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Diferença nos preços de combustíveis nas rodovias exige planejamento de motoristas e transportadoras

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O Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL) referente a agosto mostrou que os combustíveis apresentaram grande variação de valores nas principais rodovias do Brasil. A diferença impacta diretamente os custos de transporte e exige que motoristas e transportadoras adotem estratégias específicas para reduzir gastos.

Segundo Renato Mascarenhas, diretor de Rede de Abastecimento da Edenred Mobilidade, não há mais uma única rota considerada barata. “O motorista agora precisa de uma estratégia específica para cada tipo de combustível”, destaca.

Diesel mais barato foi registrado na Fernão Dias

Entre as rodovias avaliadas, a Fernão Dias apresentou os menores preços para o diesel:

  • Diesel comum: R$ 5,90 (estável)
  • Diesel S-10: R$ 6,04 (+0,50%)

Já na Régis Bittencourt, o etanol teve o menor valor médio, de R$ 4,31 (+0,47%). A gasolina mais em conta foi encontrada na Presidente Dutra, com preço médio de R$ 6,10 (-0,65%).

BR-101 lidera com os maiores preços

Na contramão, a BR-101 registrou os valores mais altos entre as rodovias analisadas:

  • Diesel comum: R$ 6,13 (+0,82%)
  • Diesel S-10: R$ 6,23 (+0,65%)
  • Gasolina: R$ 6,38 (-0,62%)
  • Etanol: R$ 4,89 (-0,41%)
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Essas diferenças reforçam a necessidade de planejamento no abastecimento para evitar prejuízos.

Levantamento considera 21 mil postos em todo o país

O IPTL é elaborado a partir de abastecimentos realizados em 21 mil postos credenciados da Edenred Ticket Log. Os dados se baseiam em informações de mais de 1 milhão de veículos, com média de oito transações por segundo, o que garante confiabilidade e precisão nos valores apresentados.

Tecnologia e gestão de frotas como aliados

Com mais de 30 anos de experiência no setor, a Edenred Mobilidade oferece soluções voltadas para gestão de transporte e abastecimento. A empresa destaca que, diante da pulverização dos preços de combustíveis nas rodovias brasileiras, o planejamento estratégico é essencial para manter a rentabilidade do transporte.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Setor cooperativo, que movimenta R$ 758 bilhões, ganha acesso a fundos regionais

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As 4.384 cooperativas brasileiras ganharam uma nova alternativa para financiar projetos de infraestrutura, armazenagem, industrialização e expansão das atividades econômicas. A Lei Complementar 231/2026 passou a permitir que essas organizações utilizem recursos dos fundos de desenvolvimento da Amazônia, do Nordeste e do Centro-Oeste.

A mudança, defendida pela Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) durante a tramitação no Congresso, alcança um setor que reúne 25,8 milhões de cooperados e gera mais de 578 mil empregos diretos. Segundo o levantamento mais recente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), referente a 2024, as cooperativas movimentaram R$ 757,9 bilhões e acumulavam R$ 1,39 trilhão em ativos.

O número de cooperativas contabilizadas pela OCB caiu de 4.509 para 4.384 entre os dois levantamentos mais recentes. O movimento, porém, não representa uma retração econômica do cooperativismo. No mesmo período, a quantidade de cooperados aumentou de 23,45 milhões para 25,8 milhões, enquanto os empregos diretos avançaram de 550,6 mil para 578 mil. O volume movimentado cresceu 9,5%, passando de R$ 692 bilhões para R$ 757,9 bilhões.

No agronegócio, a presença das cooperativas é ainda mais significativa. O país reúne 1.172 cooperativas agropecuárias, formadas por aproximadamente 1,1 milhão de produtores e responsáveis por 268 mil empregos diretos. O ramo movimentou R$ 438,3 bilhões em 2024, o equivalente a quase 58% de todo o cooperativismo nacional.

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Essas organizações respondem por mais da metade da originação de grãos e fibras no Brasil. Também possuem participação importante nas cadeias de leite, café, carnes, frutas e hortaliças, principalmente por reunir pequenos e médios produtores que, individualmente, teriam menor capacidade de armazenar, industrializar e comercializar a produção.

A nova legislação inclui expressamente as cooperativas entre os possíveis beneficiários do Fundo de Desenvolvimento da Amazônia (FDA), do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE) e do Fundo de Desenvolvimento do Centro-Oeste (FDCO). Até então, a ausência dessa previsão limitava a apresentação direta de projetos por essas organizações.

Na prática, uma cooperativa poderá buscar financiamento para construir ou ampliar silos, armazéns frigorificados, unidades de beneficiamento, fábricas de ração, laticínios, frigoríficos e agroindústrias. Os recursos também podem apoiar investimentos em energia, irrigação, logística e outras estruturas compartilhadas pelos cooperados.

O financiamento não será liberado automaticamente. As cooperativas precisarão apresentar projetos técnica e economicamente viáveis, enquadrados nas prioridades de desenvolvimento de cada região. As propostas serão avaliadas pelas superintendências regionais e pelos agentes financeiros responsáveis pela operação dos recursos.

Os três fundos não devem ser confundidos com o FNO, o FNE e o FCO, linhas constitucionais já utilizadas no crédito rural. O FDA, o FDNE e o FDCO são voltados principalmente a empreendimentos estruturantes, com potencial para gerar empregos, ampliar a atividade econômica e reduzir desigualdades regionais.

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Para a FPA, a mudança permite que os recursos cheguem a municípios nos quais o crédito tradicional ainda é restrito. A organização coletiva também possibilita que produtores dividam custos e executem projetos que dificilmente seriam viáveis de forma individual.

Presidente da FPA, o deputado Pedro Lupion afirmou que o acesso aos fundos amplia a capacidade de investimento das cooperativas e fortalece a geração de renda no interior. O vice-presidente da frente na Câmara, Arnaldo Jardim, destacou que a medida favorece projetos maiores de industrialização e comercialização, com maior agregação de valor à produção.

A Lei Complementar 231/2026 não cria novos gastos nem reserva uma parcela dos fundos exclusivamente para o cooperativismo. A mudança amplia o grupo de organizações autorizadas a disputar os recursos já disponíveis, conforme as regras de cada programa e a qualidade dos projetos apresentados.

Para os municípios produtores, o principal efeito esperado é a possibilidade de transformar uma parcela maior da produção no próprio interior. Em vez de apenas vender grãos, leite, café ou animais, as cooperativas poderão investir no armazenamento e na industrialização, mantendo empregos, renda e arrecadação mais próximos das propriedades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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