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Produção de hortaliças movimenta R$ 7,1 bilhões no Paraná em 2024, segundo Deral

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O Paraná se consolida como um dos principais polos de produção de hortaliças do país. De acordo com o Boletim de Conjuntura Agropecuária divulgado pelo Departamento de Economia Rural (Deral), vinculado à Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), todos os 399 municípios paranaenses registraram cultivos comerciais de olerícolas em 2024.

O levantamento destaca a ampla diversidade e distribuição geográfica da produção, que garante ao estado uma base agrícola sólida e descentralizada, fortalecendo o abastecimento interno e o desempenho econômico do setor.

Cinco municípios concentram quase um quarto da produção estadual

Segundo o relatório, os municípios de São José dos Pinhais, Guarapuava, Marilândia do Sul, Contenda e Araucária lideram o segmento de hortaliças no Paraná. Juntos, esses cinco polos somam 27,2 mil hectares cultivados e 805,6 mil toneladas colhidas, o que representa um Valor Bruto da Produção (VBP) de R$ 1,8 bilhão.

Essas cidades respondem por 23,5% da área total cultivada, 17% da produção e 18,6% do VBP estadual. No total, o estado alcançou 115,8 mil hectares plantados, 2,9 milhões de toneladas colhidas e um VBP de R$ 7,1 bilhões, reforçando o peso do setor olerícola na economia paranaense.

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Batata e folhosas impulsionam o desempenho regional

O boletim do Deral observa que o cultivo da batata é um dos principais motores do VBP das hortaliças no estado, com destaque especial para municípios das regiões Central e Metropolitana de Curitiba.

Em São José dos Pinhais, a produção é voltada para folhosas, especialmente couve-flor, repolho e brócolis. Já Guarapuava se destaca pela batata e cebola, enquanto Marilândia do Sul tem foco em cenoura e beterraba. Em Contenda, predominam as culturas de batata, cebola e batata-salsa, e Araucária completa o grupo com forte presença de batata, repolho e couve-flor.

Essas especializações regionais reforçam o papel estratégico da horticultura paranaense tanto para o abastecimento interno quanto para a geração de renda nas cadeias produtivas locais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Pecuária pantaneira avança com tecnologia reprodutiva e acelera melhoramento genético no Pantanal

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A pecuária de Pantanal vem passando por uma transformação gradual com a adoção de tecnologias reprodutivas e ferramentas de melhoramento genético, sem abrir mão das práticas tradicionais de manejo adaptadas ao ciclo de cheias e secas da região.

No centro desse movimento está o grupo Nelore Cometa, que combina avaliação genômica, Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF) e Fertilização In Vitro (FIV) para acelerar o progresso genético do rebanho, respeitando as particularidades ambientais de um dos biomas mais desafiadores do país.

Genômica aumenta precisão na seleção de animais superiores

O uso da genômica tem sido um dos principais pilares do programa de melhoramento genético adotado pelo Nelore Cometa. A tecnologia permite identificar com maior precisão os animais de melhor desempenho produtivo ainda em fases iniciais da vida, aumentando a confiabilidade das decisões de seleção.

Segundo o zootecnista e técnico de campo da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu, Fábio Eduardo Ferreira, o rebanho foi um dos pioneiros na utilização da avaliação genômica na região.

Ele explica que a tecnologia elevou a acurácia das estimativas genéticas, permitindo decisões mais assertivas sobre quais animais devem ser multiplicados e quais devem ser destinados ao descarte, acelerando o ganho genético do rebanho.

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Tecnologia reprodutiva acelera ganhos sem romper manejo tradicional

Além da genômica, o sistema produtivo utiliza IATF e FIV para concentrar nascimentos e ampliar a disseminação de genética superior. A estratégia permite antecipar a estação de parto para os meses de agosto a outubro, facilitando o manejo dos bezerros antes do período de cheia.

De acordo com o produtor Francis Maris Cruz, a pecuária no Pantanal exige adaptação constante às condições naturais, em vez de confronto com o ambiente.

Ele destaca que a atividade é estruturada para conviver com o regime de águas da região, respeitando os períodos de cheia e seca e ajustando o manejo conforme a dinâmica do território.

Manejo estratégico reduz impactos da cheia no desenvolvimento dos animais

No sistema adotado, os bezerros são desmamados precocemente entre janeiro e fevereiro, antes da intensificação do período de cheias. Após essa fase, os animais jovens são transferidos para áreas mais altas ou outras propriedades da operação, garantindo melhores condições de desenvolvimento.

As fêmeas seguem etapas de reprodução e desenvolvimento em fazendas fora da área mais afetada pelas cheias, enquanto os machos são direcionados a sistemas específicos de recria e terminação.

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Essa estratégia permite manter a produtividade mesmo em um ambiente de alta complexidade climática e logística, característica do bioma pantaneiro.

Seleção genética prioriza rusticidade e adaptação ao ambiente

O programa de melhoramento também prioriza características como rusticidade, fertilidade e capacidade de adaptação às condições adversas do Pantanal. O uso de sêmen de touros geneticamente superiores e reprodutores selecionados em centrais de inseminação faz parte da estratégia para elevar o padrão do rebanho.

A combinação entre biotecnologias reprodutivas e manejo tradicional reforça a busca por animais mais eficientes e adaptados às condições locais, sem perder a identidade da pecuária regional.

Tecnologia e tradição caminham juntas na pecuária pantaneira

Ao integrar genômica, IATF, FIV e manejo adaptado ao ciclo das águas, o Nelore Cometa demonstra como a pecuária no Pantanal pode evoluir tecnologicamente sem abandonar suas bases tradicionais.

O modelo adotado mostra que o avanço genético pode ocorrer em sintonia com o ambiente, respeitando o regime natural das cheias e secas e fortalecendo a produção em um dos ecossistemas mais exigentes da pecuária brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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