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Dólar abre em alta com incertezas no Fed e atenção aos dados do Caged

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O dólar iniciou o pregão desta quarta-feira (27) em valorização, enquanto o mercado brasileiro acompanha os desdobramentos no Federal Reserve (Fed) e aguarda a divulgação do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

Mercado brasileiro acompanha indicadores econômicos

Por volta das 9h05, o dólar avançava 0,28%, sendo negociado a R$ 5,4490. Na terça-feira, a moeda já havia registrado alta de 0,34%, encerrando a sessão em R$ 5,4339.

O Ibovespa, principal índice da B3, inicia o pregão às 10h após ter fechado o dia anterior em queda de 0,18%, aos 137.771 pontos.

Conflito no Fed: Trump anuncia demissão de diretora

O ex-presidente Donald Trump comunicou, por meio das redes sociais, a intenção de afastar Lisa Cook do conselho do Fed. A economista é a primeira mulher negra a ocupar o cargo na diretoria do banco central americano.

O Fed ressaltou que seus membros possuem mandatos fixos e só podem ser removidos em casos de “justa causa”. Cook, por meio de seu advogado, declarou que recorrerá à Justiça contra qualquer tentativa de destituição, afirmando que não há base legal para sua saída.

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Trump, por sua vez, afirmou que já possui substitutos em mente e que existem candidatos “muito competentes” para o cargo.

Consequências para a política monetária dos EUA

Especialistas avaliam que a tentativa de demissão gera incerteza jurídica e pode abalar a credibilidade do Fed. De acordo com Andressa Durão, economista do ASA, nunca houve afastamento de um diretor do Fed por justa causa.

“Mesmo que Trump tente destituir Cook, ela pode permanecer no cargo até que a Justiça decida, processo que pode levar meses ou anos”, explica Durão.

Caso Cook deixe o conselho, o mercado pode interpretar a mudança como uma postura mais flexível do Fed, já que novos indicados por Trump tendem a adotar decisões alinhadas a políticas monetárias mais brandas.

Olhar para o Brasil: foco nos dados do Caged

No cenário doméstico, a atenção se volta para o Caged de julho, que será divulgado às 14h30. O mercado avalia a criação de empregos formais, indicador importante para estimar o momento em que o Banco Central poderá iniciar cortes na taxa Selic.

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Desempenho do dólar e do Ibovespa
  • Dólar
    • Semana: +0,15%
    • Mês: -2,98%
    • Ano: -12,07%
  • Ibovespa
    • Semana: -0,17%
    • Mês: +3,50%
    • Ano: +14,50%
Bolsas globais seguem cautelosas

Na Europa, os índices operam de forma mista, com investidores atentos aos resultados trimestrais da Nvidia e à instabilidade política na França. Pela manhã, o STOXX 600 subia 0,13%, o FTSE 100 em Londres avançava 0,02%, o CAC 40 de Paris subia 0,43%, enquanto o DAX de Frankfurt recuava 0,13% e o FTSE MIB de Milão caía 0,70%.

Na Ásia, os mercados fecharam majoritariamente em queda, sobretudo na China, após dados indicarem redução nos lucros industriais pelo terceiro mês consecutivo. O SSEC de Xangai caiu 1,76%, o CSI300 recuou 1,49% e o Hang Seng de Hong Kong perdeu 1,27%.

Em contrapartida, os mercados de Tóquio, Seul e Taiwan fecharam em alta: Nikkei +0,30%, Kospi +0,25% e Taiex +0,88%.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Exportações brasileiras de soja devem superar 15 milhões de toneladas em junho e reforçam liderança do agronegócio

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O agronegócio brasileiro segue demonstrando força no mercado internacional. As exportações de soja do Brasil devem alcançar aproximadamente 15,3 milhões de toneladas em junho, segundo estimativas da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC). O volume representa um desempenho superior ao registrado no mesmo período do ano passado e reforça a competitividade do produto brasileiro no comércio global.

Os dados mais recentes da entidade indicam que os embarques acumulados de soja em 2026 já ultrapassam 73,8 milhões de toneladas, consolidando um dos melhores desempenhos da história para o setor exportador nacional.

Soja lidera crescimento das exportações brasileiras

A soja continua sendo o principal produto da pauta exportadora do agronegócio brasileiro. Entre janeiro e maio, os embarques apresentaram crescimento significativo em comparação ao mesmo período de 2025, impulsionados pela elevada demanda internacional e pela ampla oferta nacional.

Para junho, a previsão é de exportações superiores a 15 milhões de toneladas, resultado acima das 13,8 milhões de toneladas embarcadas no mesmo mês do ano anterior. O avanço reforça a posição do Brasil como maior fornecedor mundial da oleaginosa.

A China permanece como o principal destino da soja brasileira, absorvendo cerca de 70% das exportações realizadas entre janeiro e maio. Espanha, Turquia, Tailândia, Paquistão, Holanda e México também figuram entre os principais compradores do grão brasileiro.

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Farelo de soja registra avanço e fortalece indústria de processamento

O farelo de soja também apresenta desempenho positivo em 2026. A ANEC estima embarques próximos de 2,24 milhões de toneladas em junho, volume superior ao registrado no mesmo período de 2025.

O crescimento reflete o fortalecimento da indústria nacional de processamento, que vem ampliando a agregação de valor à produção agrícola brasileira.

Entre os principais destinos do farelo brasileiro estão Indonésia, Tailândia, Irã, Holanda, Polônia e Espanha, demonstrando a diversificação dos mercados consumidores do produto.

Milho acelera e amplia participação no comércio global

Outro destaque do ano é o milho. Os embarques acumulados já superam 6,3 milhões de toneladas, volume significativamente superior ao observado no mesmo período de 2025. A previsão para junho aponta exportações próximas de 598 mil toneladas.

O cereal brasileiro vem ganhando espaço em mercados estratégicos, especialmente no Norte da África e no Oriente Médio. Egito, Vietnã e Irã lideram as compras do milho nacional, seguidos por Argélia, Malásia e Arábia Saudita.

Portos do Arco Norte ampliam relevância logística

A logística segue sendo um dos pilares do crescimento das exportações brasileiras. Os portos de Santos, Paranaguá, Itaqui, Barcarena, Itacoatiara e Rio Grande concentram grande parte dos embarques de soja, farelo e milho.

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Além dos tradicionais corredores de exportação do Sul e Sudeste, os portos do Arco Norte vêm ampliando sua participação, contribuindo para a redução de custos logísticos e aumento da competitividade dos produtos brasileiros nos mercados internacionais.

Agronegócio mantém protagonismo na balança comercial

As projeções da ANEC reforçam a importância do complexo soja e milho para a economia brasileira. O avanço das exportações ocorre em um contexto de demanda global consistente por alimentos e proteínas, favorecendo o desempenho do setor.

Com produção elevada, infraestrutura em expansão e mercados consolidados, o Brasil segue fortalecendo sua posição como um dos maiores fornecedores mundiais de grãos, contribuindo decisivamente para o saldo positivo da balança comercial e para a geração de renda no campo.

A expectativa do mercado é que os embarques continuem acelerados ao longo do segundo semestre, especialmente com a intensificação das exportações de milho e a manutenção da forte demanda asiática pela soja brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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