RIO BRANCO
Search
Close this search box.

AGRONEGÓCIO

Dólar cai levemente e Ibovespa sobe enquanto mercado aguarda pacote de ajuda do governo

Publicados

AGRONEGÓCIO

O dólar opera com leve queda nesta quarta-feira (13), refletindo a expectativa do mercado sobre o pacote de ajuda do governo brasileiro destinado a setores impactados pela tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos. Por volta das 9h40, a moeda americana recuava 0,07%, cotada a R$ 5,382.

Na terça-feira (12), o dólar fechou em queda de 1,06% e o Ibovespa avançou 1,69%, aos 137.914 pontos.

Governo anuncia MP “Brasil Soberano” com linha de crédito de R$ 30 bilhões

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assina às 11h30 a Medida Provisória “Brasil Soberano”, que integra o pacote de ajuda a empresas prejudicadas pelo tarifaço dos EUA.

O programa prevê:

  • Linhas emergenciais de crédito para empresas brasileiras;
  • Compra governamental de produtos nacionais;
  • Programa de proteção ao emprego nos setores afetados.

Segundo o presidente, “R$ 30 bilhões é o começo. Não se pode colocar mais sem saber o tamanho do impacto”. O evento terá participação dos presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), além de empresários convidados.

Leia Também:  Frente fria muda tempo e interfere no ritmo de colheita e plantio no País
Banco Central atua com leilão de swap cambial e divulga fluxo cambial

O Banco Central do Brasil realizará um leilão de até 35 mil contratos de swap cambial tradicional, usados para conter a volatilidade do dólar. À tarde, o BC divulgará o fluxo cambial semanal, informação importante para investidores acompanharem a oferta e demanda de moeda estrangeira.

Vendas no varejo ficam abaixo das expectativas em junho

O IBGE divulgou que as vendas no varejo caíram 0,1% em junho frente a maio e cresceram 0,3% em relação a junho de 2023, abaixo das estimativas do mercado (0,70% no mês e 2,40% no ano).

Mercados internacionais: bolsas sobem após dados de inflação e suspensão de tarifas

Nos Estados Unidos, os principais índices fecharam em alta:

  • S&P 500: +1,13%
  • Nasdaq: +1,37%
  • Dow Jones: +1,09%

Na Ásia, bolsas avançaram após Donald Trump prorrogar por 90 dias a suspensão das tarifas sobre importações chinesas.

Na Europa, a maioria das bolsas encerrou o dia em alta:

  • Stoxx 600: +0,24%
  • FTSE 100 (Londres): +0,20%
  • CAC 40 (Paris): +0,71%
  • DAX (Frankfurt): -0,23%
Leia Também:  "Vem pro Campo!" chega a Pará de Minas com soluções em horticultura e variedades de tomate

Dólar e Ibovespa: desempenho acumulado da semana, mês e ano

  • Dólar
    • Semana: -0,92%
    • Mês: -3,84%
    • Ano: -12,85%
  • Ibovespa
    • Semana: +1,47%
    • Mês: +3,64%
    • Ano: +14,66%

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

AGRONEGÓCIO

Trump taxa o Brasil por “trabalho escravo”, mas compra 30 vezes mais de “países suspeitos”

Publicados

em

Por

Os Estados Unidos começaram a cobrar, nesta sexta-feira (24.07), uma tarifa adicional de 12,5% sobre produtos brasileiros sob a justificativa de que o país não impediria de maneira efetiva a importação de mercadorias produzidas com trabalho escravo.

Para parte das exportações brasileiras, a nova tarifa será somada à sobretaxa de 25% (veja aqui) que entrou em vigor na quarta-feira (22), elevando o adicional a 37,5%. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, a cobrança acumulada alcança setores como calçados, máquinas e equipamentos, incluindo maquinário agrícola, peças, vestuário e produtos químicos não farmacêuticos. Café e suco de laranja ficaram isentos das duas medidas, enquanto a celulose será atingida somente pelos 12,5%. A incidência final dependerá do código tarifário de cada mercadoria.

O argumento norte-americano, porém, esbarra nos próprios números e mostra que a decisão é eminentemente política. Segundo levantamento do Global Slavery Index, elaborado pela fundação Walk Free e apresentado ao G20, os Estados Unidos importam anualmente US$ 169,6 bilhões em mercadorias suspeitas de terem sido produzidas com trabalho forçado e nenhum desses países foi sobretaxado. No caso brasileiro, o montante é de US$ 5,6 bilhões, o equivalente a cerca de R$ 28,5 bilhões, ou seja 30 vezes mais.

A classificação da fundação Walk Free não significa que todas essas mercadorias tenham sido comprovadamente produzidas por trabalhadores escravizados, mas mostra que o mercado norte-americano permanece como um dos principais destinos mundiais de bens provenientes dessas cadeias que se utilizam de mão de obra escravizada.

Entre as compras dos Estados Unidos classificadas como de risco estão US$ 107,6 bilhões em eletrônicos procedentes principalmente da China e da Malásia. Também aparecem US$ 52,4 bilhões em roupas produzidas em países como China, Vietnã, Bangladesh, Índia e Malásia. A lista inclui ainda pescados, madeira e produtos têxteis.

Outra incoerência: a nova cobrança não proíbe a entrada dessas mercadorias. Os produtos originados em cadeias apontadas como vulneráveis ao trabalho forçado poderão continuar chegando aos Estados Unidos desde que os importadores paguem o imposto adicional.

Leia Também:  Inflação controlada, superávit em alta e indústria estável: panorama econômico do Brasil em janeiro de 2026

O Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) que “investigou” o Brasil não formalizou uma acusação de que os produtos brasileiros estão sendo fabricados com trabalho escravo. Apenas frisou que inexiste uma proibição de importação considerada suficientemente abrangente, para impedir que mercadorias produzidas nessas condições em terceiros países entrem no Brasil, e daqui cheguem aos Estados Unidos .

Essa foi uma forma de justificar o injustificável, já que o Brasil possui uma estrutura própria de repressão ao trabalho análogo à escravidão. O artigo 149 do Código Penal enquadra como crime situações envolvendo trabalho forçado, jornada exaustiva, condições degradantes e restrição da liberdade por dívida. O país também mantém grupos móveis de fiscalização e um cadastro público de empregadores responsabilizados administrativamente, conhecido como Lista Suja do Trabalho Escravo.

Desde 1995, mais de 68 mil trabalhadores foram retirados de condições análogas à escravidão em mais de 8 mil ações fiscais, segundo o Ministério do Trabalho e Emprego. Somente em 2025, foram resgatadas 2.772 pessoas, enquanto as fiscalizações resultaram no pagamento de aproximadamente R$ 9,4 milhões em verbas trabalhistas e rescisórias. A versão mais recente da Lista Suja foi atualizada em 14 de julho deste ano.

Esses números não significam que o problema esteja eliminado no território brasileiro. Eles demonstram, entretanto, que o país reconhece a existência das irregularidades, investiga denúncias, responsabiliza empregadores e retira trabalhadores das situações encontradas. O próprio relatório produzido pelo USTR registra manifestações apresentadas durante a investigação que destacaram a existência de uma estrutura legal e institucional consolidada no Brasil.

Leia Também:  Trigo encerra 2025 com queda nas cotações, mas exportações ganham força

Outro ponto que relativiza a justificativa humanitária está no amplo conjunto de exceções definido pelos Estados Unidos. Ficaram protegidas da nova tarifa matérias-primas que possam provocar desabastecimento, produtos capazes de gerar impactos econômicos mais amplos e mercadorias que não possam ser produzidas em quantidade suficiente no território norte-americano.

A lista de exceções alcança itens de interesse direto do agronegócio, como determinados produtos de origem animal, sementes, insumos para fertilizantes e defensivos, couros, madeira, café solúvel sem aromatização e volumes de açúcar importados dentro das cotas estabelecidas. Na prática, a aplicação da medida será determinada não apenas pelo argumento relacionado ao trabalho forçado, mas também pela necessidade de preservar o abastecimento e os custos da economia americana.

Para o agro brasileiro, o impacto será desigual. Produtos incluídos nas exceções poderão continuar entrando sem a nova cobrança, enquanto os demais ficarão sujeitos aos 12,5%. Nos casos em que a tarifa se somar à sobretaxa de 25% estabelecida em outra investigação comercial, a cobrança nominal poderá alcançar 37,5%, dependendo da classificação aduaneira de cada mercadoria.

O momento escolhido para colocar a medida em vigor também chama atenção. A nova tarifa começou a valer exatamente quando terminou a cobrança global temporária de 10% criada anteriormente pelo governo norte-americano. Em fevereiro, a Suprema Corte dos Estados Unidos havia derrubado as chamadas tarifas recíprocas, que variavam de 10% a 50%. Agora, Washington recorreu à Seção 301 da Lei de Comércio de 1974 para recompor uma barreira de alcance semelhante sob outra fundamentação jurídica.

A coincidência entre o calendário eleitoral e o aumento das barreiras comerciais mostra que as tarifas norte-americanas deixaram de ser apenas um instrumento de política comercial e passaram a integrar o ambiente político brasileiro.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

RIO BRANCO

ACRE

POLÍCIA

FAMOSOS

MAIS LIDAS DA SEMANA