois tributos pelo regime regular a partir de janeiro de 2027. A escolha poderá afetar o valor dos créditos aproveitados pelos clientes e, consequentemente, a competitividade dos fornecedores.

Quem não fizer a opção continuará automaticamente no modelo tradicional, com IBS e CBS incluídos no DAS. A mudança interessa principalmente às empresas que vendem para cooperativas, indústrias, exportadores e outros compradores que aproveitam créditos tributários.

Essa limitação pode pesar na negociação. Uma cerealista, agroindústria ou fornecedora de insumos que gere pouco crédito poderá se tornar menos atraente para compradores empresariais, sobretudo quando concorrer com fornecedores capazes de transferir créditos maiores.

A alternativa prevista na reforma tributária é permanecer no Simples Nacional para os demais tributos, mas calcular IBS e CBS pelo regime regular. É o chamado modelo híbrido. A empresa continua recolhendo pelo DAS os tributos que permanecerem no Simples, enquanto apura IBS e CBS separadamente.

Nesse modelo, poderá aproveitar os créditos permitidos sobre máquinas, equipamentos, energia, serviços e outros bens e insumos adquiridos. Também poderá gerar créditos pelo regime regular para seus clientes. Em contrapartida, terá mais obrigações fiscais, necessidade de controlar entradas e saídas e possível aumento do custo contábil.

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Por isso, não existe uma resposta única para o agronegócio. Manter IBS e CBS dentro do Simples pode continuar sendo vantajoso para empresas que vendem principalmente ao consumidor final, possuem poucos gastos capazes de gerar créditos e valorizam uma operação tributária mais simples.

Já a apuração pelo regime regular merece ser simulada por empresas que vendem predominantemente a outras pessoas jurídicas, realizam investimentos elevados ou compram grande quantidade de insumos tributados. Nesses casos, os créditos podem compensar parte do aumento da burocracia e preservar a competitividade comercial.

A conta também precisa incluir os tratamentos diferenciados concedidos ao setor. A legislação prevê redução de 60% das alíquotas de IBS e CBS para determinados produtos agropecuários, aquícolas, pesqueiros, florestais e extrativistas in natura, além de insumos agropecuários incluídos nas listas legais. Há ainda operações sujeitas a alíquota zero, diferimento ou créditos presumidos.

Esses benefícios, entretanto, não alcançam automaticamente toda empresa ligada ao agronegócio. A aplicação depende do produto, da operação, da classificação fiscal e das condições previstas na legislação. Uma empresa pode ter receitas submetidas a tratamentos diferentes dentro da mesma atividade.

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A decisão, portanto, não deve considerar apenas o percentual atualmente pago no DAS. É necessário comparar o valor total dos tributos, os créditos aproveitáveis nas compras, os créditos transferidos aos clientes, o perfil das vendas, o efeito sobre os preços, o fluxo de caixa e o custo adicional de cumprimento das obrigações fiscais.

A Receita Federal informa que a opção pelo regime regular de IBS e CBS poderá ser feita até 30 de outubro de 2026. Quem não optar continuará recolhendo os dois tributos dentro do Simples. A escolha poderá ser cancelada entre 3 de novembro e 20 de dezembro. Haverá uma nova oportunidade em março de 2027, com efeitos a partir de julho.

Para as empresas do agro, o Simples não deixou de ser uma boa opção. O que terminou foi a segurança de escolhê-lo apenas porque a alíquota parece menor. A partir de 2027, o crédito tributário concedido ao comprador pode ser tão importante quanto o imposto pago pelo fornecedor.

Fonte: Pensar Agro

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