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Dólar deve encerrar 2025 em R$ 5,50 com pressão política e geopolítica, projeta Rabobank

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Moeda brasileira tem segunda pior performance entre emergentes

O Rabobank projeta que o dólar encerre 2025 cotado a R$ 5,50, refletindo uma combinação de incertezas fiscais, políticas e geopolíticas. Segundo o relatório “Brasil Semanal: Os detalhes que fazem a diferença”, o real registrou desvalorização de 2,2% na semana encerrada em 5 de dezembro, o segundo pior desempenho entre 24 moedas emergentes acompanhadas pelo banco.

O movimento foi impulsionado tanto por fatores domésticos — como a instabilidade política e o aumento de gastos fora da meta fiscal — quanto por eventos externos, incluindo tensões comerciais e expectativa de ajustes na política monetária dos Estados Unidos.

Cenário global de incerteza amplia volatilidade

O relatório destaca que os mercados globais aguardam a decisão do Federal Reserve (Fed) sobre a taxa de juros, prevista para 10 de dezembro. O Rabobank espera um novo corte de 0,25 ponto percentual, seguido por mais três reduções em 2026, enquanto o mercado trabalha com apenas dois cortes no próximo ano.

A instituição observa que o enfraquecimento do dólar no cenário internacional tende a gerar alívio temporário para moedas emergentes, mas a volatilidade global deve permanecer elevada diante de riscos geopolíticos e incertezas econômicas envolvendo as economias dos Estados Unidos, China e Japão.

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Política e fiscal pesam sobre o real

Internamente, o Rabobank aponta que a crise política e fiscal segue como o principal fator de pressão sobre o real.

A aprovação da LDO 2026 com gastos extra-meta, somada à pré-candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência, gerou reação negativa dos investidores, que reduziram posições em ativos locais.

O relatório também cita a fala do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, reforçando a necessidade de uma postura conservadora da autoridade monetária, o que indica juros altos por mais tempo e, consequentemente, impacto sobre o crédito e a atividade econômica.

Diferencial de juros continua atraindo capital, mas com limites

Apesar do ambiente de cautela, o forte diferencial entre juros domésticos e externos ainda oferece algum suporte à moeda brasileira. A taxa Selic em 15% mantém o Brasil entre os países com maiores retornos reais do mundo, o que favorece a entrada de capital de curto prazo.

No entanto, o Rabobank ressalta que essa vantagem pode não ser suficiente para compensar os riscos locais. A sustentabilidade do marco fiscal e o comportamento da política econômica em ano eleitoral serão determinantes para o desempenho do real no próximo ano.

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Projeção mantém tom de cautela

Mesmo diante da expectativa de fraqueza generalizada do dólar globalmente, o Rabobank prefere adotar uma visão prudente para o câmbio brasileiro. A previsão é de que o real permaneça volátil, com tendência de encerrar o ano de 2025 próximo de R$ 5,50 por dólar.

Resumo cambial segundo o Rabobank (dezembro/2025)
  • Dólar: R$ 5,4506 (05/12)
  • Variação semanal: -2,2% (real desvalorizado)
  • Projeção para o fim de 2025: R$ 5,50
  • Principais riscos: fiscal, político e geopolítico
  • Expectativa de juros nos EUA: cortes graduais até 2026

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Alta de invasões impulsiona campanha “Invasão Zero” e pressiona por lei mais dura

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) intensificou a reação às invasões de propriedades rurais com a campanha “Invasão Zero”, que reúne um conjunto de propostas legislativas e medidas de pressão institucional para endurecer o combate às ocupações no campo.

A iniciativa ganha força em meio ao aumento recente dos casos. Levantamento da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) aponta 33 invasões registradas entre janeiro e meados de abril deste ano, sendo 14 apenas neste mês. Do total, 32 episódios foram atribuídos ou vinculados ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

Para a bancada ruralista, o avanço das ocupações amplia a insegurança jurídica e afeta decisões de investimento no setor. A avaliação é de que o cenário pode comprometer a produção, sobretudo em regiões de fronteira agrícola, onde a expansão depende de maior previsibilidade institucional.

Como resposta, a FPA articula um pacote de projetos no Congresso. Entre eles está o Projeto de Lei 4.432/2023, que cria o Cadastro Nacional de Invasões de Propriedades (CNIP), com integração ao Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp). A proposta busca centralizar dados, facilitar a identificação de envolvidos e dar suporte às ações de segurança.

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Outro eixo da ofensiva é o endurecimento das penas. O Projeto de Lei 1.198/2023 propõe alterar o Código Penal para elevar a punição por esbulho possessório, hoje limitada a detenção de um a seis meses, para reclusão de quatro a oito anos, além de multa. Já o Projeto de Lei 6.612/2025 cria uma tipificação específica para invasões de propriedades rurais, com penas que podem chegar a dez anos, agravadas em casos de áreas produtivas ou ações coletivas.

No mesmo pacote, propostas buscam restringir o acesso de invasores a políticas públicas. Um dos textos em tramitação prevê a exclusão de ocupantes irregulares de programas de reforma agrária e o bloqueio temporário de crédito subsidiado, benefícios fiscais e contratos com o poder público.

A ofensiva legislativa ocorre em um contexto mais amplo de debate sobre a política fundiária. Dados do mostram que o Brasil tem cerca de 1,1 milhão de famílias assentadas, mas ainda enfrenta desafios estruturais na geração de renda e na integração produtiva dessas áreas. Para a FPA, a solução passa por tratar a reforma agrária como política técnica, com foco em infraestrutura, assistência e viabilidade econômica, e não por meio de ocupações.

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A campanha “Invasão Zero” deve orientar a atuação da bancada ao longo de 2026, com prioridade para projetos que ampliem a segurança jurídica no campo e estabeleçam regras mais rígidas para ocupações ilegais. O tema tende a ganhar espaço na agenda do Congresso, especialmente diante da pressão de produtores e entidades do setor.

Fonte: Pensar Agro

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